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Estudantes projetam internacionalização de empresas na 3ª Feira de Negócios de Comércio Exterior

Trabalhos visam exportação de produtos para diversos países

31/05/2017 15h00 - última modificação 25/07/2017 18h11

Por falta de conhecimento ou por medo de inovar, muitos empresários perdem oportunidades de comercializar seus produtos no exterior. O desafio dos graduandos de Comércio Exterior da Universidade Metodista de São Paulo é possibilitar a internacionalização de empresas, fazendo um planejamento completo que pensa no mercado certo para o produto e em todos os passos do processo. Os resultados dos trabalhos de conclusão de curso dos alunos foram apresentados na 3ª Feira de Negócios de Comércio Exterior em 30 de maio. 

A demanda por produtos de plástico é muito grande e muitas empresas compram o composto para produção de copos, garrafas, mamadeiras, para-choque de carros, entre outros itens. Os estudantes Caique Oltremare, Caique Rodrigues De Oliveira, Camila Camargo Caretta, Elisa Massucatto De Souza, Thayna Sanches Fedrigo, Mayara Bercê e Mayara Madeira identificaram, por meio de análises de mercado, que muitos empresários do Uruguai compram o composto plástico de indústrias chinesas.

Assim, o grupo fez um projeto de internacionalização para a empresa SpeedTech, que produz o composto Masterbatch, que é uma mistura de resina e pigmento. O mercado uruguaio foi identificado como o melhor para essa internacionalização, pois está próximo do Brasil, tem demanda e, por conta do tratado do Mercosul, possibilita um preço mais competitivo com isenção de impostos.

“A China, de onde muitas empresas compram, tem um pedido mínimo muito grande e a SpeedTech consegue flexibilizar isso. Como venderemos para pequenas e médias empresas, eles podem fazer pedidos menores e não precisam gastar com locais de estoque. O tempo de o navio chegar lá também é bem menor, enquanto da China demora 30 dias, conseguimos fazer em cerca de cinco dias”, explica Carolina.

Acordos em andamento

A facilidade de exportação para países da América do Sul também foi uma vantagem utilizada a favor da empresa J&B Negrini, que fábrica máquinas de produção de sorvete. O grupo formado por Beatriz Dias Germano, Bruna Santos Medina, Erik Frias Herculano, Giovanni Sanches Carvalho, Katherine Oliveira, Mariana Gimenes e Mayara Bernardino projetou a exportação para a Argentina.

Além da proximidade e possibilidade de oferecer valores menores, por conta das isenções de impostos, o mercado argentino é ideal para a exportação da máquina Descontínua PHD 180/200 de sorvete de massa. “A exportação que a empresa vai fazer depende do produto, então é necessário fazer um estudo do país para saber. No caso da Argentina, é bom para o comércio de sorvete de massa, pois é um dos maiores mercados desse tipo de sorvete, mas em outros locais pode ser açaí, paleta mexicana ou outros tipos”, ponderam Carvalho e Herculano.

Os estudantes contam que encontraram algumas dificuldades para realizar o projeto, pois a empresa não se sentia à vontade para divulgar algumas informações financeiras. Apesar disso, o trabalho deu frutos, pois a indústria já iniciou seu processo de internacionalização e está comercializando máquinas para Porto Rico e Espanha.

Quem também já está dando andamento nesse projeto de internacionalização é a Flexmedia. O aluno Paulo Roberto, um dos integrantes do projeto de internacionalização da empresa, relata que por meio do networking possibilitado pela Feira, já buscam trabalhar com outras empresas. "Estamos em negociações desde ontem, empresa com empresa, sendo que duas estavam sendo expostas, e com grandes chances de conseguirmos fechar negócios, pois ambas as partes têm interesse nos produtos oferecidos", relata.

O estudante ressalta a importância desse espaço de exposição para os profissionais em formação: "fico feliz em saber que a Universidade, por meio de uma Feira de TCC, conseguiu realizar um evento com interesse do público (tivemos mais de 250 pessoas visitando nosso stand). Mas, também realizar uma Feira de Negócios, a ponto de conseguir viabilizar negociações e futuros acordos comerciais".

Novos produtos e mercados

Unindo oportunidade de rendimento com projeto social, o grupo formado por Alan Domingues, Anderson De Melo Tamayoshi, Guilherme Pires, Juliane Maria De Oliveira Santos, Renan Henrique Vieira, Rodrigo Fregadolli Da Silva e Thiago Yoshiyuki Nakada Shiguematsu visa a exportação de containers para a Nigéria, como formas alternativas de moradia, escritórios e outros espaços. O país sofre com um déficit habitacional altíssimo, e as casas feitas de containers podem ser uma solução prática e barata neste mercado.

Vieira conta que descobriram um projeto social que trabalha com os containers na Nigéria e identificaram, assim, uma oportunidade para exportar as construções metálicas da Habitar. “Vamos vender os containers para construtoras. Eles vão desmontados e ofereceremos cursos de montagem para que realizem esse serviço lá”, explica. Com as estruturas metálicas é possível fazer uma casa completa com vários quartos, banheiros, cozinha e diminui o tempo de construção e alto custo dos materiais de construção.

Confira as fotos da Feira abaixo:

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