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Conheça o Centro de Memória Metodista da Faculdade de Teologia

12/04/2011 13h05 - última modificação 12/04/2011 13h32

 

Marco histórico: inaugurado o Centro de Memória Metodista

Concebido como acervo histórico e centro de pesquisas ele já está aberto a visitas

O Edifício Alfa da Universidade Metodista de São Paulo, no campus Rudge Ramos, primeira edificação a abrigar um curso de ensino superior no município de São Bernardo do Campo, viveu mais um momento histórico no dia 2 de setembro de 2010. O prédio, já tombado pelo Patrimônio Histórico, agora é também a localização do Centro de Memória Metodista, com um rico acervo destinado à preservação e divulgação da memória documental metodista e protestante no Brasil. Ao Centro de Memória cabe, agora, a gestão do Arquivo Geral da Igreja Metodista, Arquivo Histórico da Faculdade de Teologia e do IMS (Instituto Metodista de Ensino Superior), Museu Guaracy Silveira e Projeto Digital (Biblioteca e Documentação Digital do Protestantismo Brasileiro). É, portanto, um espaço de preservação e de estudo que estará disponível a visitantes e pesquisadores.

No ato de inauguração do Centro de Memória Metodista, a Universidade recebeu convidados de todo o país. Além de várias lideranças da Igreja Metodista, estavam presentes o bispo da Igreja Metodista Livre, Rev. Ildo Mello; a representante da Secretaria de Cultura do Município de São Bernardo do Campo, Grace Luciana Pereira; o Secretário de Comunicação da Sociedade Bíblica do Brasil, Rev. Erni Seibert, e integrantes da família do Reverendo Guaracy Silveira, personalidade que batiza o museu. Guaracy Silveira foi o primeiro pastor protestante da história do parlamento brasileiro. Eleito em 1933, participou das Assembléias Constituintes de 1934 e também de 1946. Teve, também, papel fundamental no processo de autonomia da Igreja Metodista do Brasil, que ocorreu em 1930.

 A inauguração do Centro de Memória começou com uma palavra de saudação do bispo João Carlos Lopes em nome do Colégio Episcopal da Igreja Metodista. Ele elogiou a eficiência no cumprimento do cronograma, que tornou possível a inauguração do Centro de Memória exatamente na data em que a Igreja Metodista no Brasil comemora 80 anos de sua autonomia dos Estados Unidos, da qual se origina. O bispo metodista falou sobre memória e futuro. Lembrou que, há 20 anos, numa visita aos Estados Unidos, viu um computador jogado no lixo e ficou indignado. Hoje o mesmo ocorre no Brasil. “Vivemos numa era de descartáveis. Corremos o risco de descartar também a história”.

Mas “o que o coração ama a memória não esquece”, como escreve o teólogo Rubem Alves, inspirado pela poesia de Adélia Prado. O bispo João Carlos guarda um relógio que o pai lhe deu há muitos anos. “Aquele relógio guardado com carinho traz boas lembranças, ânimo, faz pensar no que é fundamental para a vida. Não me prende ao passado, mas me lembra que eu tenho família, tenho história, faço parte de uma comunidade”, disse o bispo, destacando que o Centro de Memória também cumprirá este papel.

Para concluir, o bispo João Carlos Lopes destacou a passagem bíblica de Josué 4.1-7: “Deus não deseja que eu fique preso ao passado, mas me inspira, assim como inspirou Josué a tirar doze pedras do meio do Jordão e levantar um altar em Gilgal para que futuras gerações perguntassem: ´O que significam estas pedras?´. Com a resposta saberiam que a mão do Senhor é forte e o temeriam todos os dias. Este Centro de Memória existe para que as futuras gerações de metodistas, protestantes, povo de Deus possam, por meio dele, reconhecerem a mão do Senhor”. O bispo metodista concluiu com uma palavra de bênção: “Que o Senhor da história nos abençoe. O Senhor, que por intermédio de filho disse um dia: Fazei isto em memória de mim.”

 

Horizontes abertos para a pesquisa

O reitor da Universidade Metodista de São Paulo, professor Márcio de Moraes, impedido de estar pessoalmente na celebração, enviou mensagem de cumprimentos por meio do diretor de Comunicação Paulo Salles. Márcio de Moraes congratulou a Faculdade de Teologia pela iniciativa que representa um verdadeiro presente à comunidade acadêmica, no momento em que se comemoram os 40 anos do Instituto Metodista de Ensino Superior. Ele enfatizou, sobretudo, a abertura de horizontes para a pesquisa proporcionada pelo Projeto Digital, que avança célere na digitalização de documentos e publicações históricas. O projeto de digitalização não apenas aumenta os recursos da pesquisa acadêmica como promove a redução do uso de papel, contribuindo com o projeto de sustentabilidade ambiental que a Rede Metodista de Educação tem abraçado.

