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“Caminhar e avançar, respeitando a identidade metodista”

17/06/2015 18h59

momentos de louvor intercalaram as palestras

A frase acima retrata o desafio para as mais de 100 mulheres metodistas que estiveram reunidas no final de semana de 12 a 14 de junho, nas dependências da Fateo para o Encontro Nacional de Capacitação. Numa parceria entre a Confederação das Sociedades Metodista de Mulheres e o Centro Otília Chaves, o encontro manteve uma representatividade nacional na medida em que contou com a participação de mulheres de todas as regiões eclesiásticas e missionárias, e que agora voltam para casa para colocar em prática o que foi amplamente discutido.

 

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Ainda do encontro de 2015, com trajes típicos, elas representaram todas as regiões, contracenando com a mulher samaritana

Durante o final se semana, o tema abordado: Mulheres nos Caminhos da Missão: Tradição e Inovação foi tratado nas perspectivas Bíblica, pela Revma. Bispa Marisa de Freitas, educacional com a Profa. Vera Elaine Marques Maciel, psicológica com a Profa. Janice Bicudo Faria, na perspectiva social com a Profa. Sandra Duarte Souza, pastoral com a Revda. Amélia Tavares Correia Neves e por fim uma retrospectiva do encontro e abordagem do tema a partir dos desafios com Ivana Aguiar Garcia e Revda. Margarida Ribeiro.

 

Na palestra final, os desafios partilhados: cuidar de nós

Durante o encontro as mulheres reunidas por regiões compartilharam, no primeiro dia, os seus sonhos como sociedade metodista para as suas regiões e no encerramento, analisaram e compartilharam aquilo que consideravam necessário permanecer como tradição e o que na tradição precisava ser renovado.

 

A mala precisa ser aberta e seu conteúdo compartilhado nas sociedades locais

No último painel, o desafio foi levar a mala cheia de todas as experiências partilhadas, todo conhecimento adquirido e ao chegar a suas regiões e distritos, repartir, abrir a mala, não guardar para si, mas traduzir o encontro para algo prático na igreja local, nas sociedades de mulheres.

Momento de ceia com equipe de pastoras

A ministração do domingo foi feita pela pastora Elizabete Altino que revisitou várias mulheres da Bíblia e também de mulheres que nas diversas regiões também fizeram história. A pastora ressaltou que a história ainda não terminou e continua com cada mulher presente no anfiteatro do Ômega. “Deus te chama para que você possa caminhar inovando, para que você possa cumprir o seu chamado. Deus pode contar com você? Essa capacitação serviu para renovar a nossa fé e esperança no Senhor. Vamos influenciar nossas irmãs e comunidades. Vamos fazer a diferença, ser instrumento como essas mulheres também foram. Deus conta comigo e com você”.

 

Momento de intercessão pela Bispa Marisa de Freitas e os desafios da caminhada episcopal

Antes da ministração da Ceia feita por uma equipe de pastoras, a Revda. Elizabete juntamente com as mulheres presentes orou pela vida da Bispa Marisa de Freitas e pediu para que: “continuemos orando por ela, porque ela precisa das nossas orações”.

 

O reverendo Adilson Mazeu, pastor da Comunidade, da FaTeo, deu palavra de saudação no sábado

Balanço

A presidente da Confederação da Sociedade Metodista de Mulheres – Ivana Aguiar Garcia considerou o encontro bastante produtivo. “Acredito que foi um tempo abençoador, um final de semana muito marcante e a gente conseguiu alcançar o objetivo que era fazer com que elas refletissem sobre o tema.”. Ivana destacou que a Sociedade necessita de inovação, “mas sem perder a sua essência, na perspectiva do propósito para o qual ela foi criada, para ajudar a igreja, a comunidade como um todo, mas também cuidar das mulheres, porque temos nossos desafios pessoais.”

Cena teatral falou de mulheres machucadas e curadas em Deus

Para a coordenadora do Centro Otília Chaves – Revda. Margarida Ribeiro os encontros têm sido importantes porque inspiram a trajetória e caminhada das mulheres em suas diferentes regiões. “No encontro podemos ter uma visão nacional, e é possível dizer o que as mulheres estão fazendo pelo Brasil afora  e como elas podem ajudar na Igreja, e especialmente, o que nós como cristãs, podemos realizar em prol do reino de Deus”.

Descontração e unidade marcaram o encontro das mulheres

A pastora Margarida também destacou “a necessidade de as mulheres serem ouvidas de forma respeitosa no seu clamor por vida digna não somente na Igreja, no que diz respeito à identidade metodista, mas também na sociedade”. 

Fazendo um balanço do encontro, a pastora Margarida afirmou que depois desse tempo de capacitação, confraternização, celebração e oração, a meta é: “Caminhar e avançar, respeitando a identidade metodista”

 

Mulheres de todas as regiões deixaram uma palavra a respeito do encontro.

 

 

 

 

 

“Muito bom. Achei muito organizado, muita unidade e o tema maravilhoso. Essa parte de inovação achei bem interessante porque a gente sempre precisa renovar, não ficar naquele negócio velho toda vida. A gente tem que ver o que pode continuar e o que pode melhorar. Isso é interessante porque a gente fica naquele ‘tem que ser assim, começou assim’. Por exemplo, na minha igreja, na sociedade teve uma mudança maravilhosa.  A reunião tradicional da Sociedade de Mulheres acontecia na quarta-feira à tarde. Foi passando a peneira e só ficaram as velhinhas aposentadas porque as outras trabalhavam. Agora a gente faz à noite. Os homens levam suas esposas e vão para a classe deles, e é maravilhoso”. Edna Rocha de Oliveira – da REMNE – Secretária Distrital em Vitória da Conquista - BA.

