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Todos podem notificar reações alérgicas a medicamentos, mostra Semana da Farmácia 2019

Professor Raphael Boiati realizou palestra sobre RAMs

17/10/2019 18h20 - última modificação 17/10/2019 18h17

Professor Raphael Boiati realizou palestra sobre RAMs

Taquicardia, visão dupla, boca seca e dor de cabeça são algumas das respostas do corpo a medicamentos e vacinas, mesmo quando tomados no horário e na dose certa. Poucos sabem, entretanto, que essas reações podem ser comunicadas diretamente à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) não apenas por profissionais de saúde, mas por todos os brasileiros. Esses relatos são coletados pelo sistema VigiMed e formam importante subsídio para avaliação da segurança dos remédios.

“Estudo de 2012 mostrou que 59% das reações adversas poderiam ser evitadas com o aprimoramento dos serviços de atenção à saúde. Só há uma notificação em cada 20 eventos ocorridos e é voluntária”, mostrou professor Raphael Boiati em palestra na XVI Semana da Farmácia da Universidade Metodista de São Paulo, na noite de 16 de outubro último.

O docente da Umesp falou sobre Identificação de RAMs (Reações Alérgicas a Medicamentos) e Interações Medicamentosas discorrendo sobre a importância de reconhecer as adversidades e comunicar a Anvisa. Citou o exemplo do Plasil, indicado na maior parte das vezes para enjoos e vômitos, mas que causou efeitos secundários a crianças. Devido às várias notificações, o Ministério da Saúde contraindicou o Plasil para menores de 12 anos.

Não abandonar paciente

Professor Raphael destacou a importância da responsabilidade do profissional de saúde nos casos de RAMs, criticando posturas como “é normal, já vai passar, o problema não é meu...”. Advertiu que um paciente jamais deve ser abandonado ou ignorado e que um bom diálogo é sempre o caminho para solução de problemas.
“Muitos pacientes param de tomar o medicamento e não avisam. Não precisa interromper a prescrição se houver reação; basta ajustar a dose e o horário ou então substituir”, mencionou.

O docente também indicou a Trigger Tool, uma ferramenta de busca ativa, para ajudar a identificar possíveis remédios que estejam causando determinadas alergias. Também mostrou a diferença entre reação adversa e evento adverso. A primeira decorre de doses e medicamentos prescritos regularmente e pode estar ou não descrita na bula, enquanto evento adverso é fruto de uso e doses erradas ou até da forma de ministrar equivocada, como uma aplicação na veia quando a indicação é intramuscular.

A Semana da Farmácia 2019 se estende de 14 a 18 de outubro com palestras, oficinas e dinâmicas trazendo temas como doenças raras, toxicologia forense e manipulação de suplementos nutricionais e esportivos.

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Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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