O pastor e professor Rui de Souza Josgrilberg, reitor da FaTeo, lembrou as presentes que a escolha do prédio Alfa para a instalação do Centro de Memória não foi por acaso. Patrimônio histórico de São Bernardo do Campo, o prédio Alfa foi a “célula mater” da Universidade Metodista de São Paulo. O edifício que abrigou alunos e professores da Fateo por tantos anos, segue, agora, sua missão educacional como um centro de pesquisa, disse Rui. Além a riqueza do acervo do Museu Guaracy Silveira, e, especialmente, a utilização dos recursos digitais permitirá abrigar projetos de pesquisa relacionados com a história do protestantismo e com a história da região do Grande ABC. “Temos um retrovisor no passado, mas olhamos para a frente”.

O coordenador do Centro de Memória, professor e bispo metodista Paulo Ayres, falou da emoção de ver concretizado o sonho de três anos de planejamento e trabalho. Agradeceu, nome por nome, todas as pessoas que colaboraram para sua realização, desde os integrantes de sua equipe (Glaucia Regina Dias e Vandison da Silva), dedicados à catalogação e digitação do material, até funcionários da Universidade responsáveis pela infraestrutura e arrumação do espaço. E antes mesmo que a placa fosse descerrada e os visitantes pudessem conhecer a riqueza do acervo, apresentou uma das primeiras conquistas do Projeto Digital: o CD com a digitalização dos primeiros números do jornal Expositor Cristão, abrangendo o período de 1886 até 1909. O mais antigo jornal evangélico ainda em circulação, o Expositor Cristão poderá ser acessado de qualquer lugar do mundo e pesquisado por assunto, graças a um sistema de busca que está sendo desenvolvido por Vandison. Também deverão ser digitalizadas outras publicações históricas do metodismo brasileiro, como a revista Voz Missionária, Cruz de Malta, Flâmula Juvenil e Homens em Marcha. “É um longo processo pelo frente. Ainda há muito que fazer”, disse o bispo. “Mas podemos dizer, sem sombra de dúvida: ´Até aqui nos ajudou o Senhor´”.

 

Centro de Memoria 3

 

Lembranças de vida

Após o descerramento da placa, momento no qual participaram o reitor Rui Josgrilberg, o bispo João Carlos Lopes e o pastor Paulo Nogueira, representando o Conselho Diretor da FaTeo, o Centro de Memória foi aberto à visitação. Para muitos visitantes, os objetos e documentos expostos trouxeram a oportunidade de lembrar de fatos da própria história de vida. Odete Fillietaz, ex-aluna do Instituto Metodista, que formava diaconisas antes da abertura à participação feminina no ministério pastoral, emocionou-se ao ver peças trazidas da saudosa “Chácara Flora”, onde eram formadas as diaconisas.

Uma escrivaninha com documentos de Guaracy Silveira, doados por sua família; a galeria de reitores da FaTeo e uma bela coleção de flâmulas com as quais eram festejadas datas comemorativas, dentre outras peças do acervo, também traziam lembranças valiosas ao metodismo brasileiro. Na sala de equipamentos, muitos deles vindos do CAVE, Centro Audiovisual Evangélico, os/as visitantes puderam matar a saudade da velha máquina de escrever, do projetor de slides ou do mimeógrafo que serviram por muitos anos à educação cristã de suas igrejas. Mas as salas mais visitadas do museu foram as que abrigavam as obras raras, como a Bíblia de Lutero, as Institutas de Calvino, e uma obra ainda mais antiga: um livro de Cícero, de 1518, o mais antigo do acervo da FaTeo, numa bela edição em letras góticas. A “Bíblia Poliglota” em oito idiomas (grego, inglês, hebraico, latim, italiano, alemão e francês e espanhol) e a Bíblia em Braile datada de 1900, também estão entre as “estrelas” do acervo.

Toda essa riqueza já está à disposição de pesquisadores e de todas as pessoas que buscam, na memória do passado, uma visão mais clara do presente e uma perspectiva de futuro. As visitas podem ser agendadas pelo telefone (11) 4366-5017.

