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Elas estão chegando... e celebram o Dia Internacional da Mulher!

08/03/2013 10h50 - última modificação 08/03/2013 13h03

08/03/2013

Elas estão chegando

Elas estão chegando
pelas portas e janelas,
Avenidas e vielas.
Elas estão chegando.

Chegando como um vento forte,
chegando com vida e norte,
chegando para questionar,
chegando pra mudar.

Chegando sempre com doçura,
chegando pra juntar forças,
chegando para encantar,
chegando para alegrar.

Chegando para sarar as juntas,
chegando pra juntar as forças,
chegando para construir,
chegando para prosseguir.

Chegando para questionar,
chegando pra mudar,
chegando para encantar,
chegando para alegrar.

(Valdomiro de Oliveira / Marcos Gianelli / Francisco Esvael)

 

Foi com essa linda canção que as alunas, professoras e funcionárias da Faculdade de Teologia foram recebidas nessa manhã, celebrando o Dia Internacional da Mulher.

Como lembrança, ganharam um marcador de páginas trazendo à lembrança as lutas que deram origem à celebração:

O fio da história

Luiz Carlos Ramos
Edemir Antunes Filho

Lá estavam elas, ao som dos teares, tecendo com fio lilás os tecidos que deveriam vestir e aquecer outros corpos — roupas que elas mesmas jamais vestiriam.

Já próximas ao limite de suas forças, exaustas pelas 16 horas de lida diária, as operárias ainda encontravam ânimo para socorrer companheiras que se esvaiam tuberculosas; para saudar crianças recém-nascidas que saltavam pra dentro da vida ali mesmo, sob os teares; e para chorar as envelhecidas jovens que aos 30 anos agonizavam em seus postos e se despediam de sua breve vida.

Entretanto, embaladas pelo ritmo das máquinas, e, com o colo molhado pelas lágrimas, gestavam sonhos de esperança: salários dignos, melhores condições de saúde, jornada de trabalho que lhes permitisse abraçar mais longamente suas crianças, beijar mais ternamente seus maridos e saborear um pouco mais a comunhão à mesa na simplicidade dos seus lares.

Contagiadas por esse sonho, foram compartilhá-lo com o patrão. Mas o patrão, indignado com tamanho absurdo, julgou ser este um caso de polícia e resolveu transformar aquele sonho divino em um pesadelo infernal.

No dia 8 de março de 1857, as portas da fábrica Cotton de Nova York foram trancadas e o edifício transformado em um grande crematório onde 129 mulheres foram sacrificadas.

Mas… a fumaça daquele holocausto espalhou-se por todo lugar levando consigo o sonho daquelas mulheres, contagiando e sensibilizando pessoas em todo o mundo que se encarregaram de tornar realidade aquele ideal.

Mártires cremadas, fios lilases, gestantes de um mundo melhor, inspiraram Clara Zetkin, a propor, durante o Congresso Internacional de Mulheres, realizado na Noruega em 1910,  a instituição do Dia Internacional da Mulher.

Desde então, a cada 8 de março, mulheres e homens reafirmam sua tarefa como tecelãs e tecelões de uma nova História.

 

Veja abaixo fotos da Celebração do Dia Internacional da Mulher, promovida pelo Centro Otilia Chaves, sob coordenação da Profa. Margarida Ribeiro. As alunas, professores e funcionárias foram recebidas com a canção, um marcador de página trazendo a história de lutas que deu origem à celebração e um singelo presente, para que as mulheres do nosso tempo continuem escrevendo lindas histórias.

fotos: Luciana de Santana/FaTeo

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