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Salmo 58

Sermão elaborado e proferido pelo prof. de Antigo Testamento da FaTeo Tércio Machado Siqueira.

 

1. Compreendendo a estrutura do Salmo [tradução do autor]

I. Crítica violenta aos elem (deuses? juízes? governantes?).
(É) verdade, elem , vós falais de justiça?
Corretamente julgais os filhos de Adam?
Realmente de coração praticais injustiça;
Sobre a terra a violência de vossos pais vós aplainastes (v.2-3).

II. Acusação ou descrição da corrupção (dos governantes? juízes?)
Os perversos desviaram-se desde o útero;
Eles andaram errantes desde o ventre com palavras de mentira.
Veneno para eles (têm) como o veneno de serpente,
Assim como uma víbora surda tapando seu ouvido;
Que não ouve pela voz dos que encantam;
Encantadores que encantam o que é instruído (v.4-6).

III. Apelo por destruição ou maldição.
Eloim, quebra seus dentes em suas bocas;
despedaça os maxilares dos leãozinhos, Javé.
Eles serão dissolvidos como as águas que escorrem;
Eles pisarão suas flechas como eles foram repelidos.
Como uma lesma (que) tu fazes derreter ao caminhar;
(Como) um aborto da mulher (que) não verá o sol.
Antes que eles conheçam vossos vasos o calor,
Como o que arrebata um verde espinheiro! (v.7-10).

IV. Alegria pela justiça de Javé.
Alegrar-se-á o justo.
Eis que!
Ele verá a vingança;
Ele lavará seus pés no sangue dos perversos.
E dirá, ó homem!
Certamente (há) um fruto para o justo.
Certamente existe um Eloim, aquele que julga na terra (v.11-12).


2. Introdução

O Brasil vive uma crise moral, de caráter político, pouca igualada em sua história. Alguns especialistas a tratam como mais grave que a da era Collor. A constatação a partir das manchetes dos jornais de maior circulação nacional:
"O Brasil vive uma crise sem precedente na sua história"
"Brasília sob lama"
"Duda diz que recebeu do PT no exterior e complica Lula"
"A oposição estuda possibilidade de impeachment"
"Doleiro (Toninho da Barcelona) diz que trabalhou para os petistas" (hoje, 17/8/05)
"Promotoria aponta elo entre Duda e Maluf".

A minha intenção é ler o Sl 58 é re-lê-lo, re-interpretá-lo e re-significá-lo para os nossos dias. Sendo assim, vamos lê-lo, começando pela abertura dessa composição V.2-3):


3. Acusação do salmista

A linguagem jurídica é perfeitamente jurídica em todos os âmbitos da sociedade israelita, nos tempos bíblicos. Entre os profetas, ela é aparente de várias formas. Por exemplo, Jeremias cita uma palavra de Javé que diz: Vou abrir um processo contra vós (2,9). A palavra hebraica para "processo" é rib, a mesma usa pelos juristas nos tribunais.

3.1 O veredicto: quem são as autoridades políticas
(É) verdade, elem , (que) vós falais de justiça?
Corretamente, vós julgais os filhos de Adam?
Realmente, de coração praticais injustiça;
Sobre a terra a violência de vossos pais preparastes um caminho (v.2-3).

A acusação é dirigida contra uma figura ou um grupo de pessoas que o salmista chama de elem . Qual grupo de pessoas está atrás dessa enigmática palavra? A resposta tem sido buscada há mais de dois milênios. Duas possibilidades têm chegado, através dos pesquisadores:

Em primeiro lugar, elem significa "deuses" da corte celeste ou do panteão divino (conforme o Salmo 82,1). Para se chegar a essa interpretação, alguns exegetas têm emendado elem para elim , deuses, seres divinos. Contudo, é possível interpretar elem por ilem, cujo significado é em silêncio (Ex 4,11; Is 35,6; 56,10; Sl 38,14; Pr 31,8), cuja raiz é lm e significa no Piel, atar, ligar e no Nifal, emudecer (Is 35,6; Sl 38,14; Pr 31,8). Todavia, em se tratando do Salmo 58, a emenda, de elem para elim é precária, em razão do conteúdo do Salmo 58. O fato é que a tradução de elem por "deuses" seria forçar o texto do salmo, pois o autor do Salmo 58 refere-se a autoridades humanas.

Em segundo lugar, Erhard S. Gerstenberger faz uma sugestão bastante afinada com a realidade do texto do salmo. Segundo ele, traduzir elem por "deuses" seria forçar o texto do salmo, pois o autor refere-se à autoridades humanas, a saber, os rexa´im, malfeitores, os perseguidores do povo crente e trabalhador, e aqueles que se desviaram e andam errantes desde o ventre materno com palavras de mentira etc. (v.4); A outra indicação que elem refere-se a pessoas da comunidade do salmista está no verso 7a: Os seus dentes serão quebrados e os maxilares despedaçados. Assim, elem do Salmo 58,2, refere-se aos líderes da nação que abusam do poder (Gerstenberger, Erhard S., Psalms, Part 1, FOTL, Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Company, 1988, 233-235).

