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Faça Você Mesmo evolui e tecnologia cria a geração Makers, mostra professor da Metodista

Movimento Maker, laboratórios digitais FabLab e Design Thinking são as bases de uma nova revolução industrial

04/05/2016 19h25 - última modificação 04/05/2016 19h46

O prendedor da cortina da sala quebrou? Que tal fazer em casa um substituto em vez de recorrer ao fabricante do original? Já pensou em ter a coleção completa dos lendários personagens da série StarWars? Pois é possível confeccioná-los em tamanho, quantidade e formato que você quiser. 

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Professor Leandro Yanaze falou sobre espírito comunitário dos makers

Essa é a filosofia do denominado Movimento Maker, que os mais antigos chamavam de "Faça Você Mesmo" e potencializada com a chegada e popularização de tecnologias de construção como a impressão em 3D e microcontroladores como o Arduino. Mas é possível ir além, transformando o que antes era visto como hobby em verdadeiro negócio: o FabLab, ou Laboratório de Fabricação Digital. Trata-se de uma oficina equipada com fresadoras, cortadoras e outras máquinas digitais, onde se associa tecnologia, conhecimento e produção.

Ou seja, além de qualquer pessoa poder projetar e fazer os próprios objetos, a expansão da tecnologia e sobretudo das informações compartilhadas pela internet estão incentivando um novo tipo de empreendedorismo, pois o produto pode ser feitos para clientes.

Foi sobre Cultura Maker, Design Thinking e FabLab que falou o professor da Universidade Metodista Leandro Yanaze, ele mesmo um adepto da nova tendência e construtor do prendedor de cortina e dos bonecos StarWars que ilustraram sua palestra na Semana da Escola de Engenharias, Tecnologia e Informação, dia 3 de maio passado.

Consumidores e fazedores

“Somos consumidores e agora também fazedores com essa nova revolução industrial. Os softwares e hardwares livres têm esse novo paradigma, em que cada um pega o programa ou a placa e monta o próprio projeto ou microcontrolador. O importante da cultura maker, porém, é o espírito comunitário, é o compartilhamento para que esse programa ou produto seja aprimorado a várias mãos e vira de domínio público”, descreveu professor Leandro, arquiteto, mestre em comunicação e doutor em engenharia elétrica, professor de Jogos Digitais na Metodista.

Exemplos dessa nova ferramenta crowdsourcing (do fazer coletivo) podem ser encontrados na Ruffles, em que o público sugere o sabor preferido de batata frita; na Fiat, cuja edição do Mio vários consumidores ajudaram a construir; e na gigante Procter e Gamble, que coloca no website as necessidades de seus produtos e paga pelas melhores ideias e soluções enviadas pelo público.

“Essa é a era maker: empresas publicando projetos para quem quiser colaborar ou a própria pessoa desenvolvendo e abrindo sua ideia aos outros. Isso permite que os jovens de hoje sejam os grandes inovadores do amanhã”, convidou professor Leandro, diferenciando a invenção da inovação. Enquanto invenção significa ter novas ideias e paradigmas de produção, inovar é dar à boa ideia escala econômica, ou seja, viabilizar como negócio.

Design Thinking

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FabLab de São Paulo (fotospublicas.com Fernando Pereira)
Surge então outro método que populariza a inovação, o Design Thinking. “Junta-se o que é desejável para o ser humano com o que é tecnologicamente realizável e economicamente viável. Inovar é ter uma ideia boa e vendável”, resumiu professor Leandro Yanaze.

A fórmula do Design Thinking deve contemplar who (conhecer e pensar o consumidor final), why (quais as expectativas desse consumidor), what (qual a melhor forma de satisfazer essas expectativas) e how (como fazê-lo, um processo hoje mais barato porque exige o protótipo de testes antes de o produto final ir inadequado para mercado).

Os FabLabs ou makerspaces surgiram na Fundação Fab, ligada ao Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), dos Estados Unidos. Já são mais de 550 FabLabs no mundo, 22 dos quais em cidades brasileiras como Porto Alegre, Brasília, Recife e São Paulo. Na Capital paulista a mais considerada é a Garagem FabLab, na Barra Funda.

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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