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Mercado demanda cada vez mais comunicação 360 graus

Grupo Printer expõe trajetória de crescimento a partir das transformações do mercado de imprensa, RP e PP

28/10/2015 20h55 - última modificação 17/03/2016 14h34

Rosangela Ribeiro, do Grupo Printer

O jornalismo, que por anos emprestou seu código genético para as agências de comunicação, já não conduz sozinho esse mercado. A antiga assessoria de imprensa cedeu lugar ao que se denomina hoje comunicação 360 graus, que concentra em uma mesma house múltiplas especialidades: de divulgação de releases a produção de marketing digital, de gerenciamento de crises a comunicação interna, de confecção de material publicitário off e online a organização de eventos.

“As agências de comunicação são a fatia que mais empregam hoje jornalistas, publicitários e relações públicas, superando as tradicionais redações”, cita a jornalista Rosangela Ribeiro, que há 19 anos começou a militar na área de assessoria ao lado do colega de redação do então Diário Popular, Fernando Saliba, quando criaram a Printer Press. Era o ponto zero da viagem de ambos ao espaço dos negócios da comunicação. Hoje a empresa se tornou o Grupo Printer, que reúne a Printer Press Comunicação Corporativa, a PPPubli (de publicidade e propaganda) e a BRCom (de serviços sob medida).

“O mercado exige cada vez mais equipe multidisciplinar, profissionais com visão abrangente do negócio e para conversar com diversos públicos”, reforçou Rosangela, que falou sobre a trajetória do Grupo Printer no encerramento do ciclo de palestras “Em Prosa”, promovido pela Escola de Comunicação, Educação e Humanidades da Universidade Metodista de São Paulo dias 26 e 27 de outubro.

Com o tema “Comunicação Corporativa: evolução e mercado”, Rosangela afirmou que o Grupo Printer se confunde com o próprio crescimento desse mercado, que ao longo dos anos passou a demandar profissionais para atender o que dentro das empresas tomou a forma de comunicação integrada: a união das áreas de comunicação de uma organização, para que todos falem e pensem de forma conjugada, de imprensa a propaganda e marketing, de relações públicas a gestão de pessoas.

Abertura comercial e desestatização

As manifestações de apetite das empresas por recursos da comunicação floresceram sobretudo nos anos 1990, a partir da instalação no Brasil de muitas organizações devido a abertura comercial e ao processo de privatização do governo, além do Código de Defesa do Consumidor. O CDC exigiu mais preparo dos empreendimentos para lidar com o público externo, mencionou a palestrante.

Assim, do início da então assessoria de imprensa em 1996, em São Caetano, no ABC paulista, a Printer foi calibrando a altitude do vôo por etapas, conforme era desafiada pelas necessidades dos clientes. Do primeiro serviço para o Certificado ASE (para mecânicos) até trabalhos para Harley Davidson e Fundação Toyota, passando por Michelin e NGK, a empresa galgou todos os degraus da comunicação empresarial. Não descuidou, por exemplo, de pegar carona no boom da internet com o surgimento de sites, blogs e redes sociais ou de em 2011 entrar na área de comunicação institucional e endomarketing.

“Em 2012 criamos um programa de trainée para ajudar a formar a mão-de-obra multitarefa que as empresas exigem e implantamos a área de gestão da qualidade, para cuidar justamente da qualidade da nossa marca. Em 2013 instalamos uma área comercial para captar clientes, já que até então os trabalhos chegavam por indicação dos próprios clientes e de jornalistas”, contou, sobre a profissionalização dos quadros. Smilex foi a primeira campanha de marketing direto.

Um paradigma incontestável do êxito de uma agência de comunicação é a conquista, primeiro, de um cliente internacional e, segundo, de um prêmio setorial. Este último veio em 2014, quando a Print Press e a PPPubli conquistaram pela campanha para a Lexus da Toyota o prêmio Aberje de Comunicação, da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial, espécie de Oscar do setor. Segundo o Anuário da Comunicação Corporativa, a atividade movimenta hoje R$ 2 bilhões/ano, 600 agências de comunicação e emprega 15 mil profissionais.

Fora da curva

O “Em Prosa” trouxe vários profissionais de agências para debates com alunos de comunicação. A abertura na manhã do dia 26 abordou o tema “Por que os ‘fora da curva’ mudam o mundo?”, com Pedro Paulo Barbosa, fundador e presidente da Virtvs, uma comunidade de líderes empreendedores. Para as turmas da noite e da manhã do dia 27 o debate foi em torno de “O Mundo é dos Engajados”, desenvolvido pelos publicitários Isaac Ramiris Zetune e Maycon Tuneli, sócios-fundadores da Agência Insane. Eles falaram sobre a postura do novo profissional de comunicação e a indústria do marketing.

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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