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Aluna de Comércio Exterior conta como foi seu intercâmbio na Espanha

Estudante passou seis meses na Universidade de Valência

10/08/2016 20h34

Aluna de Comércio Exterior conta como foi seu intercâmbio na Espanha

Que tal passar seis meses em um país diferente, aprendendo um novo idioma, conhecendo pessoas de diversas nacionalidades, em contato com culturas totalmente diferentes? Gisele Alves Silva, de 19 anos, teve a oportunidade de viver essa incrível experiência de aprendizado e amadurecimento.

Aluna do curso de Administração – Comércio Exterior da Universidade Metodista de São Paulo, Gisele viajou em janeiro para a Espanha, para estudar na Universidade de Valência e retornou em julho para o Brasil. A escolha de onde estudar foi simples, pois Gisele já conhecia um estudante de Valência que havia feito intercâmbio na Metodista.

“Ele me falava muito da Universidade e esse primeiro contato com a Instituição foi um dos pontos que mais me atraiu. Depois eu soube que ela era uma das três melhores universidades da Espanha, e que tinha muita assistência ao aluno estrangeiro. Além disso, as aulas eram dadas tanto em inglês, quanto catalão e castelhano. Então teria possibilidade de ter aulas em outras línguas também”, diz.

Obstáculos

O idioma foi uma das primeiras dificuldades que Gisele encontrou. Quando foi aprovada no programa, já deu início a um curso de espanhol aqui no Brasil para se preparar, porém com o nível básico de conhecimento, ela entendia o que falavam, mas nem sempre conseguia se expressar.

“Em geral, era bem complicado porque nas aulas eles falavam muito rápido, numa língua em que eu não tinha fluência. Também tinha muito termo técnico, coisas muito específicas da matéria. Eles também falavam coisas locais, sobre a cultura deles e suas empresas”, explica. Mas também ressalta as vantagens disso: “depois de ter passado esse primeiro impacto, foi muito gratificante porque você acaba conhecendo mais coisas fora do seu mundo”.

A ajuda dos colegas foi importante nesses momentos, principalmente no início do intercâmbio. “A internacionalização lá é bem forte, tinha bastante gente de outros países, principalmente da Europa e da América Latina. O pessoal que fez grupo comigo me ajudava bastante, não são tão acolhedores como os brasileiros, mas foram receptivos”, declara.

Uma das maiores diferenças que Gisele encontrou na Espanha foi algo bem simples, mas que fez muita diferença no início da viagem. “Lá eles têm o costume de jantar bem tarde, por volta das 23h. Eles comiam e iam dormir e eu ficava horas acordada, dormia tarde e no outro dia tinha aula de manhã. Nesse começo foi bem difícil de acostumar com o horário”, relembra rindo.

Aprendizado além da sala de aula

Gisele morou em um apartamento compartilhado com um marroquino e dois espanhóis. Além de conviver com as diferentes personalidades, ela tinha o desafio de aprender a lidar com culturas e hábitos totalmente diferentes dos seus. “Isso me ensinou a respeitar o espaço do outro, a ouvir mais, a entender que cada um tem sua maneira de ser e pensar. Então abriu muito a minha mente para entender a mente dos outros, que talvez fosse uma coisa que me faltava.”

Em sala, Gisele teve acesso a disciplinas parecidas com as que teria aqui no Brasil, com especificidades locais. Mas no dia-a-dia, o aprendizado foi muito além disso, “pude ter noção do que é assumir responsabilidades e ter que me virar sozinha. Foi um choque de realidade porque aqui eu tinha minha mãe que fazia tudo para mim, que cozinhava, lavava, limpava e lá, não. Se eu cozinhasse tinha o que comer, senão não tinha”.

Além disso, era preciso administrar o tempo de estudo, com as obrigações da casa. “Foi uma experiência que me fez amadurecer muito e eu tive que amadurecer e me adaptar em um espaço muito curto de tempo. Era uma cobrança muito grande, mas no final foi bom”.

“O intercâmbio superou minhas expectativas. Eu achava que seria muito pior, que teria mais dificuldade, até por não ser fluente no idioma. Quando eu cheguei lá foi diferente, parece que estava tudo adaptado, que a faculdade estava pronta para receber pessoas de outros países, que o lugar que eu estava morando era preparado para isso”, afirma.

Bolsa de estudos

A viagem foi possível graças ao programa de bolsas do Santander Universidades em parceria com a Metodista. Ela conta que recebeu o valor de 3.000 do banco, utilizados para gastos com moradia, alimentação e transportes, e que a Metodista custeou as mensalidades do curso.

Para ajudar a cobrir as despesas da viagem, Gisele diz que continuou trabalhando em seu emprego aqui no Brasil até o momento de embarcar para a Espanha. Ela também trabalhava nos fins de semana e fazia chocolates em casa, para arcar com os custos de passagens e seguro.

“Eu economizava muito, todos os centavos eu guardava. Foi uma época bem difícil para mim porque eu trabalhava muito e também tinha que estudar muito. Além da faculdade, eu estudava espanhol e ainda tinha um curso de inglês para fazer”, conta. Apesar disso, afirma que todos os sacrifícios valeram a pena “foi o período que mais me esgotou, mas que também mais me deu retorno”.

Confira no álbum abaixo as fotos que Gisele fez durante a viagem.

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