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Startup pode se financiar em competições, fundos coletivos e aceleradoras, orienta diretor da Wenovate

Consultor em inovação, Rafael Levy falou no encerramento do 1º semestre do Business Meetings Metodista

17/06/2016 20h55 - última modificação 16/08/2016 20h32

Rafael Levy falou sobre como grande empresa pode crescer ao aliar-se à startups (Fotos Malu Marcoccia)

Conseguir dinheiro em espécie de um investidor não é mais o único final feliz de uma startup prestes a fazer decolar seu modelo de negócio. Os caminhos para viabilizar uma ideia inovadora agora são múltiplos, indo desde a participação em competições de empresas iniciantes ou em um crowdfunding (financiamento coletivo) até inscrever-se em aceleradoras corporativas e em clubes de anjos. Mesmo oferecer solução para problema específico de uma empresa – desenvolver um programa para agilizar o setor de RH, por exemplo -- é uma forma nova de buscar recursos, aponta Rafael Levy, consultor em gestão da inovação, investidor anjo e diretor da Wenovate - Open Innovation Center.

“Open startup é um novo conceito de empresa nascente disposta a se organizar para ficar mais atraente na captação de recursos estratégicos que viabilizem sua inovação. E é oportunidade para a grande empresa também se repensar e se reposicionar ao aliar-se a uma startup”, define Rafael Levy, que falou na noite de 16 de junho sobre “Como As Empresas Podem Inovar em Parceria com Startups”, no encerramento do primeiro semestre do Business Meeting Metodista.

Aquisições crescem

Segundo discorreu, os dois lados têm a ganhar com essa aproximação. Tanto assim que grandes investidores não estão apostando somente em uma única empresa jovem, mas pulverizando recursos em várias delas, associando-se ou comprando-as. O crescimento desse mercado, aliás, tem ocorrido basicamente por aquisições, como a mais recente representada pela absorção do LinkedIN pela Microsoft.

Isso significa que o grande capital está ávido por ideias inovadoras e prefere crescer adquirindo quem já faz e faz bem do que criar uma empresa para começar do zero. Desde 1999, como mostrou Rafael Levy, a Apple comprou 62 empresas ou soluções, a Amazon 54, o Yahoo 119 e o Facebook 56. “No ano passado, dos 10 maiores empreendedorismos de inovação, todos foram de aquisição por grandes empresas”, citou.

Um exemplo é da Ifood, plataforma de entrega de comida online, fundada há apenas cinco anos e hoje uma gigante que já patrocina grandes times de futebol. Para chegar onde está, a Ifood adquiriu cinco startups e atraiu três sócios-investidores. “Não existe mais o empreendedor profeta ou o self-made-man. Dificilmente uma startup se faz sozinha. O Facebook só existe porque antes dele houve muitas redes de relacionamento desenvolvidas”, apontou o consultor para dizer como é grande e desafiador o ecossistema do empreendedorismo da inovação, que não se limita a casos bem-sucedidos.


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Prof. Bonetti (à esq.) conduziu a mesa de debates
Semana da inovação

Como diretor da Wenovate, Rafael Levy é grande incentivador de startups e promotor da 100 Open Startups, uma plataforma gratuita que recebe criadores de modelos de negócio escaláveis e que sejam repetíveis (nesse universo, com um mesmo modelo econômico, a empresa atinge grande número de clientes e gera lucros em pouco tempo, sem haver aumento significativo dos custos). Hoje a plataforma reúne 120 grandes empresas participantes, entre as quais a Metodista como uma das fundadoras, que selecionam e aproximam projetos promissores de investidores. A OIW (Open Inovation Week) é um dos eventos que possibilitam essa aproximação e está com inscrições abertas.

A série Businees Meeting Metodista é uma promoção da Escola Metodista de Educação Corporativa (EMEC), da Universidade Metodista de São Paulo, com apoio do CIESP (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo – Regional São Bernardo do Campo). No primeiro semestre promoveu quatro encontros mensais e prepara novos para o segundo semestre. Antes de Rafael Levy falaram Marco Maciel, economista sênior da Bloomberg Intelligence, sobre “O Ajuste Fiscal Implementado pelo Governo Federal”, Luiz Alberto de Farias, presidente da Abrapcorp, sobre “Gestão da Comunicação em Tempos de Crise”, e Alexandre Kaknis Nerto, do grupo Ansell-Blowtex, sobre “Controladoria e a Estratégia de Negócio Diante dos Cenários Macroeconômicos”. Rafael Levy foi recebido pelo novo coordenador da EMEC, professor Luciano Bonetti, que conduziu a mesa de debates.

Confira como foi o evento:

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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