 

 

 

 

  

 


“Estou levando uma bagagem muito grande desse encontro e quando chegar na minha igreja local, no meu distrito vou implantar o que nós aprendemos aqui. Esses encontros têm  trazido bagagem de conhecimento, de ensino de caminhada muito grande pra minha vida, como secretária distrital e como evangelista, nessa caminhada. Como Sociedade, eu para a 5ª RE eu sonho em ter um grupo de mulheres mais ativas, comprometidas com a missão, com o trabalho missionário. Implantando isso dentro das sociedades. Muitas vezes as mulheres querem ficar no comodismo nas suas igrejas locais, apenas fazendo aquilo que já foi feito, na tradição, sem querer renovar. Então nós estamos em tempos modernos, da mídia. Eu vejo que é tempo de continuar na tradição wesleyana sim, mas com renovação.” Noemia Preti – 5 RE –  é de Ourinhos - SD do distrito de Marília – 3ª vez no encontro

 

 

 

  

 

 

 

 

“Amei. A gente vai passar isso pra igreja porque é muito importante, não só, como foi dito, levar na mala, mas passar pra frente. Manter a tradição é importante, manter a nossa história viva, mas também inovando. Não passando por cima da tradição porque a gente precisa da tradição para que a nossa história dure de geração em geração, mas com a inovação, levando para as mulheres que não tem a perspectiva de estar na sociedade, de que a sociedade não é apenas trabalhos manuais, mas de modo amplo, as mulheres participam na igreja, inovando trazendo coisas assim diferentes. Para mim o encontro foi perfeito. Levo para a igreja e para o distrito essa perspectiva de tradição com inovação”. Patrícia Reina – 6ª RE – Londrina – SD de Londrina Norte Novo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Eu recebi muito até para inovar na sociedade, conversar com meu pastor. Recebi muito no sentido de uma luz, orientação de como caminharmos com inovação, mas dentro da Palavra, da tradição. Renovação com essência, como foi dito. Não é renovar porque é modismo, porque isso eu também sou contra, o ôba ôba, o que não está na Bíblia, não está na tradição. Muitas vezes querem trazer o mundo pra dentro da igreja e ainda dizem assim: não tem nada a ver.” Ezilete Teixeira Braga – Araruama – auxiliar de SD -  7ª RE.

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

“Trabalho na área educacional. Gostei muito desse encontro e muitas coisas eu também fui transferindo para área educacional, na rede metodista. Ou seja, é importante nós permanecermos com os valores cristãos bíblicos, doutrina metodista, a nossa história, mas ao mesmo tempo, tentarmos inovar e esse inovar é principalmente para inserirmos mais pessoas, para trazermos mais pessoas para podermos cada vez mais expandir mesmo a Palavra de Deus. Para que as pessoas tenham oportunidade de conhecer”. Marilice Trentini Oliveira – 2ª RE – de Porto Alegre - participante da Sociedade e diretora do Colégio Metodista Americano.

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Esse ano estou achando melhor ainda do que o ano passado. Parece que está inovando mais. Estou levando muita bagagem, minha mala está pesada e eu vou tentar ver o que posso fazer, não só na minha igreja como no distrito”. Edy Elci – São José dos Campos SD Vale do Paraíba – 3ª RE.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Estou levando pra Minas uma bagagem enorme de conhecimento, de troca de ideias. Muito interessante. Gostei muito das palestras, as preletoras, a participação muito boa. As seminaristas foram uma bênção. Eu estou muito feliz com esse encontro e quero voltar nos próximos, porque me acrescentou como federação, como mulher, mãe, esposa, como pessoa”. Eloisa Altino Barbosa – Caratinga MG – 4ª RE.

 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“To levando para a REMA uma bagagem muito grande. O encontro foi muito bom, informativo mesmo. Nas nossas regiões só falta arregaçar as mangas e botar em prática. O que a gente precisa é isso. O que acontece é que as mulheres se acomodam, mas precisam se despertar porque hoje a gente caminha de ombro a ombro com os homens. Temos nossos direitos e deveres. Nossa função é orientar as mulheres. Então a gente vem, toma conhecimento de tudo e quando chega lá tem que repartir, formar discípulas. Essa é a nossa função”.  Elifelete Evêncio de Souza Gonçalves – de Vilhena RO – REMA - Secretária de atas da Confederação.

 

 

 

 

  

 

 

“Este não é o primeiro encontro que participo, mas graças a Deus, a direção consegue fazer a cada vez algo novo, diferente. Eu creio que Deus nos traz porque algo ele tem pra fazer na vida da gente. E eu saio daqui com a minha fé mais alicerçada ainda, e vendo que nós não estamos sozinhas na luta. Muitas vezes a gente pensa que o que se passa na 1ª RE é só lá, mas quando a gente se une, vê que é geral. É necessário estar alicerçada na fé, sabendo que não somos as únicas. Isso é essencial. Estou saindo edificada, fortalecida, com minha visão ampliada. Deus me trouxe aqui para ajustes”. Sonia Teixeira – Rio de Janeiro -  Agente regional da Voz Missionária na 1ª RE

 

 

Texto: Rose Rosa
Fotos: Ricardo Bissolato

 

 

 

 

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