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Alunos do Curso Teológico Pastoral atingidos por enchentes contam como está a situação no Paraná

25/03/2011 12h55 - última modificação 25/03/2011 12h54

As enchentes que assolaram a região serrana do Rio de Janeiro, no início do ano, e várias cidades do Paraná, mais recentemente, começam a ser esquecidas pela imprensa. Mas essas localidades ainda estão longe da normalidade, ainda feridas por perdas materiais e, sobretudo, humanas. Apenas em Nova Friburgo morreram 428 pessoas, segundo dados divulgados pela Defesa Civil no final de fevereiro. E mesmo quem teve a casa poupada de enchentes ou deslizamentos de terra ainda sofre com problemas de transporte e abastecimento.  

Alunos do Curso Teológico Pastoral, modalidade semipresencial da FaTeo, estão entre as pessoas que tentam retomar suas vidas e compromissos profissionais e acadêmicos nas cidades do Paraná atingidas pelas enchentes de 11 de março. Eles contam como tem sido a vida desde então.

TCC em meio ao caos

O aluno José Luz Oliveira de Araújo conta que em Guaratuba, praia do litoral do Paraná, a situação agora está se normalizando. Há falta de combustíveis, pela dificuldade de acesso de caminhões aos postos, e no bairro onde ele mora ainda é possível encontrar moradores retirando lama de suas casas, além de móveis e eletrodomésticos danificados. Quem perdeu menos, ajuda os que sofrem mais. “Na minha casa as perdas foram de pequena monta. Estamos socorrendo das famílias que foram mais atingidas”, conta José. Sua mãe, que mora em Morretes, cidade ainda mais castigada pela enchente, é no momento sua maior preocupação.  Para conseguir a insulina que ela precisa tomar periodicamente, José enfrentou uma fila de seis horas em um trecho de apenas 60 km de distância, pela BR 277. E, mesmo assim, não conseguiu entrar na cidade, devido ao trânsito congestionado e a quedas de ponte. Entregou o medicamento a um amigo que o aguardava do outro lado da ponte caída.  

Estudar em meio a esse caos é um desafio ao aluno do CTP. “Os dois primeiros trabalhos eu trouxe prontos de São Bernardo, só faltando digitar. Minha dificuldade agora é com a entrega dos próximos trabalhos, e o que foi pedido para o Trabalho de Conclusão de Curso. O TCC exige pesquisa e o tempo é curto”, preocupa-se. Um adiamento na entrega do projeto seria bem recebido, diz o estudante, mas o que ele mais espera é uma mobilização da Igreja em favor das vítimas. “As doações (que devem ser encaminhadas à Igreja Metodista de Morretes), trarão um conforto, um alívio aos que perderam quase tudo, mas que mantém a fé em Jesus Cristo”.

 

Conforto do Espírito Santo

A aluna Hosana Gomes Rodrigues, moradora da Vila Ferroviária, em Morretes, diz que sua cidade está triste, a comunidade abalada, mas lentamente retornando às atividades cotidianas.  “Na minha casa a água chegou a quase um metro de altura. Tivemos perdas de móveis, como camas, guarda-roupas, armários de cozinha, estante, mesa, cadeiras,
cômoda. Os colchões, poltronas e sofás não chegaram a encharcar, mas ficaram úmidos e com odor. Temos um carro que guardamos em um galpão alto e ainda assim entrou água no nível do porta-luvas”.  Estudar nessas condições é quase impossível:  “até o momento não consegui organizar a casa, pois não tenho onde guardar roupas, calçados, alimentos. A situação é bastante precária, porém ainda tenho casa e condições de cozinhar e lavar roupas, atender nossas necessidades básicas”.

 Hosana diz que, diante da situação de várias famílias do município que perderam suas casas,  ela pode se considerar muito bem. Mas o que lhe dá mais tranqüilidade não é sua situação material:  “A principal diferença em nossas vidas é que temos a certeza de que a Mão forte de Deus está nos sustentando, assim não nos deixamos abater. Há famílias totalmente desoladas por causa de toda essa destruição e elas não entendem que tudo está no controle daquele que criou os céus e a terra, o Senhor Deus todo Poderoso”, testemunha Hosana.

Ela informa que a maioria dos irmãos da Igreja Metodista foi atingida pelas enchentes. Os que não tiveram águas em suas casas, tiveram parentes afetados.  E toda a cidade está precisando consumir água mineral, porque a água tratada ainda está contaminada, imprópria para consumo. “Estamos atravessando uma fase em que todas as boas ações das comunidades cristãs ao favorecimento de minha região são bem vindas, e agradecemos muitíssimo por toda ajuda que chega até nós, pois além de suprir nossas necessidades, nos sentimos amados pelos nossos irmãos em Cristo Jesus e o Espírito Santo nos consola através dessas vidas. Continuamos firmes no Senhor, na certeza de que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”.


Como ajudar:

A Sede Nacional da Igreja Metodista disponibilizou a conta a seguir para que os irmãos e as irmãs possam colaborar com os atingidos por esse desastre natural no Paraná.

Bradesco

Agência 3381-2

Conta: 108.778-9

CNPJ 33.749.946/0001-04

 

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