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Cautela com informação, enviada ou recebida, é regra número 1 na internet

Especialista em segurança digital, Marina Ciavatta falou em evento da pós em Assessoria Executiva

03/12/2018 18h05 - última modificação 04/12/2018 20h05

Especialista em segurança digital, Marina Ciavatta (à esquerda) falou em evento da pós em Assessoria Executiva

Num mundo em que praticamente 100% das informações são digitais, a circulação de dinheiro está quase toda online, contratos são arquivados nas nuvens, aplicativos colocam documentos pessoais em plataformas digitais, enfim, tudo está conectado à rede mundial de computadores, precaução é mandamento número 1 para evitar dores de cabeça com vazamentos e manipulação de dados. Como no mundo físico, a web está cheia de armadilhas.

“Questione sempre que pedirem seus dados, não forneça informação para sites inseguros e jamais clique em links desconhecidos”, resume Marina Ciavatta, gerente de Comunicação na Flipside e responsável pelo maior programa de voluntariado de eventos de tecnologia (os Roadies), além de colaboradora da comunidade do Hackflag. Ela própria vítima de assédio e vazamento, Marina decidiu criar espécie de “manual de sobrevivência” para lidar com hackers e fraudadores, apresentado em palestra promovida por alunos de Pós-graduação em Assessoria Executiva da Universidade Metodista de São Paulo na noite de 27 de novembro.

A jornalista tranquiliza que não é preciso ser expert em tecnologia para lidar com internet nem manter-se afastado para sempre da rede. Algumas atitudes básicas de cautela, porém, são necessárias, segundo enumerou:

• Crie senhas fortes e aleatórias, combinando números, maiúsculo e minúsculo, além de caracteres especiais. Jamais use a mesma senha para todas as plataformas
• Reúna todas as senhas em cofres digitais, como o app 1Password
• Nunca passe documentos pessoais por meio digital. Desconfie de quem está pedindo e ligue de volta questionando (banco, companhia de água e luz, clínica médica e até familiares)
• Desconfie de site de compras sem cadeado na URL e se eventual link remete para endereço diferente
• Não salvar informações de documentos ou de cartão de crédito após seu uso
• Não clique em links de quem não conhece, sobretudo se forem sobre sorteios
• Confirme o remetente do email e do site jogando o endereço na busca do Google
• Não faça os testes do Facebook nem permita acesso externo a suas contas
• Confira se sua senha vazou pelo https://haveIbeenpwned.com

Senha aleatória

“Senha é o passo principal que separa o usuário de uma exposição pública. Por isso, senhas fortes são importantes, sem nomes da pessoa ou parentes nem data de nascimento ou número de telefone”, afirma Marina Ciavatta, aconselhando juntar iniciais de uma frase preferida e mesclar com números. Há hoje dicionários com grande número de palavras que invasores utilizam para abrir contas, por isso senha apenas com palavras é vulnerável.

Transações bancárias são confiáveis, já que a maioria das fraudes financeiras não ocorre por invasão ao banco, mas sim diretamente nas contas correntes, avisou a palestrante. Do lado oposto estão os sites de compra, principalmente porque algoritmos são programados para capturar todo o histórico de busca e navegação na web. “Em geral, se o site é grande e de marca conhecida, são mais confiáveis. Mas é possível conferir se é realmente o da empresa anunciante do produto, se tem o cadeado na URL ou se te direciona para outro lugar e se o campo de compra tem as bandeiras de cartões de crédito”, citou.

Marina Ciavatta mencionou que sobretudo as mulheres são os principais alvos de captura de informações e fraude digital e chantagens, como mostra a maioria dos casos de denúncias de fotos expostas, conta invadida ou ameaças pessoais. Ela lamentou que a maioria dos internautas não lê os termos de uso e quem tem que fiscalizar – governo e sobretudo o Judiciário – ainda está se adaptando à nova realidade digital.

A privacidade na rede ainda é muito confusa para a maioria dos internautas, muitos não leem os termos de uso e quem tem que fiscalizar – o governo e sobretudo o Judiciário – ainda está se adaptando à nova realidade digital. Mas tranquilizou citando a recente regulamentação sobre privacidade de rede (LGPD), pela qual informações pessoais agora só podem ser compartilhadas se houver explícita autorização. Do contrário, é crime. “Todo mundo deve saber agora que a privacidade é um direito”, destacou.

A palestra Segurança Digital Feminina: Dicas Básicas para Proteger Suas informações integrou o conteúdo da disciplina “Organização de Eventos, Cerimonial e Etiqueta” e motivou a criação da agência Executiva Eventos do curso de Pós-graduação em Assessoria Executiva da Metodista.

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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