Portanto, nossa primeira constatação é que o salmista dirigia a sua crítica aos líderes, políticos e religiosos, da nação que tinham muito poder nas mãos.

3.2. Constatação: como a liderança política exerce o seu mandato.

Sejam que for, esses líderes estavam encarregados de agir na sociedade. O salmista menciona que os líderes da nação tinham a responsabilidade de julgar e exercer a justiça entre o povo. O que significa julgar e praticar a justiça?

A tarefa de julgar.

Um dos conceitos bíblicos mais impressionantes é aquele conduzido pelo verbo hebraico xapat que é traduzido por julgar. Normalmente, julgar carrega unicamente o significado jurídico como o de constatar atos criminosos, levar a juízo uma pessoa, medir e determinar sentença ou condenar. Entretanto, na Bíblia, basicamente, a justiça não era usada para levar uma pessoa à condenação, mas a disciplina era aplicada com a finalidade de restaurar a paz dentro da comunidade, seja a família, tribo ou a nação. Assim, a definição básica da raiz hebraica xpt é a ação de restabelecer a ordem perturbada de uma pessoa ou comunidade. É freqüente encontrar o verbo xapat, e derivados, junto com os substantivos hesed bondade (SI 101.1), xalom paz, vida abundante (SI 85.10). Por isso, julgar é basicamente ajudar e defender a causa das pessoas violentadas por malvados e opressores (SI 82.1-8). Quando se fala em julgamento ou juízo de Deus, devemos compreender a ordem que traz disciplina e limites precisos, mas, acima de tudo, vida plena e feliz para toda a comunidade.

Na CPI dos Correios, do Mensalão e da Compra de Votos, nós continuamos a perguntar aos nossos líderes políticos, como o salmista fez, há cerca de dois mil e quinhentos anos atrás:
(É) verdade, elem , (que) vós falais de justiça?
E como o salmista, nós tristemente constatamos:
Realmente, vós praticais, de coração, injustiça;


A tarefa de exercer a justiça.

O conceito de Justiça nos dias de hoje, não tem muito a ver com o que a Bíblia quer dizer sobre este tema. Enquanto praticamos uma justiça forense, isto é, de tribunais, a Bíblia fala de uma justiça bem afinada com a pastoral; enquanto vemos uma justiça caracterizada pelas togas e martelos, a Bíblia revela uma justiça distinguida pelo cajado do pastor; enquanto nós vivenciamos uma justiça dura e inflexível, a Bíblia anuncia uma justiça que busca recuperar o réu e pecador; enquanto nós convivemos com justiça atéia, a Bíblia oferece uma justiça divina; enquanto nós temos uma justiça baseada em códigos de leis, a Bíblia mostra a justiça fundamentada no amor, na bondade, na compaixão e na busca da integridade de vida para todos/as. Na língua bíblica, o termo justiça é chamado sedaqah. Assim, quando Jesus pediu a João para ser batizado, Ele argumentou: porque assim nos convém cumprir toda a justiça (Mt 3.15). A justiça a que Jesus se refere, não é para criar tribunais de julgamento, mas, tão somente, salvar e criar condições de vida para homens e mulheres. Na CPI dos Correios, do Mensalão e da Compra de Votos, nós continuamos a perguntar aos nossos líderes políticos, como o salmista fez, há cerca de dois mil e quinhentos anos atrás:

Corretamente julgais os filhos de Adam?

E como o salmista, nós tristemente constatamos: Sobre a terra vós preparastes um caminho de violência de vossos pais.

A partir dessa constatação o salmista converte-se num instrumento profético.

O salmista leva para o culto uma pesada crítica contra os seus governantes:

    eles praticam a injustiça (o verbo pa´al significa fazer, construir, fabricar);
    eles seguem a violência dos pais;
    eles são comparados com o que é mais venenoso, isto é, a víbora (v. 5-6);
    são surdos aos ensinos da Tora (v.6);
    são vistos como perseguidores e mentirosos (v. 4).


