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Intercâmbio na área Ambiental rende muitas aulas práticas e apresentação de pesquisa em seminário em Barcelona

Aluna Metodista apresentou trabalho sobre gestão de resíduos sólidos no Brasil e na Espanha

13/09/2016 21h45 - última modificação 13/09/2016 22h24

Aluna viajou com bolsa Santander (Foto Arquivo Pessoal)

Mais uma prova de que o intercâmbio de conhecimentos leva a um salto de qualidade entre países e pessoas: Thaís Rocha de Queiroz, cursando o 9° semestre de Engenharia Ambiental e Sanitária na Metodista, acaba de concluir um semestre de Ciências Ambientais na Universitat de València, Espanha, trazendo de volta o que ela considera uma experiência “surpreendente”.

Além do crescimento pessoal longe da família aos 22 anos de idade, ela enumera como aprendizado enriquecedor as inúmeras aulas práticas e visitas técnicas na região da Comunidade Valenciana, o que impulsionou seu trabalho sobre análise comparativa da gestão de resíduos sólidos urbanos entre Brasil e Espanha, apresentado no XXI Seminário Acadêmico Internacional da Associação de Pesquisadores e Estudantes Brasileiros na Catalunha (APEC), em Barcelona.

Thaís Queiroz diz que ficou surpreendida com a consciência ambiental dos espanhóis com os quais conviveu, muito superior à das pessoas em São Paulo. Há separação de resíduos mais desenvolvida e com maior adesão. “Ao mesmo tempo, durante minhas aulas de espanhol, convivi com estudantes da França, Alemanha e Inglaterra que consideravam inferior a consciência espanhola, principalmente a respeito da reciclagem, que não é algo tão obrigatório no meio social como no país deles”, ressalvou.

As atividades práticas foram abundantes durante o semestre. Ela fez visita técnica na matéria de Geografia Física em Rambla de Artaix com avaliação do mapa topográfico, clima, contexto geomorfológico, evolução quaternária e depósitos fluviais. Na Población Ibero de Aceña e em Villar de Arzobispo, avaliou a ação antrópica em diferentes contextos, enquanto que em Chulilla estudou a Geomorfologia Estrutural.

Espécies nativas

A aluna Metodista frequentou a Universitat de Valéncia por meio de bolsa Santander, incentivada pela coordenadora de Engenharia Ambiental e Sanitária, professora Márcia Sartori, e pelo diretor da Escola de Engenharias, Tecnologia e Informação, professor Carlos Santi. Segundo Thaís, o curso espanhol de Ciências Ambientais tem matriz curricular semelhante à graduação na Metodista, por isso não houve dificuldades de assimilação.

“Nas matérias de Zoologia e Botânica, visitamos o Parque Natural de la Albufera, que está incluída na lista de Convenção sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional, conhecido como Convênio de Ramsar. É também Zona Especial de Proteção para as Aves, que visitei particularmente e conheci mais a fundo, e foram apresentadas a fauna e flora de toda essa área de grande interesse ambiental”, descreve Thaís com entusiasmo, acrescentando que todas as matérias são acompanhadas de aulas práticas semanais que a aproximaram muito da realidade local. “Houve visitas inclusive dentro da própria universidade para conhecer a grande variedade de espécies nativas cultivadas”.

Calor humano 

Thaís morou em uma residência estudantil durante o intercâmbio acadêmico. Diz que lidar com diferentes culturas ajudou-a com a flexibilidade, abertura a mudanças, tolerância, empatia e aprimoramento em outro idioma.

“Ter a independência de viver sozinha e sem a segurança da família e amigos por perto foi renovador, me ajudando na tomada de decisão, solução de problemas e habilidade de comunicação. Foi surpreendente ver que as dificuldades enfrentadas em minha área são as mesmas enfrentadas por eles. Passei a dar valor a pequenas coisas, ser mais curiosa em relação ao mundo e me sinto mais madura para a vida pessoal e profissional. Me senti muito acolhida. O calor humano não é exclusivo dos brasileiros; na verdade, aprendi mais sobre ajudar o próximo e crescer junto”, testemunha.

De volta ao Brasil, Thaís está em busca de estágio, mas não decidiu a área a seguir. Afirma que ainda está absorvendo o autoconhecimento desenvolvido e também no campo pessoal, para amadurecer a ideia da área em que deseja atuar. “Mas sinto, ainda mais, a importância de me conhecer e tomar decisões mais assertivas”, sublinha.

 

 

 

 

 

 

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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