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Solidariedade dos alunos da FaTeo (CTP) integra deficiente visual na aprendizagem do Hebraico Bíblico

04/09/2017 18h30 - última modificação 04/09/2017 19h44

 

Os alunos do 1o ano do CTP, Felipe Senra Meireles (4a.RE) e Onizes Assis Coelho Araújo Júnior (REMA), transformaram um desafio em ato de solidariedade. Percebendo a dificuldade em absorver o conteúdo da matéria de Hebraico Bíblico por parte do colega de classe  que é deficiente visual, Giovane Menino do Nascimento, 4a. RE,  Felipe e Onizes criaram um meio para facilitar a percepção dos caracteres hebraico, bastante diferente do alfabeto latino usado na língua portuguesa.


A ideia surgiu quando os discentes viram na necessidade de Giovani, uma oportunidade para ajudá-lo nos seus estudos. Eles pesquisaram, consultaram a bibliotecária da Biblioteca de Teologia e, usando seus esforços e criatividade, produziram um material com alfabeto hebraico em braile. que funciona da seguinte forma: após a impressão dos caracteres foi aplicada um tipo de cola conhecida como tridimensional, a qual gerou um relevo para que o estudante pudesse perceber pelo tato os contornos da letra então desconhecida; logo abaixo da letra hebraica encontra-se o nome de cada uma, transliterada em Braille (sistema de escrita que usa pontos em relevo, que foi obtido com a mesma cola) e em Português.

 

 

 

A intenção é que, desta maneira, o aluno Giovani consiga, por meio do Braille, experimentar a pronúncia de cada caractere usando a sonoridade dos fonemas do português. 


O resultado muito positivo e aprovado por Giovane, gerou muitas inquietações, questionamentos e abertura a inúmeras possibilidades, como por exemplo desenvolver um projeto de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) na área da pastoral da inclusão por meio da prática obtida com este experimento.

 

 

Os alunos se sentem motivados pelo que foi alcançado até o momento, e pretendem avançar nesta área, inicialmente no campo da anotação e observação do que foi feito, e depois na produção de outros materiais impressos em Braille de modo rápido e barato.

 

Certamente esse ato de solidariedade ajudará o aluno com deficiência visual a conduzir seus estudos com maior aproveitamento, e desenvolverá nos/as colegas de classe um outro olhar sobre o tema inclusão.

 

 

 

Texto: Felipe Senra e Profa. Suely Xavier dos Santos

Fotos: Isabelle de Freiras

 

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