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Sites sem recursos de acessibilidade são deficientes, afirma palestrante

Apresentação durante a Semana da Escola de Engenharias, Tecnologias e Informação reforça necessidade de uma Web totalmente inclusiva

06/06/2016 20h45 - última modificação 06/06/2016 20h55

Djeison Possamai (esquerda) com Leandro Postigo Zanolla (direita)

“Um site que não está pronto para receber todas as pessoas é um site deficiente.” Com estas palavras, Djeison Possamai resumiu a palestra “Acessibilidade Web”, ministrada por ele na edição 2016 da Semana da Escola de Engenharias, Tecnologia e Informação da Metodista.

Graduando do curso de Produção Multimídia e integrante da equipe de Web da Universidade Metodista de São Paulo desde 2009, o desenvolvedor trabalha com foco em acessibilidade há dois anos e utilizou sua experiência na área para reforçar a importância de abordar o tema. “É fundamental que se coloque a acessibilidade na rotina de desenvolvimento”, afirmou.

A palestra discutiu o conceito de acessibilidade e enfatizou a necessidade de incluir a maioria ampla e absoluta das pessoas dentro do termo, o que significa pensar para além de imagens clichês como as vagas para deficientes físicos em estacionamentos, os elevadores para cadeirantes, entre outros elementos que se referem apenas à locomoção e suas dificuldades e não levam em conta as diversas possibilidades de limitações que podem acometer o ser humano.

Para exemplificar a amplitude do conceito, a apresentação trouxe dados do Censo Demográfico 2010, produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que indicou que 45,6 milhões de brasileiros declararam ter alguma deficiência. O número representa 23,9% da população do País e engloba os mais diversos tipos de limitações, fato que torna a acessibilidade um fator fundamental para a vida de muitas pessoas.

Recursos em favor da acessibilidade
Ao trazer o assunto para a realidade da Web, Djeison Possamai esclareceu que a acessibilidade significa permitir que todos, independente de suas limitações, possam perceber, entender, interagir e contribuir para a rede. “Um aplicativo acessível é aquele que permite que todas as pessoas naveguem e consigam cumprir o objetivo estabelecido inicialmente”, explicou.

Para tornar possível um ambiente virtual mais inclusivo, Possamai mostrou aos presentes um conjunto de técnicas e dicas que facilitam a acessibilidade. Entre os recursos, o Desenvolvedor descreveu aplicações como o contraste para daltônicos e pessoas com pouca visão e a leitura e navegação via teclados para os casos de impossibilidade do uso do mouse. O palestrante também incluiu ferramentas para portadores de restrições auditivas e pessoas idosas com capacidades em mudança devido ao envelhecimento.

Lei e mercado de trabalho
A lei 13.146, de 6 de julho de 2015, tornou obrigatória a acessibilidade para uso da pessoa com deficiência nos sites da internet mantidos por empresas com sede ou representação comercial no País ou por órgãos de governo. O objetivo é garantir o acesso às informações disponíveis de acordo com as melhores práticas adotadas internacionalmente.

Djeison celebra a lei e seus futuros efeitos e acredita que a norma irá mudar o mercado de trabalho na área. “Será cada vez mais necessária a presença de profissionais que dominem os recursos voltados à acessibilidade. Haverá uma nova demanda por cursos no setor voltados para quem já atua como Desenvolvedor Web e carece de especialização”, conclui.

O palestrante finalizou sua fala com um reforço sobre a importância do tema abordado e agradecimentos ao professor Leandro Postigo Zanolla, docente do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas da Metodista e idealizador da sua apresentação.

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