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Alunos da Escola de Ciências Médicas e da Saúde apresentam projetos no Congresso Metodista

Estudantes de graduação e pós-graduação têm a oportunidade de compartilhar seus conhecimentos com o público

25/10/2016 19h45 - última modificação 25/10/2016 19h50

O Congresso é uma oportunidade para estudantes apresentarem seus trabalhos científicos

Começou ontem (24) o Congresso da Escola de Ciências Médicas e da Saúde, evento onde são apresentados os trabalhos científicos dos alunos da Universidade Metodista de São Paulo. Os projetos do curso de Odontologia foram os primeiros a ocuparem o Hall da Biblioteca no Campus Rudge Ramos e nesta terça-feira (25) foi a vez dos cursos de Psicologia e Medicina Veterinária preencherem a manhã no campus Planalto com muito conhecimento.

O Congresso tem como objetivo divulgar a produção científica desenvolvida na Metodista na graduação, pós-graduação e extensão, além de promover o intercâmbio entre pesquisadores das diferentes áreas do conhecimento.

Odontologia

Bruna Andrade Lima, aluna do 8° Semestre, apresentou o projeto “Chupetas: os fabricantes fornecem aos consumidores as recomendações preconizadas pelo Inmetro?”. Ela pesquisou sete marcas comercializadas em Santo André e descobriu que nenhuma das marcas utiliza a frase do Ministério da Saúde que explica que o uso prolongado de chupeta prejudica a amamentação e dentição e fala da criança. “Isso é muito importante para a mãe porque a chupeta é parte do enxoval. Não é proibido usar, mas existe o tempo certo e a idade certa para usar”, declara Bruna.

Escrever um trabalho científico foge bastante da rotina das aulas, mas Bruna conta que gostou bastante de fazer a pesquisa: “eu amei a experiência, já apresentei até o projeto no Congresso de Odontopediatria esse ano e foi um aprendizado muito bom, uma dinâmica bem diferente da faculdade”.

Como muitas crianças têm medo de dentista, os profissionais desenvolvem suas capacidades para trabalhar com os pequenos. E essas barreiras podem ser ainda maiores quando a criança possui necessidades especiais. É exatamente este tema que Marcela Valente e Kelbia Ferreira trataram em seu trabalho. Realizado após atenderem uma menina de 8 anos portadora da Síndrome de Down que foi até a Policlínica para colocar aparelho nos dentes. Utilizando técnicas de manejo como dizer/mostrar/fazer, as duas alunas atenderam a paciente e relatam como essas técnicas as ajudaram na realização do atendimento.

“Tivemos que conversar com ela, mostrar as coisas, fazer amizade, trabalhar todo o psicológico primeiro”, explica Marcela. “Ela era boazinha, mas tinha um tempo limite de meia hora em atendimento. Depois disso não queria mais, pedia para parar. Mas conseguimos fazer limpeza no dentes, sempre mostrando como fazer”, relata Kelbia.

O trabalho com a saúde bucal de pacientes envolve muitos cuidados de limpeza. Danilo Duarte Yamazaki resolveu pesquisar alguns dos riscos oferecidos pelo ambiente do consultório odontológico, em seu trabalho “Biossegurança - Riscos Biológicos Iminentes”. “Os riscos biológicos têm relação com os tipos de doenças que tanto eu, como profissional, posso adquirir, como posso ser um transmissor de transmissão para o paciente, ou até mesmo entre os pacientes por conta da utilização dos materiais”, diz.

Algumas vezes, o profissional é negligente com as questões de proteção e não utiliza máscara ou luvas, colocando o paciente em risco. Yamazaki chama a atenção para fatores de contaminação como via aérea, de aerossóis, e contato direto e indireto, além da transmissão pelo sangue. “Se atendo uma pessoa com o vírus da tuberculose, por exemplo, existe contaminação no perímetro da cadeira e de todas as superfícies próximas. Então tem que fazer a esterilização de todo esse espaço, do jaleco, do chão porque há risco desse vírus ou bactéria contaminar materiais que utilizarei em outro paciente”, explica.

Psicologia

A mestranda em Psicologia da Saúde, Célia Mendes de Souza, apresentou em um dos painéis o seu trabalho “Filho ideal e filho real: o impacto da notícia da deficiência”. “As seis mães que atendi descreveram como chocante a forma como a notícia é dada para elas. Geralmente, o médico diz ‘seu filho é deficiente e vai ser assim para sempre’. E esse impacto não é só no momento da notícia e acaba tendo consequências no desenvolvimento da criança e na relação com a família”, conta Célia.

“Percebemos a importância de trabalhar com as famílias porque as crianças geralmente recebem esse apoio da educação, do tratamento clínico, e a família não, acaba ficando em segundo plano”, diz. O trabalho realizou, então, sessões com um grupo de mães focando no impacto emocional causado pela notícia, utilizando a psicoterapia breve, como maneira de oferecer apoio a essas pessoas.

Também mestrando de Psicologia da Saúde, William Moura de Oliveira decidiu estudar o perfil dos egressos do curso de Psicologia da Metodista. “Quero saber o que os egressos do curso estão fazendo, se estão atuando na área, se especializando”, comenta. O trabalho ainda está em fase de desenvolvimento, e já conta com o referencial teórico sobre a trajetória da formação dos psicólogos no Brasil. O estudo vai avaliar pessoas formadas entre 2013 – 2015, para saber como estão os profissionais que estão se formando em Psicologia na Metodista.

Medicina Veterinária

A raça de gatos Maine Coon ainda é rara no Brasil, por isso ainda existem pouquíssimos estudos a respeito desses felinos, principalmente sobre a gestação. Heloísa de Souza Camargo, aluna do 2° Semestre de Medicina Veterinária, teve a oportunidade de trabalhar com uma gata dessa raça que estava prenha. Foram feitos exames ultrassonográficos e um estudo com a literatura de outras raças de gatos. “Eu achei uma experiência maravilhosa, principalmente porque eu estou no primeiro ano ainda. Então não só vai me ajudar a escolher minha área de atuação, como vai me ajudar profissionalmente”, conclui.

Trabalhar com animais domésticos envolve muitos fatores, como diagnósticos exatos e tratamentos. A dermatite atópica canina é uma doença inflamatória da pele produzida por alterações no sistema imunológico dos bichinhos e está condicionada pela genética. Além dos tratamentos convencionais com cremes e medicamentos, as células tronco são uma alternativa. Estudando dois casos de cachorros com essa condição, Amanda Carvalho de Aragão constatou que o tratamento é promissor. “Eu quero trabalhar com células tronco, então esse trabalho me deu muita experiência para poder trabalhar sozinha”, diz.

Congresso da Escola de Ciências Médicas e da Saúde - 2016

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PÓS-GRADUAÇÃO