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Afrokut, rede social de negros/as cristãos/ãs, lança campanha de superação do racismo na escola dominical

11/11/2010 16h17 - última modificação 11/11/2010 16h19

A rede social Afrokut lança no dia 21 de novembro a Campanha de Superação do Racismo na Educação Infantil nas Igrejas. A campanha tem por propósito levar o debate sobre preconceito e discriminação para as escolas dominicais e escolas bíblicas das igrejas evangélicas brasileiras.


ALC - Agência Latino Americana e Caribenha de Comunicação


A campanha integra a programação da 7ª edição da Semana Nacional Evangélica de Consciência Negra (Senecon). Na Semana também será lançado o Curso Pastoral da Negritude, de 60 horas e a distância, voltado à formação e capacitação de pessoas para o ministério e pastorais de negritude cristã nas igrejas.

Com o patrocínio da Fundação Luterana de Diaconia (FDL) e da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (Cese), a Senecon tem por objetivo envolver as igrejas evangélicas na questão racial e da negritude.

Olhar as Sagradas Escrituras na perspectiva da negritude é a proposta do livro Bíblia e Negritude – Pistas para uma Leitura Afro-Descendente, editado pelo Centro de Estudos Bíblicos (Cebi).

No livro, Edmilson Schinelo indaga se fiéis que participam regularmente da vida da igreja ao menos ouviram a hipótese de que Simão de Cirene, aquele que ajudou Jesus a carregar a cruz, era negro.

“Ora, Cirene fica no norte da África, mas alguma vez você ouviu em prédica ou sermão, na catequese, na escola dominical ou no ensino confirmatório, que um africano ajudou Jesus a carregar a cruz?” Estudiosos alegam que Simão era um judeu na diáspora, mas com que argumentos? – pergunta.

Moisés casou-se com uma africana, segundo o livro de Números 12, um africano de nome Ebed-Melec liderou movimento para libertar o profeta Jeremias, que fora jogado numa cisterna, de acordo com o relato de Jeremias 38.

“Queremos e podemos descobrir as raízes negras do povo hebreu e de toda a Bíblia”, porque o livro dos livros, antes de ser europeu, ele é afro-asiático, afirma Edmilson.

Ele não nega a contribuição européia ao continente americano e assinala que negros e latinos querem seguir trocando saberes com o Velho Continente. “Mas denunciamos o cristianismo branco e opressor, com teologias que chegam ao absurdo de justificar a escravidão negra, feita pelos brancos, e que continuam, muitas vezes, negando nossas raízes.”

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