Sobre o adjetivo hebraico rexa´im - traduzido por ímpios (João Ferreira de Almeida e Bíblia de Jerusalém), por injustos (José Bortolini) e por maus (TEB) - temos a dizer que rexa´im é mais que um negador de Deus: são pessoas que não têm o menor pudor de elaborar planos maus e homicidas que não trazem o benefício comum, mas vantagens para os seus bolsos e para os seus partidários. Os sábios os denominam "insensatos" e "estúpidos", pois dizem que "não há Deus" (Sl 14,1). Entretanto, a posição deles é vista como pura conveniência, pois negam Deus por uma necessidade prática. Por isso, não há nada de verdadeiro na boca dos rexa´im. O interior deles é corrupção, isto é, "sua garganta é como um túmulo aberto" (Sl 5,10; 19,7). Os rexa´im possuem uma forte consciência de superioridade: eles dizem "não me abalarei (Sl 10,6). Assim, eles seguem o caminho com imperturbável segurança. Eles confiam no poder destruidor de suas palavras e desafiam os justos, perguntando: "quem pode ser o senhor de nós" (Sl 12,5). Eles possuem um sentimento tal de superioridade que vêem os justos como suas vítimas que estão à mercê de suas maquinações. O salmista cita uma de suas palavras: "Deus esqueceu, virou o seu rosto e nunca verá isso" (Sl 10,11). Esse é o sentimento que orienta os rexa´im que poderíamos denomina-los de perseguidores dos justos ou os destruidores da paz e do bem estar da comunidade do salmista. Na CPI dos Correios, do Mensalão e da Compra de Votos, nós continuamos a perguntar aos nossos líderes políticos, como o salmista fez, há cerca de dois mil e quinhentos anos atrás:

Realmente de coração praticais injustiça;

Sobre a terra a violência de vossos pais preparastes um caminho (v.3).

Depois de acusar os líderes políticos e religiosos de seu tempo, o salmista enumera as razões de sua acusação:
Os perversos desviaram-se desde o útero (materno);
Eles andaram errantes desde o ventre (materno) com palavras de mentira.
Eles (têm) veneno como o veneno de serpente,
Assim como uma víbora surda tapando seus ouvidos;
Que não ouve pela voz dos que encantam,
Encantador instruído em encantamento. (v.4-6).

Diante dessas acusações que o salmista coloca para os membros da CPI, instalado na capital de Israel, Jerusalém, nós, brasileiros e brasileiras, ficamos tristemente perplexos com os acontecimentos relacionados às nossas três CPI. A surpreendente afinidade encontra sua razão de ser na constatação da corrupção, na presença da injustiça e na incidência da mentira. O salmista equipara as ações desses elem , perversos perseguidores dos justos, com o que há de mais venenoso, a víbora. Ao mesmo tempo, o salmista mostra uma outra característica desse grupo de pessoas: os elem são obstinados e teimosos na ação de mentir, perseguir e corromper.


4. Apelo por destruição dos elem ou maldição.

Eloim, quebra seus dentes em suas bocas;
despedaça os maxilares dos leãozinhos, Javé.
eles serão dissolvidos como as águas que escorrem;
eles pisarão suas flechas como eles foram repelidos.
como uma lesma (que) tu fazes derreter ao caminhar;
(como) um aborto da mulher (que) não verá o sol.
antes que eles conheçam vossos vasos o calor,
como o que arrebata um verde espinheiro! (v.7-10).

O salmista é um crente machucado pela opressão e agressão sofrida pela ação dos perversos elem . Os versos 7-10 mostram um apelo que o salmista faz a Eloim. Trata-se de uma maldição contra os agressores do salmista. A maldição é um elemento muito freqüente nos salmos de lamentação. A intenção do pedido é eliminar todo o mal que ameaça o queixoso, bem como a comunidade em que ele vive. É uma demonstração, por parte do suplicante, que ele anseia pela libertação das ameaças que o oprimem. Na verdade, a maldição, tal como a temos nos salmos de lamentação, é um mecanismo de defesa do fraco e oprimido. Talvez, a maldição seja a única alternativa de vida que ele tem para aquele momento, em vista do esgotamento de todas as possibilidades de libertação das mãos dos agressores.


5. Surpreendidos pela alegria.

Há um detalhe interessante e surpreendente nos salmos de lamentação: a lamentação na Bíblia contém um diferenciador que a caracteriza como singular. A lamentação, tal qual a temos no livro de Salmos, não é semelhante a um "murmúrio", como aquele proferido por um grupo de israelitas insatisfeitos, no deserto (Ex 15,24; 16,2.7; Nm 14,1-9). Esse "murmurar" é denominado de "rebeldia", por se tratar de uma atitude que não contem esperança. O murmúrio sem esperança é representado pelo verbo lwn, enquanto a lamentação com expectativa de salvação é representada pelos verbos sapad e yalal. A diferença está na esperança. Por essa razão, não é difícil concluir que o autor do Salmo 58 possui a esperança de uma intervenção salvífica de Deus, como ele diz no fechamento de sua composição.
Alegrar-se-á o justo.
Eis que!
Ele verá a vingança;
Ele lavará seus pés no sangue dos perversos.
E dirá, ó homem!
Certamente (há) um fruto para o justo.
Certamente existe um Eloim, aquele que julga na terra (v.11-12).

