Ferramentas Pessoais

Você está aqui: Página Inicial / Fateo / Notícias / Ação Ecumênica de Mulheres, com apoio da FaTeo, celebra centenário do Dia Internacional da Mulher

Ação Ecumênica de Mulheres, com apoio da FaTeo, celebra centenário do Dia Internacional da Mulher

24/02/2010 12h09 - última modificação 26/02/2010 20h13

A organização Ação Ecumênica de Mulheres, com o apoio do Centro Otília Chaves, da FaTeo, está celebrando o centenário de instituição do Dia Internacional da Mulher. A data, mais do que uma festividade, convida à reflexão: no dia 8 de março de 1910, 129 mulheres e meninas trabalhadoras da indústria têxtil morreram enquanto buscavam melhores condições de vida e trabalho. É o que conta a história abaixo, que a liturgia proposta pela Ação Ecumênica de Mulheres sugere para a celebração da data nas igrejas locais.



Leia a seguir o texto criado pelos pastores metodistas Luiz Carlos Ramos, professor da FaTeo, e Edemir Antunes:


O Fio da História: Dia Internacional da Mulher


(Luiz Carlos Ramos e Edemir Antunes)


imagens/workergirl.jpg

Lá estavam elas, ao som dos teares, tecendo com fio lilás os tecidos que deveriam vestir e aquecer outros corpos - roupas que elas mesmas jamais vestiriam. Já próximas ao limite de suas forças, exaustas pelas 16 horas de lida diária, as operárias ainda encontravam ânimo para socorrer companheiras que se esvaíam tuberculosas; para saudar crianças recém-nascidas que saltavam pra dentro da vida ali mesmo, sob os teares; e para chorar as envelhecidas jovens que aos 30 anos agonizavam em seus postos e se despediam de sua breve vida.


imagens/cotton-mill-workers1.jpg

Entretanto, embaladas pelo ritmo das máquinas, e com o colo molhado pelas lágrimas, gestavam sonhos de esperança: salários dignos, melhores condições de saúde, jornada de trabalho que lhes permitisse abraçar mais longamente suas crianças, beijar mais ternamente seus maridos e saborear um pouco mais a comunhão à mesa na simplicidade dos seus lares.

Contagiadas por esse sonho, foram compartilhá-lo com o patrão. Mas o patrão, indignado com tamanho absurdo julgou ser este um caso de polícia e resolveu transformar aquele sonho divino em um pesadelo infernal. No dia 8 de março de 1857 as portas da fábrica Cotton de Nova York foram trancadas e o edifício transformado em um grande crematório onde 129 mulheres foram sacrificadas.


imagens/menina_fabrica.jpg

Mas a fumaça daquele holocausto espalhou-se por todo lugar levando consigo o sonho daquelas mulheres, contagiando e sensibilizando pessoas em todo o mundo que se encarregaram de tornar realidade aquele ideal. Mártires cremadas, fios lilases, gestantes de um mundo melhor inspiraram Clara Zetkin, a propor, durante o Congresso Internacional de Mulheres realizado na Noruega, em 1910, a instituição do Dia Internacional da Mulher. Desde então, a cada 8 de março, mulheres e homens reafirmam sua tarefa como tecelãs e tecelões de uma nova História. É importante lembrar que neste ano, estamos celebrando o Centenário da instituição do Dia Internacional da Mulher.

Comunicar erros


Leia mais notícias sobre:

Receba informações de oferecimento sobre esse curso: