Ferramentas Pessoais

Você está aqui: Página Inicial / Farmácia / Notícias / Farmácia magistral está mais próxima do paciente, defende ex-aluna

Farmácia magistral está mais próxima do paciente, defende ex-aluna

02/10/2014 21h05 - última modificação 10/10/2014 17h38

O contato direto com todas as etapas de confecção de um medicamento e a maior proximidade com o paciente são dois diferenciais que recarregam a pilha das farmácias magistrais frente a concorrência dos grandes fabricantes. É dessa forma que Aline Torres Lopes compreende o papel das farmácias de manipulação, que a rigor praticam a essência da profissão, ou seja, o manuseio artesanal dos fármacos.

“Temos que dominar todas as funções e rotinas de um laboratório e estar, ao mesmo tempo, no balcão orientando o cliente. Isso é desafiador e estimulante”, define Aline, formada em 2005 na segunda turma de Farmácia da Metodista e desde 2009 proprietária da Silva Bueno Manipulação, no bairro do Ipiranga, na Capital. Ela falou na abertura da VI Jornada Acadêmica do Curso de Farmácia, em 1º de outubro, sobre “O Farmacêutico no Setor Magistral: Paixão pelo Desafio”.

A massificação industrial dos remédios e o contato geralmente superficial na relação médico-paciente, que não permite diálogo aprofundado sobre doenças nem explicações sobre medicamentos, abrem um terceiro caminho nessa encruzilhada para as farmácias magistrais, segundo a farmacêutica.

O atendimento personalizado, em que se incluem orientações detalhadas sobre benefícios e efeitos de um remédio, é a grande oportunidade para esses estabelecimentos se recolocarem no mapa do mercado, onde enfrentaram durante anos o estigma de que produzem “pílulas de farinha”. As fórmulas manipuladas passaram a ganhar credibilidade sobretudo a partir de 2000, quando a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) fixou na RDC 33 padrões de procedimentos.

“A gestão da qualidade inclui verificar a interação dos medicamentos, solubilidade e PH, gestão de estoques e relatório para a Anvisa sobre medicamentos controlados, entre outros”, citou a farmacêutica. “Claro que também ajudam a fidelizar os clientes a qualidade da matéria-prima e a clareza dos rótulos, pois estamos lidando com um consumidor cada vez mais exigente”, acrescenta Aline Lopes, que achou sua moeda da sorte nesse mercado ao adquirir um estabelecimento fundado em 1901, isto é, com grande peso da tradição.

 

Muita legislação e fiscalização

 

Mas há obstáculos nessa caminhada. A acirrada competição devido ao elevado número de estabelecimentos numa cidade como São Paulo e a rigidez dos órgãos de vigilância são dois deles. Além disso, há um contingente de instâncias reguladoras e fiscalizadoras (Anvisa, Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, Covisa municipal e CVS estadual, polícias civil, federal e até Exército devido aos medicamentos controlados), que “preferem multar do que orientar”, diz Aline.

Outra pedra no caminho são os médicos que não aceitam ser contrariados ou corrigidos nas receitas que prescrevem. “Alguns não admitem que o farmacêutico tem mais conhecimento sobre as fórmulas, além de darem clara preferência às grandes redes magistrais porque ganham comissão”, relatou.

Comunicar erros


Leia mais notícias sobre: , , , , , , , , , , ,

SÁVIO BARBOSA - COORDENADOR

Veja o minicurrículo

 


Receba informações de oferecimento deste curso

farm├бcia.jpg

Receba informações de oferecimento sobre esse curso: