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Crescimento do protestantismo tende a se estabilizar, prevê sociólogo

19/04/2011 12h30 - última modificação 19/04/2011 12h31


O crescimento do protestantismo na América Latina vai se estabilizar nas próximas décadas, alcançando um patamar de 20% a 35% da população. Dificilmente o protestantismo vai chegar a ser maioria em algum país da região.

ALC, 18/04/2011


A análise é do sociólogo Paul Charles Freston que, em entrevista ao Instituto Humanistas (IHU), previu um quadro evangélico totalmente transformado no Brasil. “Não vai haver o mesmo triunfalismo e o mesmo jeito aguerrido. Vão ser produzidos outros tipos de líderes, outras relações entre as diferentes religiões e com a política”, vaticinou.

Também a Igreja Católica vai se estabilizar, porque terá que se adaptar a um novo quadro político social, marcado pela democracia e o pluralismo religioso.

“É difícil manter a hegemonia na sociedade civil porque ela é cada vez mais independente, autônoma e plural. Assim, as ditaduras, mesmo aquelas que perseguiram a igreja (Católica), eram situações mais favoráveis para a manutenção da posição social da Igreja”, que serviu, muitas vezes, de guarda-chuva a grupos da oposição ao regime militar, analisou o professor da Universidade Federal de São Carlos, São Paulo.

A cada ano, mostram censos brasileiros, a Igreja Católica perde cerca de 1% de seus fiéis. Mas essa perda da adesão nominal também tem seus aspectos positivos. Cada vez mais, a religião torna-se uma escolha no Brasil e não é mais simplesmente uma religião de herança cultural, de pai para filho. Fiéis da Igreja Católica serão, quando ela estabilizar sua membresia, certamente mais praticantes, identificados e compromissados, não mais nominais apenas.

Além do declínio numérico, o peso histórico da Igreja Católica em cada país da América Latina também sofrerá mudanças, relacionadas ao quadro de fiéis. Quando cai a representatividade numérica em relação ao todo da população, torna-se mais difícil justificar certos privilégios. “A ideia de igreja é de algo que se confunde com a nacionalidade e reivindica um certo status preferencial dentro da sociedade. É isso que está cada vez mais ameaçado”, apontou Freston.

 

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