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Coordenadora do Núcleo de Educação a Distância concede entrevista à Folha de São Paulo

01/08/2013 11h50 - última modificação 01/08/2013 11h48

30 de julho de 2013
Em entrevista à Folha de São Paulo, a Coordenadora do Núcleo de Ensino a Distância, Adriana Azevedo, conta um pouco sobre o poder de transformação que a modalidade de educação a distância possibilita à carreira aluno.

Confira a reprodução da entrevista:

Programa ajuda na mudança de carreira

Profissional pode ter dificuldades para fazer contatos


ALINE OLIVEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Mudar de carreira exige coragem, planejamento e um bom diploma na mão. Nesse último quesito, os cursos de educação a distância têm se tornado uma alternativa para quem deseja fazer essa transição e não tem tempo para frequentar uma faculdade diariamente. Essa foi a escolha de Viviane Silva Motta, 32, que trabalhava em uma corretora de seguros quando se inscreveu para o curso de tecnólogo em marketing.

“Eu queria mudar de área e achei que esse formato seria o ideal, porque não dava para eu ir todos os dias às aulas”, conta.

Para Adriana Azevedo, coordenadora do núcleo de educação a distância da Universidade Metodista de São Paulo, “fazer um curso nesse formato é uma boa estratégia para pessoas que percebem, em uma certa etapa da vida, que a escolha profissional que fizeram não irá lhes render um bom futuro”.

Ela conta que a maioria dos alunos da instituição tem entre 29 e 35 anos e que os cursos são, em média, de 30% a 40% mais baratos que os convencionais, com aulas presenciais diariamente.

Optar por um programa credenciado e, de preferência, fazê-lo numa faculdade de prestígio são as melhores decisões a serem tomadas.

“A credencial de uma faculdade joga muito a favor na hora de procurar um emprego, porque o recrutador parte do pressuposto de que uma escola de renome tem uma metodologia que garante o aprendizado”, explica Marcelo Cuellar, gerente da consultoria de recrutamento Michael Page.

Entretanto, há alguns entraves. Um deles é a dificuldade de, estudando em casa, conhecer profissionais na nova carreira, um dos modos mais efetivos de conseguir uma vaga.

Pela legislação brasileira, todo curso desse tipo tem de organizar encontros presenciais, seja para avaliações, seja para práticas em laboratórios. Essas são as principais oportunidades para fazer contatos -também é possível fazer isso virtualmente, por meio de chats e fóruns de discussão.

Como o contato pessoal não é diário, quem tem dificuldade para criar relações de amizade precisa se esforçar se quiser mudar de área. Motta, que estudou marketing, conta que não fez tantos contatos e está tendo dificuldade em se colocar no novo setor.

“Mando currículos para as empresas por meio de sites de recolocação e ainda não fiz nenhuma entrevista.”

Uma forma de fortalecer a rede de relacionamentos é manter-se ativo nas redes sociais. “Eu, particularmente, mantenho contato via internet com gente que não conheço pessoalmente”, conta Cuellar, da Michael Page.

O melhor, segundo ele, é interagir e não apenas ter centenas de pessoas no grupo de amigos de sites como o LinkedIn.

“É só saber usar a tecnologia ao seu favor, postando trabalhos e vídeos e interagindo com pessoas de seu interesse”, afirma.

De acordo com ele, na hora de elaborar o currículo ou em uma entrevista de emprego, não há problema em dizer que o curso foi feito pela internet.

“Mas o mais eficaz em uma entrevista, ou seja, o que vai influenciar a decisão do contratante, é falar do que você aprendeu, e não ficar citando que havia videoaulas e chats”, afirma.

Pela regulamentação do setor, os diplomas não precisam indicar em qual modalidade o curso foi feito, se presencial ou a distância.

Cuellar também recomenda que os profissionais busquem alternativas para ganhar experiência na nova carreira.

“Se não tem como largar o emprego, faça coisas na hora do almoço, nos fins de semana e até atividades voluntárias”, diz.

Na hora da seleção, o candidato também pode contar algumas vantagens, diz Azevedo, da Metodista.

“Um profissional que estudou nessa modalidade está mais acostumado a lidar com tecnologia, pois participa da chats e assiste videoconferências”, afirma. “Além disso, ele faz uso de uma escrita muito mais competente, porque essa é a principal forma de comunicação.”

Já o programador Ricardo Bueno da Silva, 33, que faz graduação em gestão de TI, diz que aprender a administrar o tempo é um dos principais benefícios do EAD. “Você consegue se organizar bem e estudar nos momentos que julga mais adequado.”

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