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CMI pronuncia-se contra bloqueio que ameaça realização de assembleia do Conselho Latino-Americano de Igrejas

17/12/2012 12h25 - última modificação 17/12/2012 12h34

“O adiamento da Assembleia do CLAI mostra que o bloqueio econômico contra Cuba está fora de contato com as realidades do mundo de hoje”, afirma secretário geral do CMI
Marcelo Schneider/WCC

"É simplesmente inaceitável que o governo dos EUA, através de mecanismos de seu sistema bancário, crie obstáculos que impeçam o encontro de um organismo cristão significativo como o CLAI", afirmou o Rev. Dr. Olav Fykse Tveit, secretário geral do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), nesta quinta-feira, em Genebra, Suíça, reagindo à decisão da junta diretiva do Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI) de adiar sua VI Assembleia por conta do bloqueio, nos EUA, de fundos destinados ao evento que deveria ocorrer em fevereiro de 2013, em Havana, Cuba.


A decisão foi divulgada em 11 de dezembro, através de um comunicado do seu secretário geral do CLAI, Rev. Nilton Giese, às igrejas-membro e demais organizações parceiras anunciando formalmente a decisão da junta diretiva de adiar o evento para maio do próximo ano e manter Havana como cidade sede.
"Isto mostra que o bloqueio econômico contra Cuba está fora de contato com as realidades do mundo de hoje, especialmente no que se refere à dinâmica das comunidades religiosas, e deve ser suspenso em nome da justiça e da paz", disse Tveit.


"Os Estados Unidos tem, repetidamente, manifestado o compromisso de defender a liberdade religiosa. Este é um caso em que o governo dos EUA poderia facilmente ter ajudado a evitar esta situação embaraçosa, mas falhou", acrescentou o pastor norueguês.

O CMI é uma comunhão de 349 igrejas-membro de 120 países ao redor do mundo, representando cerca de 550 milhões de cristãos, e conta com muitas igrejas-membro do CLAI entre os seus próprios membros. Desde que a filial americana do banco equatoriano Pichincha, em Miami, congelou um depósito de 101.000 dólares feito pela sede do CLAI, em Quito, Equador, com a finalidade de cobrir custos de alimentação e hospedagem para cerca de 400 delegados e outros participantes da Assembleia, muitas reações em defesa do CLAI tem sido emitidas por organismos ecumênicos e igrejas.

Em comunicado oficial, emitido em 3 de Dezembro, a diretoria da Federação Argentina de Igrejas Evangélicas (FAIE) declarou que o bloqueio dos fundos para a Assembleia "está tomando das igrejas na América Latina e no Caribe a possibilidade de decidir livremente e ecumenicamente onde e quando suas atividades podem ter acontecer".


O congelamento dos recursos foi anunciado, em 27 de novembro, pelo presidente do CLAI, o bispo anglicano Julio Murray, do Panamá durante conferência de imprensa, realizada em Havana. Na ocasião, Murray destacou que a medida viola a lei federal dos EUA e as regras do Tesouro dos daquele país, que permitem a entrega e transferência de fundos para fins religiosos.

FOTO: A cubana Rev. Dr. Ofelia Ortega, presidente do CMI para América Latina e Caribe, Rev. Dr. Olav Fykse Tveit, secretário geral do CMI, e Bispo Julio Murray, presidente do CLAI, conversam durante encontro do CLAI, em São Paulo, em junho de 2011.
Crédito: Marcelo Schneider/WCC

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