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Capacitação para mulheres na FaTeo: veja relato de Leila de Jesus Barbosa, vice-presidente da Confederação de Mulheres

12/06/2008 23h46 - última modificação 12/06/2008 23h47

Organização: Faculdade de Teologia – Centro Otília Chaves Apoio – Confederação das SS.MM.MM.

Na tarde de sexta-feira dia 6 de junho de 2008, mulheres de todo o Brasil foram chegando e movimentando a Faculdade de Teologia em meio a muita alegria, muita confusão de malas e expectativa com o Encontro.

Às 19h30 a Celebração de Abertura foi dirigida pelas mulheres da 1ª Região quando fomos chamadas a meditar na tão importante transformação de nossas vidas quando nos colocamos verdadeiramente nas mãos de Deus para sermos trabalhadas por Ele.

Logo em seguida as estudantes da FATEO, Kennee Ladeira Mendonça, Kary Janaína, Lídia Maria e Luana Caroline de Jesus fizeram uma dinâmica de integração, e podemos dizer que conseguiram o objetivo porque houve uma verdadeira integração do grupo.

No sábado, depois de uma noite de descanso, estávamos preparadas para um dia de muito trabalho, que foi iniciado com uma devocional preparada pelos Seminaristas que tiveram também uma participação especial durante todo o Encontro, tanto ajudando no que eram solicitados para o melhor andamento dos trabalhos bem como cooperando com a música nos acompanhando em todos os cultos e devocionais.

Em seguida participamos de um Painel sobre “Herança bíblica, doutrinaria e histórica” com o Professor Tercio Machado Siqueira que abordou o tema “órfãos e viúvas no Antigo Testamento” (o problema social que envolvia os órfãos e as viúvas) e a Herança Bíblica e Histórica do credo social. E o Professor José Carlos de Souza abordou o tema “Raízes Históricas do Credo Social” num momento de muita informação para a vida das mulheres metodistas.

O Painel II “A inclusão no cotidiano das mulheres”, com a Pastora Elizabete Cristina Costa Renders foi marcante para a vida de todas nós, porque tivemos a oportunidade de conhecer um pouco da vida de pessoas especiais como Sandra (pastora) cadeirante que é deficiente desde os 11 meses e nos encantou com sua alegria, seu carisma e seu testemunho de vida; Kary Janaína (cega) que nos encantou com seu bom humor; Elaine (surda desde o nascimento) que junto com seu noivo e tradutor em libras Osmar, também nos deixou impressionadas com a interpretação de uma música e com o jeito carinhoso demonstrado entre os dois o tempo todo...

Na parte da tarde participamos dos Grupos de Trabalho e fomos dirigidas por Rogério Ferreira, Helena da Silva e Ivana Garcia com “Testemunhos do cotidiano”. Helena e Ivana partilharam conosco sobre um trabalho realizado numa Penitenciaria Feminina no Estado de São Paulo e além de muitos relatos sobre a vida destas pessoas, falaram da triste realidade no Brasil onde o número de mulheres presas cresceu duas vezes mais que o de homens.

Rogério Ferreira falou sobre sua experiência no trabalho com meio ambiente. Ao mesmo tempo outro grupo de mulheres participou de uma oficina “Transformando o cotidiano” com Dinorá Franco Antunes que ensinou a arte de confeccionar caixas de presente.

Para encerrar os trabalhos de sábado tivemos a Noite Cultural com a participação de Pr Roy de Oliveira e Equipe e também com a Profa Maria Inês Breccio.

No domingo pela manhã participamos do Painel III “Desafios para o cotidiano das mulheres” com as Revdas: Margarida Ribeiro e Suely Xavier dos Santos que nos levaram a trabalhar sobre o seguinte: Num processo de Inclusão o que podemos fazer a curto, médio e longo prazo?

Foram formados grupos de oito ou dez pessoas para juntas descobrirmos o que e como fazer... e o resultado foi o seguinte:

Em curto prazo – transmitir os conhecimentos adquiridos no Encontro para a Igreja local; capacitação; integração; levantar necessidades; inclusões (culturais, sociais, idade, gênero, raciais, dependências alimentares, deficiências visuais, deficiências locomotoras e auditivas); campanhas de conscientização sobre o projeto de reciclagem; aulas de libras.

Em médio prazo – diagnosticar as carências; capacitar as agentes (planejar e agir); implantação de pastorais carcerária e menor infrator; adaptação dos templos para a lei de acessibilidade; gravar os cultos para serem traduzidos em libras; diminuir o consumo de papel e plástico em nossos encontros e casas; participação em Ongs.

Em longo prazo – reestruturar o que for necessário; adaptação necessária para cada tipo de deficiência existente na Igreja local; criar uma rede de apoio social; implantação de AMAS e cooperativas de reciclagem; E.A.D. (educação a distância) e Colégio Metodista; ação efetiva nos presídios principalmente femininos; colher e relatar os frutos.

A Celebração de Encerramento foi dirigido pela 2ª Região e nos levou a meditar em tudo que foi aprendido no Encontro e foi encerrado com o Envio “Para que uma sociedade traduza o sentido cristão de humanidade, é necessário que, a par com a mudança das estruturas sociais, se processe uma transformação de mentalidade humana. O sentido cristão de humanidade só pode ser alcançado em uma sociedade na qual as pessoas tenham vida comunitária, consciência de solidariedade humana e de responsabilidade social.” (Credo Social da IM).

Cantando o cântico “Momento Novo” saímos de mãos dadas e formamos um grande círculo em frente à Capela onde cantamos a Benção da Sociedade e vivemos momentos de muito carinho, confraternização e despedida.

Leila de Jesus Barbosa

Vice-presidente da Confederação de Mulheres

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