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Preço por brinquedo e movimento financeiro devem ficar 40% menores no Dia da Criança de 2016

Bonecas, vestuário e jogos educativos estão entre opções de presentes, segundo a PIC (Pesquisa de Intenção de Compras)

03/10/2016 23h30 - última modificação 11/10/2016 17h19

pixabay.com

O preço médio que consumidores do ABC paulista estão dispostos a pagar por presente neste Dia das Crianças é de R$ 100, uma queda real (descontada a inflação) de aproximadamente 40% em relação aos R$ 153,40 desembolsados em 2015. A mesma relação é verificada no total de gastos programados com vários presentes, que apresentou média de R$ 189. Em relação ao ano passado, houve redução nominal de aproximadamente R$100,70, já que essa média em 2015 chegou a R$ 289,70, conforme Pesquisa de Intenção de Compras (PIC) realizada pela Universidade Metodista de São Paulo.

Considerando o preço médio por presente, montante de gastos planejados, número de pessoas a ser presenteadas e inflação estimada em 12 meses (até setembro) equivalente a 10%, a expectativa é de que este Dia das Crianças movimente aproximadamente R$ 38 milhões no Grande ABC. Em 2015, o giro projetado foi de R$ 58,8 milhões, o que significa redução de aproximadamente 40% neste ano.

Os itens preferidos pelos entrevistados para presentear as crianças foram bonecas (15,7%), vestuários e calçados (13,1%), jogos educativos (6,8%), carro de controle remoto (6%) e de brinquedo (5,3%), além de maquiagem (4,6%). As bicicletas, sonho de consumo de muitas crianças há alguns anos, perderam posição em relação ao ano passado, quando representavam 5,4% das intenções de compras. Agora, só 3,3% pensaram nesse presente.

Restrições

Segundo a coordenadora do curso de Ciências Econômicas da Metodista, professora Silvia Okabayashi, deve-se levar em conta os cenários regionais de restrições, como a taxa de desemprego medida pelo SEADE atingindo em agosto 16,4% da PEA (População Economicamente Ativa). A inflação medida pelo IPCA já acumula 8,97% até agosto, impactando negativamente no consumo ao corroer o poder de compra do trabalhador do Grande ABC.

Por isso, entre os fatores decisivos na escolha do presente o preço lidera com 33,4% das indicações, seguido do desejo da criança (32%) e da qualidade do produto (16,2%).

Seguindo os critérios metodológicos adotados pelo Observatório Econômico da Metodista, cerca de 375 mil famílias do ABC paulista deverão comprar presentes para este Dia das Crianças. Um quinto da população brasileira é composta por crianças de zero a 12 anos de idade. Além dessa importante representatividade, esse público é bastante exigente e destaca-se por forte poder de persuasão no momento em que os pais realizam as compras.

A distribuição das crianças a serem presenteadas manteve-se semelhante ao ano passado, sendo composta em ordem decrescente pelos filhos (33,3%), sobrinhos (27,4%), afilhados (8.9%), enteados (6,5%), irmãos (3,6%) e netos (2,8%). Os questionários foram aplicados nas principias ruas centrais de comércio, shoppings e principais bairros de cada município.

A pesquisa é realizada pela Escola de Gestão e Direito da Universidade Metodista de São Paulo em parceria com as Associações Comerciais e Industriais dos sete municípios do Grande ABC. A amostra reuniu 814 entrevistados, 63% dos quais mulheres e 37% homens. A idade média dos entrevistados é de 33 anos. Com relação ao nível de renda, cerca de 73% revelaram ter renda familiar até 5 salários mínimos (R$ 4.400).

Veja aqui a íntegra da PIC Dia das Crianças 2016.

Assista à entrevista da Professora Silvia Okabayashi ao Repórter Diário  

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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