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Terapias alternativas são a nova força no mercado da estética e cosmética

21/10/2014 21h05 - última modificação 22/10/2014 16h36

Crescendo a níveis invejáveis enquanto outros segmentos estacionaram nos números econômicos, o mercado da beleza ganha novos rumos. O motivo é que as terapias alternativas avançam entre os procedimentos que puxam para cima o setor de estética e cosmética.

A terapia manual, sobretudo a que toma como base preceitos da medicina tradicional chinesa, passou a fazer contraponto importante aos equipamentos que agregam alta tecnologia. É cada vez mais comum as clínicas preencherem as agendas com produtos e sessões de massagens como do-in, shiatsu, ventosaterapia, reflexologia, bambuterapia ou aromaterapia.

As terapias naturais já respondem por 40% do atendimento de quem trabalha com estética em São Paulo e motivam grandes eventos como a Expo Saúde Alternativa, que acontecerá pelo terceiro ano consecutivo no Centro de Exposições Imigrantes dias 13 e 14 de dezembro próximo. Esta nova abordagem enfatiza o equilíbrio entre corpo e mente como preceito para a beleza externa e o bem-estar interno.

“O mercado passou a demandar um profissional mais completo, o  esteticista-cosmetólogo, que tem conhecimento mais aprofundado da ação dos cosméticos, mas também de técnicas mecânicas como massagens e drenagem, além de conhecimento sobre uso de equipamentos ultrassom, laser e eletrocorrente”, cita o farmacêutico e coordenador do novo curso de Estética e Cosmética que a Universidade Metodista de São Paulo introduzirá em 2015. Moxabustão, ventosaterapia, cromoterapia, pedras quentes e bambuterapia são alguns dos módulos da nova graduação em nível de tecnólogo.

Conforme estudo do National Institutes of Health (NIH), em 2013 os norte-americanos gastaram US$ 33,9 bilhões em produtos e serviços de saúde alternativa, variando desde suplementos antioxidantes até ioga. Segundo o relatório, 38% dos adultos utilizam algum tipo de tratamento ou terapia alternativa, segmento cujas compras totalizaram quase 11% dos gastos nos Estados Unidos com saúde. Produtos naturais (US$14,8 bilhões) como óleos ômega chegam a um terço do que o americano gasta com medicamentos prescritos anualmente.

Técnicas manuais e cremes

Consumidor mais exigente, maior acesso das classes C e D, crescimento dos estudos científicos e possibilidades de tratamentos não-cirúrgicos compõem o cenário do aumento no uso de terapias alternativas nos últimos anos. “O cosmetólogo-estetiscista deve dominar as técnicas manuais, mas também o conhecimento dos produtos. O cliente quer saber a função de cada componente de um creme, por exemplo, porque passou a ter uma avaliação mais crítica quanto à real qualidade e efetividade de um cosmético. Não basta dizer que é um creme anti-idade. É preciso explicar como age em cada ruga”, cita o professor Sávio.

Além da bioquímica da pele e dos cabelos, o novo profissional da beleza deve ter conhecimentos anatômicos do corpo humano para potencializar os tratamentos. Deve saber manejar desde um peeling químico até uma massagem chinesa.

A moxabustão, por exemplo, é uma técnica milenar chinesa que previne e trata doenças pelo aquecimento de pontos de acupuntura através da queima de ervas medicinais (foto). A erva mais utilizada é a artemisia vulgaris. Segundo textos chineses antigos, a moxabustão realiza a tonificação e regula a circulação de energia. Dessa forma, melhora o funcionamento de órgãos do corpo.

Já a ventosaterapia tem como base a colocação de uma campânula de vidro que realiza uma sucção no local. É uma espécie de massagem a vácuo que tem tanto influência cosmética como médica. Essa massagem aumenta a oferta de oxigênio nos tecidos e a intensidade do metabolismo, melhorando a circulação linfática e sanguínea. É utilizada para redução de celulite e gordura localizada.

De origem francesa, a bambuterapia é desenvolvida com auxílio de bambus para relaxar a musculatura, despertar ou recarregar as energias e tonificar ou modelar os tecidos do corpo. Ativa a circulação e o aumento da vasodilatação. O profissional de estética deve aplicá-la de forma correta em sentido, pressão e velocidade.   



Terceiro mercado

O curso superior com perfil de tecnólogo incorpora como diferencial em relação ao nível técnico a capacitação profissional em 2 anos e meio, possibilitando posterior pós-graduação e aprofundamento científico na área.

Pelas dimensões continentais e clima tropical que favorece a exposição do corpo, o Brasil é o terceiro maior mercado no mundo em produção e consumo de artigos de beleza, só perdendo para Estados Unidos e Japão. A Abiphec (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos) calcula que esse mercado apresentou crescimento de 10% ao ano nos últimos 18 anos, saltando de R$ 4,9 bilhões em 1996 para R$ 38 bilhões em 2013.

“O povo brasileiro é muito preocupado com beleza, um dos que mais usam produtos para descoloração capilar, desodorantes e cremes. O esteticista moderno tem inclusive contato com a formulação, a fim de conhecer todo o processo produtivo, embora não será um manipulador de fórmulas e sim sua ponta final, o aplicador”, explica professor Sávio Barbosa. O mercado de trabalho é crescente em spas, clínicas de estética, indústria de cosméticos, salões de beleza e no atendimento personalizado.

Na Universidade Metodista de São Paulo o futuro tecnólogo em Cosmética e Estética fará estágios na Policlínica, espaço multidisciplinar com cerca de 40 consultórios, onde a comunidade é atendida por alunos em especialidades diversas, como médicas, terapêuticas e laboratoriais.

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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