Centro de Memória 4

Texto: Suzel Tunes

Fotos: Luciana de Santana

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Inclusão histórica: Centro de Memória Metodista tem uma Bíblia em Braille de 1900.

Aluno da FaTeo se emocionou ao ler o Evangelho de João produzido pelo Instituto Benjamin Constant em 1900, poucos anos depois que o sistema Braille havia sido inventado

 Visitei o recém-inaugurado Centro de Memória Metodista e me emocionei. No último dia seis de novembro estive no Centro de Memória Metodista, no prédio Alfa da FaTeo, onde se reúne um grande acervo documental da história do protestantismo brasileiro, com um objetivo muito específico: conhecer e confirmar a veracidade de um volume da Bíblia Braille de 1900.

Ao ler tão precioso material e confirmar sua datação não pude deixar de me emocionar, pois esta obra é realmente raríssima: afinal Louis Braille publicou seu método em 1826. Então, essa Bíblia é certamente uma das primeiras a ser produzida em Braille. Vale acrescentar um detalhe: provavelmente trata-se de um “manuscrito” em Braille... Isso mesmo, pois naquela época não havia impressora para este método de escrita; então provavelmente o trabalho foi feito a mão, ou, na melhor das hipóteses, feito com uma máquina bastante rudimentar, o que certamente demandou um esforço muito grande por parte do Instituto Benjamim Constant, que a produziu em 1900. Pude verificar que o texto está escrito em “Braille antigo”, com a grafia da época, como o uso de dois “L” na palavra “elle”.

“Agora a cegueira não é mais uma desgraça”! Foi a frase dita por D. Pedro II ao ver José Alvares Azevedo, o primeiro cego brasileiro a ler e escrever usando o método Braille. Diferente dos dias atuais, quando os/as deficientes visuais possuem ótimos programas de computadores e assim podem ler diversas versões da Bíblia disponíveis na Internet, em 1900 quando este volume da palavra de Deus foi editado não havia escola para 80% dos cegos. Penso que se pudéssemos conversar com alguém daquela época ao poder ler as escrituras ele também diria: “agora Deus também fala a língua dos cegos”. Ao tocar naquela preciosidade lembrei-me com lágrimas quando, em 1998, li pela primeira vez a Bíblia em Braille, mais especificamente a primeira carta de Paulo aos Coríntios.

 

Breve história do Braille

Nascido em 04 de janeiro de 1809, numa pequena cidade nas cercanias de Paris, Coupvray, Louis Braille sofreu um grave acidente na oficina de correeiro de seu pai quando tinha apenas três anos de idade. Ferindo um dos olhos com uma ferramenta pontiaguda, passou por um rápido processo infeccioso e acabou acometido de cegueira total em ambos os olhos. Aos 10 anos, ele foi matriculado no Instituto dos Jovens Cegos em Paris e, em 1825, com apenas 16 anos, apresentou a primeira versão do seu código de leitura e escrita para cegos. Concebeu um código de 63 sinais, tomando por base a combinação de 6 pontos, atribuindo-lhes valores simbólicos que seriam usados nas diversas áreas do conhecimento humano: literatura, música, aritmética e geometria. Criou, assim, nesse ano de 1825, o “Sistema Braille”, que possibilita à pessoa cega o acesso à leitura e escrita; dá à pessoa cega o direito a exercer sua cidadania. Breve histórico dos primeiros passos para a educação de cegos no Brasil

Remonta a agosto de 1835 a primeira demonstração oficial de interesse pela educação das pessoas portadoras de deficiência visual em nosso país, quando o Conselheiro Cornélio Ferreira França, deputado pela Província da Bahia, apresentou à Assembléia Geral Legislativa projeto para a criação de uma "Cadeira de Professores de Primeiras Letras para o Ensino de Cegos e Surdos-Mudos, nas Escolas da Corte e das Capitais das Províncias" – não aprovado por ser fim de mandato e seu idealizador não ter sido reeleito.

A segunda tentativa foi iniciada por José Alvares de Azevedo, jovem cego descendente de família abastada, o qual, ainda menino e a conselho do Dr. Maxiliano Antônio de Lemos, amigo de um tio seu, fora mandado estudar em Paris, no Instituto Imperial dos Jovens Cegos, idealizado por Valentin Hauy e que também servira de escola a Louis Braille, onde aliás, desenvolveu o Sistema Braille. Regressando da França em 1852, após ter lá permanecido por oito anos, lançou-se à luta pela educação de seus compatriotas, ora escrevendo artigos em jornais, ora ministrando aulas particulares dos conhecimentos lá adquiridos. Foi na condição de professor que se tornou amigo do Dr. José Francisco Xavier Sigaud, francês naturalizado brasileiro e médico da Imperial Câmara, a cuja filha cega, Adéle Marie Louise Sigaud, veio a ensinar o sistema Braille.

