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Carreira profissional começa no 1º dia de aula, orienta consultor sobre vida universitária

Empreendedor falou para calouros da Escola de Engenharias sobre sete passos para investir na profissão

24/03/2017 13h45 - última modificação 24/03/2017 13h44

Adriano atua com educação em tecnologia e passou sete dicas de investimentos na carreira

Enganam-se os universitários ao acharem que o poder de fogo na carreira só começa depois da formatura. O cartão de visitas profissional tem início já no primeiro dia de aula, quando se deve estabelecer um cardápio de pequenas ações visando a entrar no mercado de trabalho pela porta da frente. São pelo menos seis passos: ter conhecimento da área escolhida, saber onde quer trabalhar, estabelecer como chegar lá, aprender o que tiver que aprender, agir sem vergonha, ter (e ser) um mentor.

“E no final, uma sétima dica, é aprender recursão e voltar para o 1º passo. O tempo inteiro devemos refletir e aplicar os sete passos porque a carreira segue outros caminhos que não o que traçamos primeiro”, afirma Adriano Almeida, sócio-diretor da Caelum, diretor comercial da Alura e co-fundador da Editora Casa do Código, hoje com 31 anos e cujo início, aos 17 anos, foi como monitor do laboratório do colégio onde estudava e depois como programador de sistemas.

“Jamais pensei em trabalhar com ensino e inovação como consultor, instrutor, desenvolvedor, ser diretor e fundador de um empreendimento”, resumiu ele sobre os negócios que construiu em educação em tecnologia para exemplificar que, qualquer que seja a escolha, em dias de glória ou de baixa na profissão, há pelo menos um roteiro que considera fundamental para se orientar ou se reposicionar.

Adriano falou na noite de 23 de março último aos calouros da Escola de Engenharias, Tecnologia e Informação sobre “Onde e Como Investir na Sua Carreira”. Não definiu suas dicas como autoajuda, mas de ações práticas, “de pequenos investimentos na profissão que não só dinheiro”.

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Palestrante falou aos calouros de 2017 da Escola de Engenharias
Seja cara de pau

O primeiro passo para ganhar impulso é dominar a base, o que significa conhecer a área escolhida sem precisar ser expert em tudo, mas o suficiente para saber as opções que a profissão abre. “Liste três áreas do curso que te interessam”, recomendou o palestrante.

Saber para onde vai, ou seja, escolher onde se quer trabalhar, é a segunda providência. Também aqui a dica é escolher três locais interessantes, definir área e função, mesmo que num cenário de curto prazo.

Segue-se na terceira etapa a pergunta: como você quer chegar lá? Nesse caso, é preciso elencar com quem falar, como falar (por email, telefone, pessoalmente) e o que é necessário conhecer. “Geralmente essas informações estão no site da empresa que interessa”, afirmou, sugerindo uma dose de “cara de pau” para saber a quem se dirigir. “Acione alguém que você conhece lá dentro, pergunte para seu network. Busque informações da empresa ou da área no Google e também com o professor”, aconselhou o diretor da Alura.

O quarto passo é estabelecer um plano de estudos em uma planilha Excell ou Trello para “aprender o que tem que aprender”. Adriano Almeida exemplificou com a obtenção de um certificado em Java em apenas três meses, num período em que dormia a 1h da madrugada e acordava às 5h. “Estudava no trajeto do ônibus”, citou.

“Seja sem vergonha” é o quinto pequeno investimento na carreira sugerido por ele e que pode ser traduzido pelo domínio da timidez e pela desenvoltura em falar em público. O palestrante sugeriu, inclusive, participar de uma entrevista de emprego sem compromisso, ou seja, sem a pressão da necessidade de obter a vaga. Seria uma forma de exercitar a apresentação de ideias e de falar sem travas com um interlocutor.

Espelhar-se em uma referência para trocar conhecimentos -- pode ser o professor, um parente ou colega de aula – resume a sexta dica de ter (e ser) um mentor. Adriano Almeida destacou a importância dos trabalhos em grupo para partilhart ideias e projetos, seja na condição de aprendiz ou de transmissor de conhecimento. “Se você domina um assunto, passe esse conteúdo para outra pessoa. Trabalhar em grupo, aliás, é um grande ensinamento na universidade que o mercado vai exigir”, sublinhou.

 

 

 

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