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Farmácia clínica agrega valor profissional, debate Semana Acadêmica de 2017

Na 14ª edição, evento aborda os “Novos Rumos da Atuação Farmacêutica”

24/10/2017 19h15 - última modificação 27/10/2017 17h59

Prof. Walber Toma abriu evento falando sobre Prescrição Farmacêutica

A multiplicação das atividades farmacêuticas, das quais o balcão de drogarias é a mais vistosa para o público, tem no consultório e na clínica um grande potencial de prática profissional. Cada vez mais informados pelo “dr. Google”, pacientes vão às farmácias em busca de esclarecimentos e orientações para suas dores ou indisposições físicas e é ai que se abre um horizonte de oportunidades para o trabalho de prescrição farmacêutica.

“Todas as profissões da saúde vendem serviços. Os farmacêuticos são associados à venda de produtos, de remédios mas podemos vender também nossos serviços de bom atendimento com consulta e indicação de medicamentos autorizados”, falou professor Walber Toma, mestre em Biologia Funcional e Molecular e docente na Universidade Santa Cecília (Unisanta), que abriu na noite de 23 de outubro a 14ª Semana Acadêmica de Farmácia da Universidade Metodista de São Paulo.

Walber Toma abordou o tema da Prescrição Farmacêutica, prevista em várias resoluções e que em julho de 2017 passou a ser contemplada pela CNAE 8650-0/99, ou seja, reconhecida como atividade passível de tributação. A Classificação Nacional de Atividades Econômicas é uma padronização, em todo o território nacional, dos códigos de atividades econômicas e dos critérios de enquadramento do governo para efeito de impostos. Antes dela, resoluções como a 546 (de dispensação de fitoterápicos), 499 (de injetáveis) e 586/2013 (do Conselho Federal de Farmácia) já regulavam a prescrição de medicamentos pelo farmacêutico.

“Tudo parte de uma boa anamnese, com uma detalhada conversa com o paciente sobre seus sintomas, avaliação e observação clínica de seu quadro. A população não está acostumada a pagar o farmacêutico por esse serviço nem os proprietários de redes de drogarias têm consciência sobre como podemos agregar valor ao seu estabelecimento e à nossa profissão”, discorreu professor Walber, graduado pela Metodista de Piracicaba (Unimep), ao exemplificar que a consulta seguida de prescrição fideliza clientes e aumenta o giro econômico do estabelecimento.

Especializações

Como um bacharel em Odontologia precisa especializar-se caso abrace a área da ortodontia, o farmacêutico clínico também necessita de pós-graduar-se em conhecimentos como fosiologia, patologia e fármacos, entre outros, para entender a origem do problema do paciente. “Não adianta só tratar sintomas com remédios”, expôs o docente da Unisanta, que citou episódio em que uma senhora de 58 anos procurou a farmácia com dores de cabeça e nas costas, dor gástrica, cansaço físico e mental, além de edemas nos membros inferiores. Foi tratada com analgésico e omeprazol e, alguns dias depois, estava em um hospital colocando quatro pontes de safena e um marca-passo. Ou seja, o problema era seriamente cardiológico.

A Semana Acadêmica de Farmácia, em sua 14ª edição, debate neste ano “Novos Rumos da Atuação Farmacêutica”, de 23 a 25 de outubro no campus Planalto. Além de palestras, o encontro promove vários minicursos. Veja a programação completa.

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