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Alunos desenvolvem programa para controlar por biometria presenças em eventos

27/10/2014 14h54 - última modificação 17/03/2016 14h32

Esqueçam as centenas de filipetas impressas e cortadas manualmente, planilhas com nomes e telefones acumulando-se em arquivos de papel para serem assinados ou então a troca incessante de e-mails confirmando horários e identificação de quem vai participar de algum encontro corporativo ou familiar.

Nestes tempos em que a impressão digital é o mais novo recurso para abrir o iPhone 5S da Apple, alunos do curso de Engenharia da Computação da Universidade Metodista de São Paulo acabam de estruturar um software de Controle de Presença em Eventos utilizando a biometria. Como o nome diz, é possível saber exatamente quem participa de um evento por meio de sua identificação biológica, no caso a digital dos dedos.

Além de reduzir fraudes com assinaturas irregulares em papeis ou até presenças fictícias, o sistema biométrico elimina todo o trabalho manual de organização de um certame, seja antes do acontecimento com a feitura de cadastro com todos os dados dos participantes, seja posteriormente com a conferência também manual dos presentes.

Outra ideia a ser desenvolvida no programa é a possibilidade de emitir imediatamente certificado aos presentes, quando se tratar de um curso ou workshop que exige comprovação de horas-atividade.

“O gerenciamento por biometria substituiu com vantagem a burocracia por trás do cadastramento de pessoas e elimina a falta de segurança na validação dos participantes por meio de filipetas. Além de ser prático para garantir a presença em eventos, facilita as informações para os participantes, que recebem informações sobre local, data e hora do evento”, detalha William Duarte, um dos quatro alunos que transformaram o estudo em tema de TCC neste final de ano.

Certificado eletrônico e agendamento

A princípio, o software foi desenvolvido para eventos internos da Faculdade de Exatas e Tecnologia da Metodista. O primeiro teste ocorreu com êxito no XVII Congresso de Iniciação e Produção Científica da instituição, dia 22 de outubro. Mas sua aplicação é ilimitada. Além da emissão eletrônica de certificado de presença, outra ideia em estudos é que será possível consultar e agendar a participação em determinados eventos ou escolher em quais deles se deseja participar. Em uma escola, por exemplo, os alunos poderão optar por um ou outro curso entre vários da grade curricular ou ainda agendar determinada atividade extraclasse, explicam outros dois autores do TCC, Guilherme Seratti e Bruno Muraca.

Outro benefício é a geração de relatórios múltiplos: por presença, já em funcionamento, e futuramente qual tipo de evento é mais procurado e perfil dos participantes. A criptografia (conversão de uma informação para um código cifrado e depois decifrado) pode ser a própria senha do aluno.

"A possibilidade de fraude durante a validação por filipeta é grande, pois não necessariamente a pessoa que assistiu ao evento será a mesma que fará a validação no sistema. A biometria identifica individualmente cada participante, mitigando a fraude durante a validação", relata Gabriel Duarte.

Os alunos Bruno Muraca, Gabriel Duarte, William Duarte e Guilherme Seratti usaram ferramentas da Microsoft para desenvolver o sistema Web. Assim, é possível acessar e validar uma presença de casa de forma mais prática. O banco de dados é o Oracle 11G e o leitor biométrico da Nitgen. Esta marca permite ligar o leitor de biometria diretamente a uma saída USB.

A biometria é considerada um dos métodos mais seguros de identificação. É hoje usada em aeroportos, bancos, parques temáticos e mais recentemente nas urnas eletrônicas no Brasil. Para fazer com que o corpo humano seja a própria senha de um usuário são necessários um scanner ou sensor, um computador relativamente potente e um software para análise das imagens captadas. Quando o scanner obtém a imagem em alta resolução de um objeto, compara imediatamente com as fotos presentes no banco de dados do computador. Esse processo é feito com auxílio de diversos algoritmos.

 

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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