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21 de setembro: Dia Nacional de Luta das Pessoas Deficientes

16/09/2010 18h30 - última modificação 16/09/2010 18h31

O Dia Nacional de Luta das Pessoas Deficientes é comemorado e lembrado todos os anos, no dia 21 de setembro. A data foi instituída em Encontro Nacional, em 1982, com a presença de entidades nacionais dedicadas aos direitos da pessoa deficiente. Nesta data tão significativa, convidamos os pastores e irmãos para pensar um pouco sobre as ações evangelizadoras e integralizadoras deste expressivo público alvo da graça de Deus.

A Rehabilitation lnternational - uma rede mundial de pessoas com deficiência, provedores de serviços e órgãos governamentais destinada a melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência - realizou em 1969 uma análise completa sobre a incidência de deficiência no mundo. Foi nessa análise que se descobriu que uma pessoa em cada 10 possuía algum tipo de deficiência.

Posteriormente, a Rehabilitation lnternational efetuou projeções para outros anos sempre aplicando a mesma proporção. Assim, em 1980, teria havido no mundo 500 milhões de pessoas com deficiência. (Disability and the developing world, in International Rehabilitation Review - 2º trim. 1980, p. 4-5).

No Brasil hoje se estima que existam cerca de 27,5 milhões de pessoas com deficiências, embora haja discussões sobre a exatidão destes números. A proporção citada acima de que em cada dez pessoas uma possui algum tipo de deficiência é aceita pelas Organizações das Nações Unidas (ONU), da Saúde (OMS), pela Rehabilitation International, e, no caso da realidade brasileira, esta porcentagem tem sido sustentada pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatísticas (IBGE).

Temos consciência do grande papel socializador que possuem as igrejas. Por isto, elas não podem de forma alguma deixar de participar de discussões e políticas que tenham como objetivo a promoção da inclusão e integração de pessoas.

Em linhas gerais, é possível constatar que as ações das igrejas sobre esta temática ainda são tímidas, salvo algumas exceções, como igrejas que já dispõem de um tradutor para os deficientes auditivos e da fala, por meio da Linguagem Brasileira de Sinais. É, por exemplo, o caso da Igreja Internacional da Graça de Deus, fazendo uso desta forma de inclusibilidade em seus programas de TV.

Também se destaca a iniciativa da Igreja Metodista em solo da Terceira Região Eclesiástica (São Paulo), inserindo na grade curricular do Centro Metodista de Capacitação (CEMEC), a partir de 2010, a matéria "Inclusão Eclesiástica". Obviamente que outras igrejas desenvolvem ações voltadas para este público, mas nosso tempo não permite citá-las.

Como organização é de grande relevância lembrar-nos da SBB, Sociedade Bíblica do Brasil, que foi a pioneira a editar a Bíblia Sagrada completa em Braille e distribuir de forma gratuita aos deficientes visuais. Eula Long constata que os metodistas foram os grandes pioneiros na evangelização e educação de pessoas com deficiência - em especial, surdos e mudos - logo de sua chegada em solo brasileiro:

"Os dois primeiros surdos mudos convertidos ao Evangelho foram convertidos sob a pregação do Reverendo Charles A. Long e a liderança do Doutor Silvado Júnior, no Instituto Central do Povo, Rio de Janeiro” (LONG, Eula Kennedy. Do meu velho baú metodista. São Paulo: Junta Geral de Educação Cristã, 1968).

Como vimos, precisamos pensar seriamente sobre nossa vocação missionária e evangelizadora, a fim de que todas as pessoas tenham condições de viver a dignidade que somente os valores do evangelho podem proporcionar. Para isto é preciso que nos atentemos para os aspectos que promovam a inclusão, tais como acessibilidades, libras, livros digitais, entre outros; enfim, condições para que o deficiente possa exercer sua vocação no Corpo de Cristo.

Que possamos ter nossos órgãos dos sentidos completamente curados pelas mãos de Deus a fim de que nossos olhos vejam os cegos, nossos ouvidos ouçam o clamor dos mudos. Que nossas bocas gritem em favor dos marginalizados que ,por serem excluídos, também têm silenciado seus pedidos de justiça, que nossas pernas sejam curadas para que possamos andar com os paralíticos.

Que nossos braços sejam curados para abraçar e interagir com os autistas, que nossas mentes abram para o convívio com os deficientes mentais, em fim que nossas conversões não se restrinjam a somente a palavras, mas, a todos os nossos sentidos.

Para reflexão: I Samuel 16.7 “Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a altura da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o SENHOR não vê como vê o homem. Pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração”.


Enoque Rodrigo Leite

Pastor acadêmico Igreja Metodista Rudge Ramos, aluno do 4º ano de Teologia da FaTeo

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