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Controladoria deve ser intolerante com custos e desperdícios, ensina executivo da Ansell-Bloxtew

Ex-aluno falou no Metodista Business Meetings sobre como o controller é mais estratégico em tempos de crise

24/05/2016 21h20 - última modificação 17/08/2016 17h32

Alexandre é ex-aluno Metodista de Ciências Contábeis (Foto Malu Marcoccia)

Por mais que a era da competitividade tenha feito as empresas combater ineficiências e trabalhar enxutas, em épocas de crise prolongada como atualmente cresce a intolerância a despesas e a custos inexplicáveis. E então a receita de atitudes é a clássica: zerar hora extra, rever processos, estruturas e verbas de promoção, além de acabar com desperdícios e renegociar contratos. “É melhor baixar preço do que não ter cliente”, aconselha Alexandre Kaknis Neto, controller do grupo Ansell-Blowtex, que falou dia 18 de maio no Metodista Business Meetings sobre “Controladoria e Estratégia de Negócio Diante dos Cenários Macroeconômicos”.

Ex-aluno de Ciências Contábeis da Universidade Metodista, Alexandre definiu o papel do controlador como fundamental à maximização dos resultados de uma empresa, pois é ele quem integra informações vindas dos setores operacionais, planejamento, financeiro e contábil, a fim de subsidiar os tomadores de decisão da organização. “Ele tem que induzir às melhores decisões dentro de uma empresa. Por isso, deve participar do planejamento e acompanhar desde a entrada da matéria-prima até a venda do produto final e o lucro gerado”, resumiu.
Para sugerir a redução de um custo operacional, por exemplo, a controladoria tem que entender por que a empresa está vendendo menos ou avaliar melhor a depreciação de ativos como frota de veículos. “É uma tarefa de coordenação, é muito mais do que atividade financeira”, pontuou, em palestra mediada pelo coordenador da pós-graduação em Controladoria e Finanças da Metodista, professor Francisco Brígido.

Alexandre Kaknis Neto não se diz otimista com a mudança de governo e ministério econômico porque o País ainda estaria contaminado pelo pessimismo dos investidores. Ele citou que nenhum estudo aponta recuperação antes de 2018. Mostrou levantamentos de revistas econômicas indicando que 69% das empresas brasileiras passaram por reestruturação, 65% cortaram investimentos com inovação (ou seja, estão vendendo os mesmos produtos), 41% reduziram o número de fábricas e unidades de negócios e 44% fizeram corte de custos, entre outros. “Há poucas opções também para o governo no lado fiscal se não aumentar a arrecadação com novos impostos”, lamentou.

Para as empresas, aconselhou cardápio com outros ingredientes clássicos: exportar, aumentar o monitoramento das operações, rever o leque de produtos, buscar novos clientes e recuperar os antigos, além de fidelizá-los com menores preços. De novo, a máxima: “É melhor baixar preço do que não ter cliente”.

Comunicação e crise

Os encontros mensais do Metodista Business Meeting com especialistas são promovidos em parceria pela EMEC (Escola Metodista de Educação Corporativa) e CIESP (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, regional São Bernardo). O próximo evento será em 16 de junho com Bruno Rondani, fundador da Allagi e presidente do Centro de Open Innovation – Brasil. Ele falará sobre “Como as empresas podem inovar em parceria com startups”.

O evento é aberto ao público em geral e o investimento para cada palestra é de R$ 100. Empresas conveniadas à Metodista e ao CIESP-SBC têm direito a dois convites cortesia para distribuir entre funcionários. O Metodista Business Meeting já promoveu encontros que abordaram Cenário Econômico Brasileiro e Ajuste Fiscal e Gestão da Comunicação em Tempos de Crise.

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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