Entusiasmado com o brilhantismo do jovem e compartilhando seu desejo de fundar no Brasil uma escola para pessoas cegas nos moldes da parisiense, o Dr. Sigaud apresentou-o ao Barão de Rio Bonito, pedindo-lhe que o levasse à presença do Imperador D. Pedro II. Este, ao vê-lo escrevendo e lendo em Braille, teria exclamado: "A cegueira não é mais uma desgraça", palavras a que, aliás, o Dr. Sigaud aludiria em seu discurso por ocasião da instalação do Instituto. Orientados, então, pelo próprio Imperador, o Dr. Sigaud e José Alvares de Azevedo subscreveram um requerimento e o entregaram, em janeiro de 1853, ao Ministro Secretário de Estado dos Negócios do Império, Luiz Pedreira do Couto Ferraz, que o apresentou à Assembléia Geral Legislativa em maio daquele ano. A proposta pedia a criação de uma escola para pessoas cegas, com solicitação de um orçamento anual de 15 contos de réis e previsão para matrícula de 25 alunos.

Embora a proposta não tenha chegado a ser apreciada, o Ministro tinha tal certeza de sua aprovação, que, mesmo antes dela, começou a providenciar, auxiliado pelos conhecimentos de Azevedo, a vinda, diretamente de Paris, dos materiais escolares indispensáveis aos futuros alunos. Afinal, em 12 de setembro de 1854, foi criado, pelo Decreto Imperial No. 1.428, o Imperial Instituto dos Meninos Cegos do Brasil, inaugurado 05 dias depois, sem a presença de Álvares de Azevedo, que falecera, prematuramente, em 17 de março daquele ano. Só teve tempo de escrever uma obra: a tradução de "História dos Meninos Cegos de Paris", da autoria de J. Guadet.

O referido Instituto dos Meninos Cegos do Brasil passou, a partir de 1890, a ser chamado Instituto Benjamim Constant, e foi o responsável pela confecção desta obra rara e de valor inestimável que é o volume do Evangelho de João que se encontra no Centro de Memória Metodista. Venha conhecê-la e se emocionar também.

Escrito Por Enoque Rodrigo de oliveira Leite, aluno cego do quarto ano de Teologia da FaTeo

 

História Viva: o Centro de Memória Metodista

O lançamento do projeto do Centro de Memória Metodista, no Edifício Alfa, em setembro de 2009

Um presente à memória nacional. Foi como o jornal Diário do Grande ABC definiu o Centro de Memória que nasce na Faculdade de Teologia da Universidade Metodista de São Paulo, em reportagem publicada no dia 9 de outubro de 2009.

Obras raras como uma Bíblia de Lutero do século 16, milhares de fotos, além de inúmeros livros e objetos que contam a história do protestantismo no Brasil são as atrações mais palpáveis do Centro de Memória Metodista, projeto oficializado no dia 23 de setembro. Mas quem esteve em seu lançamento no prédio Alfa da Faculdade de Teologia da Universidade Metodista de São Paulo – este mesmo tombado como Patrimônio Histórico pelo Município e pelo Estado – descobriu que o acervo que está sendo cuidadosamente arquivado preserva também uma riqueza intangível: memórias das vidas que, de alguma maneira, tiveram a sua história ligada à história do metodismo no Brasil.

Rui de Souza Josgrilberg, reitor da Faculdade de Teologia, lembrou que o missionário metodista norte americano Daniel Parish Kidder, ao chegar ao Brasil, em 1837, subiu a Serra do Mar em lombo de burro e hospedou-se na “freguesia de São Bernardo”, na casa de um sacerdote católico, antes de seguir viagem para São Paulo. “O início do metodismo guarda um vínculo com a região do ABC”, disse ele. Kidder, lembrou Josgrilberg, não é apenas um pioneiro do protestantismo no Brasil, mas um nome obrigatório para os estudos de história brasileira, autor do clássico “O Brasil e os brasileiros”.

