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Coordenador do curso de Educação Física vai ao Rio acompanhar as Olimpíadas

Rogério Toto vai ao evento analisar a organização e instalações esportivas

05/08/2016 14h15 - última modificação 05/08/2016 17h14

Coordenador do curso de Educação Física vai ao Rio acompanhar as Olimpíadas (Foto: Divulgação Rio 2016/Alex Ferro)

Os olhos do mundo estão voltados para o Brasil, todos estão ansiosos pelo início do maior evento esportivo do mundo. Com a abertura oficial das Olimpíadas Rio 2016, que acontece hoje, a expectativa fica ainda maior. É nesse clima que Rogério Toto, coordenador do curso de Educação Física da Universidade Metodista de São Paulo, está preparando as malas para viajar rumo ao Rio de Janeiro.

No dia 11, o professor embarcará para o Rio, onde ficará até 16 de agosto. Apesar do tempo curto, Toto vai assistir às partidas de handball, basquete, atletismo, ciclismo, badminton, esgrima, golfe, tênis de mesa, levantamento de peso e hóquei sobre grama. 

“Existem várias formas de enxergar um evento desse porte: o olhar de quem está competindo e trabalhando na competição, o olhar de quem é organizador, de quem é patrocinador ou de quem é o consumidor, ou seja, a pessoa que está indo lá assistir os jogos, acompanhar. Estou indo dessa forma, mas o meu objetivo é conhecer o maior volume possível de instalações esportivas”, diz Toto que deve retornar por mais cinco dias para acompanhar os Jogos Paralímpicos.

Observação do evento

De acordo com o professor, os conhecimentos adquiridos durante esse acompanhamento serão importantes para as aulas de Organização de Eventos Esportivos, que fazem parte da grade do curso de Educação Física. Toto explica que seu trabalho de análise começou a partir do momento da compra de ingressos.

“Estou fazendo esse trabalho, de saber qual a percepção de segurança que a pessoa tem, como é a rede de transporte público local, verificar as vias, as questões de segurança, controles de acesso, a abordagem que é feita pelas pessoas, como policiais, voluntários e a própria população da cidade”, conta.

“Existem diversos cuidados só em relação a ingresso. O site que é feito para venda tem que evitar ação dos hackers, ser altamente funcional, tem todo o processo de primeiro abrir para sorteio, questão de lote, etc. E quando você vai para outras áreas de infraestrutura e logística para receber as pessoas e dar conta disso, é um trabalho muito complexo”.

O professor prefere não dar sua opinião a respeito das polêmicas envolvendo as estruturas da Vila Olímpica e atletas internacionais: “É difícil entrar nessa discussão sem estar de fato lá, é um olhar que eu nem vou me atrever a falar, porque é a perspectiva de quem está lá dentro”.

Toto argumenta também que essa análise será importante para a comunidade acadêmica como todo, pois as pessoas estão bastante sensíveis com a crise econômica e política enfrentada pelo país e se mostram um pouco resistentes ao assunto. “É preciso dar uns passos para trás, para tentar ter um olhar mais isento. Não é fácil, mas é o que eu estou tentando fazer”.

Alunos voluntários

O coordenador ressalta a importante iniciativa de quatro alunos do curso de Educação Física da Metodista que estão participando como voluntários nas Olimpíadas. Eles estão no Rio atuando como voluntários e auxiliando a organização do evento, uma oportunidade única de conhecer de perto o desenvolvimento de uma grande estrutura esportiva.

A participação dos alunos é fundamental para o desenvolvimento deles como profissionais e, em breve, já deve render frutos. O professor e uma das alunas que está no Rio planejam iniciar um projeto de iniciação científica sobre trabalho voluntário realizado nos Jogos. Isso abre espaço para desenvolvimento de trabalhos e estudos a respeito dos Jogos realizados no Brasil.

Além disso, os resultados da experiência do professor e dos alunos deverão possibilitar os debates sobre as Olimpíadas que serão realizados durante a Semana de Educação Física da Metodista, realizada entre os dias 24 e 26 de agosto.

Desempenho Brasileiro

A curiosidade para saber o desempenho do Brasil nos Jogos é grande. O professor questiona a falta de investimento do Brasil no esporte e compara com o trabalho realizado pela China. Analisando o desempenho da China nas Olimpíadas desde 1992, ele fala sobre o trabalho a longo prazo de desenvolvimento de atletas que foi realizado até que o país sediasse o evento em 2008.

“O Brasil sediou o Pan em 2007, mas a gente já sabia disso em 2003, então nessa época deveria ter sido iniciado um trabalho de formação de atletas. Depois tivemos a confirmação de que iriamos sediar as Olimpíadas em 2016, ou seja, tivemos 13 anos para desenvolver esse trabalho”, declara e completa “isso me deixa um pouco angustiado porque eu gostaria de ver um esporte bem melhor depois de 2016 e não acho que a gente vai ver isso”.

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