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Conheça Maurício Samussone: o pastor que atravessou o Oceano Atlântico para estudar na FaTeo

09/03/2012 11h35 - última modificação 09/03/2012 11h31

A turma de estudantes que ingressou na FaTeo em 2012 tem, no período matutino, um colega africano: Maurício Samussone veio de Moçambique para estudar Teologia. Aqui ele fala um pouco de sua trajetória e expectativas:

 

Fale-nos um pouco de sua vida. A que Igreja pertence? Como nasceu o seu desejo de estudar Teologia?

Sou Maurício Samussone, filho de Samussone Natingue e de Verônica Tomas. Nasci aos 21 de setembro de 1973 na Província de Inhambane, em Moçambique. Sou casado com Georgina Anastancia Butelane. Frenquentei os ensinos primário e secundário nas escolas Primária e Secundária de Lhanguene. A minha igreja mãe é a Metodista Unida e a Paróquia mãe é Chamanculo, em Maputo.


Eu era do grupo de crianças na Paróquia e costumávamos fazer dramas e, como o mais velho do grupo, certa vez fui indicado para pregar no encerramento do estudo bíblico de ferias. Então saiu o comentario de que eu tinha vocação para o ministério; tinha na altura 12 anos, em 1985. O tempo foi passando e em 1993 chegou a vez de responder ao chamado. Fui ao Seminário Unido de Ricatla, em Maputo, para frequentar Teologia. Graduei-me em 1996.


Você pretende exercer o ministério pastoral ou atuar na educação teológica? Desde que iniciei a carreira pastoral dizem que tenho jeito para ambos, mas gosto mais de atuar na educaçao teológica.


Você foi participante do Projeto SOL-África, não é? Quando e como você ingressou neste projeto e como foi primeira experiência de estudar no Brasil? Qual foi o maior aprendizado que você teve neste período?  E qual a maior dificuldade?
Sim, participei do SOL-África de abril até junho de 2009. Este foi o meu contato com o ensino mais profundo em teologia. No Seminário de Cambine dava minha contibuição na área de Homilética e Antigo Testamento, entre outras coisas. Houve necessidade de os professores do Seminário aprofundarem mais os seus conhecimentos para poderem dar melhor contribuição nesse sentido. Foi assim que ingressei no Projeto SOL-África. Para mim foi fantástico porque nunca a gente sabe tudo na vida. Ainda há muito que aprender nesta área. Nao tive dificuldades de relevo que possa mencionar porque era por um tempo limitado.


Agora você irá cursar Teologia por quatro anos. Por que você optou por estudar novamente no Brasil (e na FaTeo)?
Irei cursar por quatro anos. Optei pela FaTeo por causa da credibilidade e dos avanços que ela está alcançando no área de formação, pesquisa e publicação do material nesta área. Isso motivou para a minha tomada de decisão.


Como tem sido sua adaptação e a de sua família a um novo país, clima, cultura etc?
Como já estive em 2009 a minha adaptação não tem sido difícil e agora é melhor com a família junto comigo. Outras coisas preciso de me socializar para uma boa assimilaçao. As temperaturas são quase iguais e inferiores em relação a Moçambique, uma coisa que ja faz parte de mim. Para a minha esposa o problema maior é ainda nao ter tido algo de concreto para fazer que pudesse lhe fazer estar um pouco fora de casa e para o menino e a falta do companheirismo de outras crianças, brincadeiras de infância. De resto o tempo será o mestre de tudo.


Do que você mais sente falta estando aqui no Brasil?

Da família e da dieta típica moçambicana.  Principalmente de um tpo de verduras que se chama Matapa, que são folhas de mandioca preparadas com caril de amendoim e xima (farinha de milho). Acho que aqui é fubá. Gosto também de folhas de abóbora e folhas de feijão verde.

Qual é a sua expectativa em relação ao curso? O que você espera da FaTeo?
Eu ja frequentei o Seminário. Espero manter um diálogo com a Direção e se houver essa possibilidade gostaria de sair daqui com o Mestrado.


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