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Curso de Direito estudará conflitos de divórcio solucionados pelas Oficinas de Parentalidade

Informações darão apoio às conciliações de casais em fase de separação

07/06/2019 20h15 - última modificação 07/06/2019 20h12

Da esq. para a dir. Maria Cristina Teixeira, coordenadora do curso de Direito da Umesp, ao lado das advogadas Nélia dos Santos Reis e Jussara Banzatto, responsáveis pela Oficina de Parentalidade (Foto Luiza Lemos )

O curso de Direito da Universidade Metodista de São Paulo promete importante salto nas atividades de extensão acadêmica a partir do segundo semestre de 2019. A universidade iniciará pesquisa dos conflitos de divórcio solucionados pelo Centro Judiciário de Soluções de Conflitos e Cidadania (Cejusc), com o qual mantém parceria há cinco anos. O objetivo é conhecer em detalhes os resultados das mais de 50 Oficinas de Parentalidade – Pais e Filhos realizadas nas dependências da Metodista, assim como criar parâmetros de análise dos novos casos.

Enquanto o número de divórcio cresce no Brasil – segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um a cada três casamentos termina em divórcio -, a guarda compartilhada dos filhos avançou e já chega a mais de 80% dos casos. Porém, tais acordos, por vezes, demandam solução prévia de conflitos entre os casais.

“O acordo de cooperação que mantemos com o Cejusc garante aos nossos alunos experiências ricas durante o estágio. Eles podem compreender na prática que o direito também deve abarcar soluções por conciliação”, diz a coordenadora do curso, Maria Cristina Teixeira.

Além disso, segundo a docente, as oficinas permitem ao estudante pensar a prática jurídica pela interdisciplinaridade, já que as atividades envolvem profissionais de psicologia, pedagogia e também do Núcleo de Arte e Cultura da Metodista.

80% de acordo

O Cejusc São Bernardo do Campo está sob coordenação do juiz Leonardo Caccavalli Macedo e as oficinas são realizadas mensalmente desde 2014 no campus Rudge Ramos da Metodista pelas advogadas Jussara Banzatto e Nélia dos Santos Reis. Ao conhecer os resultados das oficinas em detalhe, os agentes judiciários pretendem aprofundar a análise sobre o perfil das famílias e melhorar o apoio conciliatório nos processos de divórcio.

Hoje, por conhecimento empírico, as advogadas do projeto observam que mais de 80% dos casais que passam pela oficina chegam a acordo pacífico. Porém, a pesquisa que será realizada pela Metodista quer confirmar os dados e observar outros detalhes das famílias que passam por divórcio que possam contribuir com medidas futuras de apoio.

“Existe uma falta de educação social que resulta na dificuldade de dialogar e no excesso de agressão verbal, o que onera em diversos aspectos os processos de divórcio. Nossa participação surge para amenizar as dores de pais e, especialmente, proteger as crianças e adolescentes”, informa Jussara. Segunda explica, na mediação proposta pelas oficinas de parentalidade é possível identificar a real motivação dos conflitos que, na maioria das vezes, é emocional.

Com uso de conhecimentos da psicologia, por exemplo, a mediação cria ambiente favorável ao entendimento de que, mesmo divorciados, os casais continuarão a ter uma família, numa composição parental. De acordo com Jussara, o trabalho sensibiliza os adultos para que não “coisifiquem” os filhos como ferramenta para vingança e quanto aos efeitos da comunicação violenta, seja perto ou longe das crianças.

Bosque das Emoções

“A parceria que mantemos com a Metodista permitiu que a oficina com as crianças ganhasse um ambiente muito especial para realização de atividades que acalmam as emoções provocadas pela separação dos pais”, diz Nélia dos Santos Reis.

Durante as atividades com as crianças, Nélia propõe ações que são realizadas no bosque do campus Rudge Ramos da Metodista. No local, as crianças são envolvidas em brincadeiras com bola, corda e jogos infantis com intuito de restabelecer as conexões sociais pelas práticas típicas da infância.

A participação nas oficinas ocorre tanto por indicação dos juízes, quando percebem a presença de inflexibilidade dos casais, quanto pelos próprios advogados antes de se instaurar o processo.

“As oficinas são fundamentais para semear a reflexão nos adultos e atenuar os eventuais danos emocionais nos filhos. Começamos num clima de muita ansiedade por parte dos casais em fase de divórcio e, ao final, somos contempladas com agradecimentos por parte das famílias, que passam a entender que continuam sendo família, porém dentro de nova configuração na qual o respeito e o diálogo precisam ser priorizados pela paz de todos”, diz Jussara.

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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