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São Paulo prepara Zoneamento Ecológico-Econômico para crescer com sustentabilidade

Ferramenta foi mostrada na abertura do 9º Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental, na Metodista

29/11/2018 19h05 - última modificação 29/11/2018 19h12

Gil Scatena, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, falou sobre o ZEE na abertura do Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental 2018

O Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) em estruturação no Estado de São Paulo vai ganhar em 2019 também a plataforma digital Datageo ZEE, uma rede temática contendo todo o mapa do meio ambiente e das potencialidades econômicas das várias regiões paulistas. O objetivo desses instrumentos é orientar investimentos públicos e privados no Estado levando em conta as vulnerabilidades ecológicas de cada região e como compatibilizá-las com as necessidades de desenvolvimento.

“Governança territorial é um dos desafios da sustentabilidade e do planejamento regional. Temos que saber conciliar regiões que são potências econômicas mas têm restrições ambientais, como a Grande São Paulo, com localidades que são grandes potências naturais porém pouco desenvolvidas, como o Pontal do Paranapanema”, citou o coordenador de Planejamento Ambiental da Secretaria de Estado do Meio Ambiente de São Paulo, professor e mestre Gil Scatena, palestrante na abertura do 9º Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental, este ano sediado na Universidade Metodista de São Paulo.

Desde 2010 equipe interdisciplinar estuda o ZEE e experiências em outros Estados para construir ferramenta que oriente o desenvolvimento ambiental, social e econômico de São Paulo e também integre as várias políticas públicas dos Municípios com as do Estado. Desde 2011, por exemplo, as cidades podem fazer licenciamento ambiental, em 2017 foi criada a regulamentação fundiária e em 2018 saiu novo processo de compatibilidade entre área construída e área permeável.

A ideia do ZEE e Datageo é compartilhar e evitar conflitos entre leis, mostrou Gil Scatena, que fez um histórico desde a Constituição de 1988, quando ficou estabelecido que são as cidades que mandam em seus territórios, mas Estados e União acabaram legislando sobre gestão de recursos hídricos e ocupação do solo.

Com 645 Municípios, 39 dos quais densamente urbanizados na Grande São Paulo e grandes vazios vegetais no Centro-oeste agrícola, o Estado quer com o ZEE e Datageo estabelecer metas de regulação e de apropriação dos territórios aplicando o conceito básico de sustentabilidade, isto é, desenvolvimento econômico com respeito ao meio ambiente.

Programação em dobro

Foi também esse conceito que o reitor Paulo Borges Campos Júnior utilizou para dizer que a confessionalidade da Universidade Metodista sempre colocou em perspectiva o respeito e a preservação dos recursos naturais. “É uma discussão que está na gênese desta instituição, que criou um órgão de estudos específicos, o Centro de Sustentabilidade, e vários cursos na área”, citou na cerimônia de abertura do evento, na noite de 26 de novembro.

Com o tema Gestão Ambiental e o Meio Urbano, o 9º Congresso Brasileiro dobrou o número de atividades, promovendo 24 palestras técnicas, 11 mesas redondas e quatro visitas a projetos ambientais. Recebeu 323 trabalhos técnicos, dos quais 259 foram apresentados. “Só Tocantins e Roraima não participaram”, anunciou satisfeito o coordenador técnico do Congea 2018, professor Carlos Alberto Ferreira Rino, também presidente do IBEAS (Instituto Brasileiro de Estudos Ambientais), promotor do encontro, realizado de 26 a 30 de novembro.

Ele se disse preocupado com a redução do tema sustentabilidade nas agendas oficiais. “Tivemos a boa notícia de que o desmatamento na Amazônia caiu 20% em 2016, mas que aumentou 13,7% neste ano”, lamentou.

A noite também promoveu o lançamento do livro Desenvolvimento Sustentável: (R)Evolução Tecnológica Ambiental, pela Editora Metodista. O grupo Terceira Idade na Universidade, do Programa Aquarela, apresentou performance sobre a poesia "Tem gente com Fome", de Solano Trindade.

Entre outros, participaram da abertura do 9º Congea a deputada estadual e membro da comissão de Meio Ambiente do Estado do Amapá, Janete Tavares; o secretário de Meio Ambiente e o diretor de Gestão Ambiental de São Bernardo, José Carlos Pagliuca e Gilberto Marson, respectivamente; o conselheiro do CMA de São Paulo, Luiz Augusto Moretti; o coordenador do Grupo do Meio Ambiente do CIESP São Bernardo, Luiz Roberto Tombolato; a coordenadora de Graduação e Extensão da Metodista, professora Alessandra Zambone; o diretor da Escola de Engenharias e TI, professor Carlos Eduardo Santi; e a presidente do 9º Congea  e coordenadora do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária da Metodista, professora Márcia Sartori.

Leia também:

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Mesa-redonda com representante do Ministério do Meio Ambiente discute qualidade do ar no Brasil
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Veja imagens da abertura: 

 

Abertura do IX Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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