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Estética também tem poder de tratar o câncer, ensina especialista

Vilma Natividade falou na Semana de Farmácia, Estética e Cosmética da Metodista

11/11/2015 19h55 - última modificação 11/11/2015 19h52

Cristiano entrevista Vilma Natividade em programa de TV transmitido ao vivo (Foto Malu Marcoccia)

Quando em 2002 a professora Vilma Natividade se integrou ao grupo Doutoras da Beleza para atuar na área de queimados do Hospital Público do Tatuapé, na Capital, teve a oportunidade de observar as transformações positivas que recursos estéticos proporcionavam à pele, mas principalmente à autoestima dos pacientes. Seu entusiasmo se estendeu então, em 2004, para outra arena também delicada de doentes: a oncologia. E testemunhou durante mais sete anos, no Hospital Ana Costa em Santos, como os cuidados com a estética se encaixam em programas de recuperação clínica.

“Achava encantador recuperar algo que a medicina achava que não tinha jeito”, contou a fisioterapeuta especialista em dermato-funcional e fisiologia humana, que falou na noite de 10 de novembro na VII Semana de Farmácia e I Semana de Estética & Cosmética da Universidade Metodista de São Paulo durante o programa Estética na TV. A apresentação foi transmitida ao vivo para todo o País pelo apresentador Cristiano dos Santos diretamente do campus Planalto.

Por destruírem células cancerígenas e sadias, quimioterapia e radioterapia prejudicam sobretudo pele e cabelos. Segundo relatos de Vilma Natividade, sabonetes líquidos, hidratantes e xampus hipoalergênicos, além de massagens estimulantes com manobras suaves, têm efeitos tão poderosos quanto o mais forte dos medicamentos.

Sem radiofrequência

Como o paciente oncológico, adulto ou infantil, está com o organismo bastante sensível desde o toque até o olfato, ela recomenda atenção com o aroma dos produtos, que deve ser suave. Desaconselha terminantemente o uso de ondas eletromagnéticas em casos de peelings, por exemplo, porque a radiofrequência – assim como a criolipólise -- podem ferir tecidos já debilitados. Laser, ultrassom e ablativos, apenas em doses baixas. E em câncer de mama a massagem não é indicada.

“A fase ideal para iniciar um tratamento estético é logo após o paciente receber o diagnóstico, porque começa a ter sensibilidade na pele. Ou então, assim que iniciar a quimioterapia. Para a queda dos cabelos em mulheres, há perucas, lenços e turbantes que podem disfarçar e embelezar. Para sobrancelhas é possível desenhar um contorno com sombras. Jamais se deve pigmentar”, ensinou, recomendando cursos rápidos de automaquiagem disponíveis na internet.

Professora Vilma Natividade, que é mestre em Ciências da Saúde pelo Programa de Cirurgia Plástica da Unifesp, também indicou o uso de argila para reduzir dores e processos inflamatórios comuns nos pés e nas articulações, assim como esfoliações leves, para remover a pele que escama. Uma boa receita para melhora da estética funcional da pele é a hidratação e regeneração com loção aquosa de ureia a 5% e uma máscara oclusiva durante 20 minutos, detalhou.

Convencida de que a estética trabalha com o bem-estar dos pacientes, professora Vilma Natividade afirma que a função cuidadora de fisioterapeutas e esteticistas também contribui com a redução de gastos com hospitalização. “A estética está cada vez mais aceita pelos médicos, porque diminui o volume de queixas dos pacientes. Só quem ignora os benefícios do nosso trabalho cria restrições”, disse ela a respeito de doutores que resistem a novas pesquisas e à profissionalização da área. Tanto assim, que é necessário curso específico de aprimoramento seja para esteticista, farmacêutico ou fisioterapeuta.

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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