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Economia solidária é vista como alternativa às profissões em extinção

Experiência desenvolvida em Diadema foi mostrada em evento no campus Vergueiro

25/03/2019 18h12

Experiência de Diadema foi mostrada no campus Vergueiro pelo coordenador da Casa de Economia Solidária, Antônio Soares

Contador de impostos, cartógrafo e desenhista de arquitetura, arquivista e bibliotecário, programador de computador e estatístico, operador de telemarketing e caixa, assistente jurídico e até juiz. Conforme a tecnologia avança, cresce a lista de carreiras que serão substituídas por robôs. Segundo estudo da Universidade de Oxford, no Reino Unido, metade dos empregos da União Europeia está sob ameaça de automatização nos próximos 20 anos.

Para dirigentes da Casa da Economia Solidária da Prefeitura de Diadema, a saída está no cooperativismo. “Ninguém é contra o avanço tecnológico, mas emprego formal como hoje existe está com dias contados. Precisamos pensar em união para gerar trabalho e renda, não mais numa profissão específica”, afirma o coordenador da Casa, Antônio Pires Soares, que falou sobre Economia Solidária a convite da direção do campus Vergueiro na noite de 20 de março passado.

Dirigentes da instituição de Diadema discorreram para alunos de Gestão, Marketing e Engenharias sobre as transformações que o movimento solidário promove no que definem como transformação cidadã, na medida em que o cooperativismo tem como princípio a divisão justa e igualitária dos resultados obtidos. “O emprego vai ficando ultrapassado, dando lugar ao trabalho”, entende George Winnik.

A economia compartilhada praticada na Casa da Economia Solidária de Diadema envolve hoje mais de 1,7 mil pessoas diretamente na forma de cooperativa de catadores, oficinas de costura, associação de vendedores de milho e derivados e de tapioqueiros e açaí, além da cooperativa Okavango, de fabricação de móveis sustentáveis a partir de reciclagem.

Hortas comunitárias e até a dança são outras práticas de compartilhamento e ações coletivas, como demonstrou o rapper Joul MateriaRima, premiado pelo Itaú/Unicef como uma das práticas inovadoras em educação. “O hip-hop pode animar e incentivar o ambiente escolar”, testemunha ele, que se interessou pelos estudos a partir de versos e passos de dança criados em torno das disciplinas.

Horta comunitária

A Prefeitura de Diadema e a Universidade Metodista de São Paulo acabam de celebrar acordo para ampliar o programa de hortas comunitárias e educação ambiental no Município, uma extensão do Projeto Rondon-SP. Sua tradição com economia solidária data dos anos 1980, quando o Grande ABC começou a perder indústrias para outras cidades ou mesmo a assistir ao fechamento de empresas por conta da globalização econômica. O coordenador da Casa de Diadema, Antônio Pires Soares, foi um dos pioneiros em transformar a antiga Mofeco, empresa de iluminação, na cooperativa Unifeco, como mostrou na palestra.

O diretor do campus Vergueiro, professor Carlos Eduardo Santi, anunciou a implantação de uma horta comunitária na unidade e recepcionou os convidados ao lado do coordenador do Projeto Rondon-SP, professor Ismael Valentim, e docentes dos cursos de Engenharia Ambiental e Sanitária, Marketing, Gestão de RH e Processos Gerenciais. O evento também marcou o lançamento em versão digital do livro Desenvolvimento Sustentável e (R)Evolução Tecnológica Ambiental, organizado pelas professoras Márcia Sartori e Taciane Pinato.

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Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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