Paulo Ayres, coordenador do Centro de Memória, destacou que o acervo atenderá não apenas a estudos da presença metodista no Brasil mas, também, será um centro de referência do protestantismo brasileiro. Ele desenvolverá três áreas de trabalho: 1) Arquivo Histórico do Metodismo Brasileiro, da UMESP e Fateo, e também de outras manifestações do protestantismo brasileiro, e do município de São Bernardo; 2) Museu Histórico do Metodismo, da UMESP e da Fateo; 3) Serviço de Digitalização, que desenvolverá a digitalização não só de documentos e literatura históricos, mas também a formação da biblioteca digital da UMESP e da Fateo.

Em seu discurso, Paulo Ayres fez questão de agradecer a todas as pessoas que tornaram possível a concretização de um sonho acalentado desde 2006, quando ele retornou de uma temporada de estudos na Drew University, dos Estados Unidos, que hospeda um rico acervo da história do movimento wesleyano. Ayres agradeceu especialmente aos trabalhadores que fizeram a reforma do prédio Alfa, ao diretor admistrativo Otoniel Ribeiro, que coordenou os trabalhos, e à coordenadora do biblioteca, Aparecida Comelli, e seus funcionários/as, em especial à Gláucia Regina Dias, que se dedica diretamente à minuciosa catalogação do acervo. “Assim como aqui encontramos obras raras, o Centro de Memória Metodista foi construído por pessoas raras. Embora não tombadas”, completou, bem humorado, o professor Márcio Moraes, reitor da Universidade Metodista de São Paulo e diretor da Rede Metodista de Educação. “Todos nós que aqui estamos já fazemos parte do Centro de Memória”, disse, agradecendo à presença dos(as) alunos, professores(as), diretores(as) e lideranças eclesiásticas, sociais e políticas ao evento. Moraes informou que o Centro de Memória também atuará como um prestador de serviço para outras unidades da Rede de Educação, uma vez que terá, quando estiverem finalizadas suas instalações, uma sala especialmente reservada para digitalização de documentos históricos.

O jornalista Ademir Médici, autor da coluna Memória, do jornal Diário do Grande ABC, lembrou que o edifício Alfa, que abrigou a primeira instituição de ensino superior da região, antecedeu a própria passagem da Via Anchieta que mudou a paisagem de São Bernardo do Campo na década de 50. E parabenizou a Faculdade de Teologia por destinar esse prédio, que formou tantas gerações de brasileiros, ao resgate da memória ligada ao Grande ABC. O bispo Stanley Moraes, representando a terceira geração de teólogos metodistas, lembrou que seu pai foi um dos primeiros alunos a residir no prédio Alfa, na década de 1940, pouco depois que o ensino teológico mudou-se da rua Cubatão, em São Paulo, para o praticamente deserto “Bairro dos Meninos’, em São Bernardo. Como secretário do Colégio Episcopal e em nome do Bispo Presidente da Igreja Metodista, João Carlos Lopes, Stanley Moraes confirmou o compromisso metodista em preservar e transmitir esta memória às próximas gerações. “O que o coração ama a memória não esquece”, confirmava a liturgia preparada para o cerimonial e conduzida pelo pastor Luiz Carlos Ramos, com a participação da pianista Lisete Espíndola e Conjunto Coral Canto da Terra.

Após a cerimônia, os/as visitantes foram convidados/as a conhecer as instalações e ter uma prévia noção de como será o Centro de Memória Metodista quando for inaugurado, no dia 2 de setembro de 2010, durante a celebração dos 80 anos de Autonomia da Igreja Metodista. E entre livros, objetos raros e exclamações de surpresa e saudade, frutíferos contatos já foram se estabelecendo. Neusa Borges, Secretária de Cultura de São Bernardo do Campo, presente ao evento representando o prefeito Luiz Marinho, acenou com a possibilidade da formação de futuras parcerias na área da pesquisa histórica. O jornalista Ademir Médici, do Diário do Grande ABC, convidou a FaTeo a participar do 10º Congresso de História da Região do Grande ABC, que ocorrerá em novembro, na Universidade de São Caetano. E aproveitou a oportunidade para gravar o programa “Memória”, que ele veicula pelo site do jornal Diário do Grande ABC. Ele lançou este programa no dia 9 de outubro de 2009, no site do jornal Diário do Grande ABC que, em sua versão impressa destaca o Centro de Memória Metodista como UM PRESENTE À MEMÓRIA NACIONAL.

Assista ao vídeo feito no Centro de Memória no site do jornal Diário do Grande ABC. http://home.dgabc.com.br/canais/video/Default.aspx?pagina=video&idVideo=480&e=setecidades&t=grande+abc+mem%c3%b3ria+programa+17

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