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A noite de todas as noites: reflexão em tempo de Advento

05/12/2012 11h05 - última modificação 05/12/2012 11h13

O jornal Expositor Cristão, publicação mensal da Igreja Metodista, traz em sua edição de dezembro de 2012 uma cobertura especial sobre o significado do Natal para o cristão nos dias de hoje. A matéria de capa, do Reverendo Messias Valverde, coordenador da Pastoral Escolar e Universitária do Instituto Metodista Granbery, explica os símbolos natalinos e as celebrações do Ciclo do Natal. A edição traz, também, uma reflexão do pastor e professor da FaTeo Luiz Carlos Ramos:

 

A noite de todas as noites

 

De todas as noi­tes, em todos os tem­pos e luga­res, nenhuma há que se com­pare àquela do vila­rejo de Belém da Judeia, tes­te­mu­nhada por humil­des cam­po­ne­ses sem teto e suas ove­lhas pacíficas.

Por quê? Afi­nal, cam­po­ne­ses dor­mindo ao relento sem­pre os há; ove­lhas pací­fi­cas nunca dei­xa­ram de exis­tir; foras­tei­ros desa­bri­ga­dos até hoje abun­dam; cri­an­ças pobres envol­tas em tra­pos se veem aqui como acolá. Por que, então, aquela noite tornou-se memo­rá­vel e única?

Nisto está jus­ta­mente o dife­ren­cial: Deus deci­dira visitar-nos, não no extra­or­di­ná­rio do tempo, mas na sim­pli­ci­dade do coti­di­ano e, por isso mesmo, tocou o âmago da vida humana. Até então, os deu­ses insis­tiam em manifestar-se em epi­só­dios extra­or­di­ná­rios e, por isso, o povo con­ti­nu­ava sem Deus no dia-a-dia.

Só um Deus que se encarna em nossa carne, e se revela no coti­di­ano de homens e mulhe­res, e se faz cri­ança entre as nos­sas cri­an­ças, é que, assim, acon­che­gado nos bra­ços da huma­ni­dade, pode ser amado sobre todas as coi­sas. Só um Deus ple­na­mente humano pode ser reco­nhe­cido entre os huma­nos como ver­da­deiro Deus.

É esta a men­sa­gem incom­pa­rá­vel do Natal: Deus é uma cri­ança que sente a nossa sede e a nossa fome, o mesmo calor e o mesmo frio, e que brinca com você e comigo. Somos seus ami­gos e ami­gas, e ele nos ama mais do que à pró­pria vida. Deus é uma cri­ança que chora de sau­dade; e que se sente feliz ao sentar-se conosco à mesa para repar­tir o pão da jus­tiça e o cálice da ale­gria. Deus é uma cri­ança que não teme a cruz, por­que o seu amor é tão grande que vence o medo e sobre­vive à morte.

São essas as razões que fazem daquela lon­gín­qua noite em Belém da Judeia a mais impor­tante e espe­cial das noi­tes de toda a his­tó­ria, e de todas as estó­rias. Naquela noite, o poema se fez corpo, Deus se fez gente, e vimos a sua gló­ria, como a gló­ria de um filho único e que­rido do Pai. E o Deus cri­ança habi­tou entre nós, cheio de graça e de bon­dade… que é a maior de todas as ver­da­des (cf. Jo 1.14).

Rev. Luiz Carlos Ramos

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