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Crescimento da saúde exige mais profissionais de Enfermagem

Áreas de atuação vão da gestão até especializações como a de Atenção ao Idoso

12/04/2013 14h43 - última modificação 16/03/2016 19h42

Por onde se olha, a saúde brasileira é um gigantesco desafio sobretudo aos profissionais do setor, que estão na ponta final de uma assistência em busca cada vez mais de qualificação. O Brasil é o único país do mundo com população superior a 100 milhões de pessoas que mantém sistema de saúde universal e gratuito, por meio do SUS. Só no setor privado são 51 milhões atendidos por planos e seguros, um crescimento de 4,5% no ano passado. Nos próximos 15 a 20 anos, triplicará o número dos que têm mais de 60 anos, tornando o Brasil o sexto país em presença de idosos, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde).

O cenário, assim, é de contínuo movimento em todos os campos da saúde e demanda principalmente profissionais de Enfermagem. “Como o enfermeiro transita em várias áreas do conhecimento, é o mais habilitado para cuidar seja da gestão de uma equipe, seja da atenção ao paciente”, define professor Rogério Gentil Bellot, diretor da Faculdade da Saúde da Universidade Metodista, que iniciará em 2015 graduação em Enfermagem. 

A ascensão social e econômica dos brasileiros e o envelhecimento da população fortalecem a procura por bem-estar e cuidados pessoais, o que consolida um mercado que exige mais e mais profissionais. Enfermeiros são a categoria mais numerosa nos quadros da saúde. Só no Estado de São Paulo há 361 mil em atividade, segundo o Conselho Regional de classe.

Para atender a um público tão abrangente quanto diversificado, a profissão abre possibilidades à setorização. Duas áreas que ganham vigor são a da saúde do idoso e do pronto-atendimento. “A longevidade do ser humano mudou radicalmente o papel do cuidador e dos cuidados com a saúde dos mais velhos, exigindo profissionais preparados. Na outra ponta, crescem principalmente no setor público os serviços de urgência e emergência com o advento do SAMU e das UPAs”, descreve o professor.

Prevenção e vida urbana

Tanto os planos de saúde quanto o setor público também implementam esforços para difundir a prevenção de doenças e o incentivo às boas práticas de vida. O Programa Saúde da Família, presente hoje em grande parte dos municípios mais populosos, expande-se com a presença em maior número de profissionais enfermeiros. “Muitas equipes têm basicamente enfermeiros”, testemunha professor Rogério Bellot.

Cuidar de pessoas passou a ser ação complexa nos tempos atuais de vida basicamente urbana e de consequentes doenças crônicas degenerativas dessa mudança demográfica. O novo curso de Enfermagem da Metodista possibilita uma atuação profissional abrangente, com princípios humanistas, visão ética, crítica, reflexiva e consciente da sociedade. Também prepara para áreas diversas de atuação, formando profissionais que podem atuar em prontos-socorros, UTIs, neonatologia, centro cirúrgico, pediatria, centros de diálise, clínicas de reprodução assistida e psiquiátricas. Além disso, também pode realizar consultoria, auditoria e emissão de parecer sobre matéria de Enfermagem.

“No Exterior já é bastante difundida a figura do enfermeiro-gestor, que tem poder decisório sobre a administração de equipes e de procedimentos. Isso está chegando ao Brasil”, destaca professor Bellot. Saiba mais

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