Como se vê, o salmista apresenta sua queixa contra os governantes corruptos de sua época. Ele usa terminologia pesada para caracterizar o comportamento inadequado deles. Nos dez primeiros versos, ele é severo e radical em suas definições. Alguém diria que o salmista passa para os seus leitores e leitoras uma imagem negativa da política de seus governantes e do futuro da nação.

Entretanto, quando lemos os versos 11 e 12 a impressão negativa transforma-se em esperança. Como se dá essa mudança no corpo desse salmo?

Os versos 11 e 12 não apareceram nessa composição por acaso. A esperança de um futuro pleno de alegria, depois de uma análise da realidade política tão feia, faz parte da história do povo bíblico.

O rito de lamentação, por parte do povo bíblico, é um fato bastante significativo para entender o Antigo Testamento. Se a lamentação em torno da morte de uma pessoa, no mundo profano, era como um rito voltado para a saudade do passado, a queixa de um oprimido é vista como um anseio pela libertação. A re-significação do rito profano da Páscoa, por parte dos escravos hebreus libertos da escravidão egípcia, pode ser comparada a lamentação. Como aconteceu com a celebração da Páscoa, Israel experimentou uma nova forma de lamentar. O povo da Bíblia deixou de fazer da queixa uma acusação forma como se faz nos tribunais seculares, ou uma auto-flagelação como se fazia no rito fúnebre de alguém, ou mesmo uma cerimônia puramente emocional, voltada para si mesma, para associar o ato de lamentar à memória da libertação do Egito. Com os versos 11 e 12, lamentação do salmista deixou de ser uma simples acusação contra os seus líderes, como um grito do luto ou um desabafo sem retorno, para ser um canto de esperança.


6. Lições que o Salmo 58 nos traz.

(1)O salmista propõe uma libertação por meio de vingança (v. 11). Evidentemente que essa solução não foi adotada pelos profetas e nem recomendada por Jesus. Seria, então, o Salmo 58 anti-cristão? Na verdade, esse salmo é fruto de um grupo cuja tradição acreditava que a solução para a violência do mundo vinha da eliminação dos geradores da violência. Assim, essa composição nasceu a esse grupo de pessoas. O autor era um crente oprimido por pessoas violentas e perseguidoras. Dessa forma, temos que tomar a maldição como uma prática comum aos pobres e indefesos que, no limite do sofrimento e sem possibilidade de reação, pedem a ajuda de Deus para eliminar aquele sofrimento, provocado por pessoas más. Portanto, o salmista não se dispõe fazer justiça com as próprias mãos, mas pede a Deus que o faça por ele.

(2)A importância desse salmo está na seriedade com que ele trata os geradores da violência contra os seres humanos. A exagerada posição do salmista contra a corrupção, a mentira e a injustiça praticada contra o povo indefeso, deve ser valorizada e tomada como exemplo.

(3)Sendo o livro de Salmos o hinário usado pelo povo bíblico nas suas celebrações, isto é, nos cultos, é surpreendente constatar que a linguagem litúrgica refletia muita responsabilidade para com o bem-estar da sociedade. Havia cânticos de louvor como constatamos nas últimas composições do livro de Salmos, porém, a lamentação em razão das agressões sofridas pelos crentes, justos e honestos, é altamente valorizada na liturgia do culto. Os crentes possuíam uma profunda consciência política, e reivindicavam, no culto, a melhoria de vida comunitária.

(4)Outro detalhe estranho a nós crentes, acostumados a elaborar e usar uma liturgia bela, adocicada, "soft", "light" e neutra e encontrar uma composição como o Salmo 58: linguagem agressiva de um tribunal que fere a nossa sensibilidade e a nossa postura de crentes piedosos. O livro de Salmos está eivado de exemplos.

(5)O Salmo 58 é uma prova que havia um espaço aberto no culto para a lamentação do crente agredido pelas pessoas más. Cerca de cinqüenta composições do livro de Salmos trazem as marcas literárias da lamentação. Além disso, os livros de Jó, de Lamentações e partes do livro do profeta Jeremias contêm queixas litúrgicas.

(6)Segundo José Bortolini, o Salmo 58 é uma composição censurada pela liturgia. Por quê? Provavelmente, a igreja o considera inapropriado para uma meditação confortadora e inspiradora. Contudo, se se pensar que o salmista queixoso está buscando, com a ajuda de Deus, eliminar os males presentes em sua comunidade e, ao mesmo tempo, resgatar a plenitude de vida boa e saudável na sociedade, então pode-se entender a razão pela qual este salmo faz parte do hinário sagrado.

(7)O Salmo 58 é a reafirmação que os crentes devem ansiar pela vida boa e feliz. Muito mais do que isso, ele deve crer que existe uma recompensa para o justo. Portanto, é preciso acreditar na oração que busca superar os problemas de violência e agressão contra os justos.

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