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IBGE ajuda a entender o Brasil pelas pesquisas, afirmam palestrantes

Dois executivos da instituição realizaram palestra a convite do curso de Ciências Econômicas

23/08/2017 17h26

Alguns não entendem, há os que torcem o nariz, outros passam longe e boa parte não tem o alcance que os números representam. Mas pesquisas são fundamentais para compreender o momento em que se vive e mesmo para deixar na história informações importantes que explicam o presente. Papel fundamental para esse processo no Brasil está no IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), que elabora pesquisas diversas sobre fatos relevantes dos brasileiros, como o censo demográfico e o PIB (Produto Interno Bruto). São importantes porque ajudam poder público, iniciativa privada e cidadãos em geral a planejar suas atividades. 

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Marcos Barros e Jefferson Mariano explicaram metodologias e produção de estatísticas pelo IBGE
 

Convidados pelo curso de Ciências Econômicas da Universidade Metodista de São Paulo, dois executivos do IBGE explicaram na noite de 22 de agosto o que a instituição faz na área econômica, com destaque para as pesquisas setoriais PAC, PIA, PAIC e PAS (pela ordem, comércio, indústria, construção civil e serviços). O âmbito de cada uma e como são os instrumentos utilizados para se chegar aos números finais foram discorridos pelo palestrante Marcos Cesar Lopes Barros, enquanto seu colega de IBGE, Jefferson Mariano, mostrou o “caminho das pedras” para acessar os indicadores disponíveis ao público pelo web site.

Com cerca de 600 agências pelo País, o IBGE elabora pesquisas estruturais (anuais) conjunturais (mensais) e especiais – que não são regulares, por exemplo a qualidade da educação vista pelos alunos. No caso da economia, as informações estatísticas setoriais são obtidas por meio de questionários online enviado para um grupo de amostra de empresas. “Há assuntos que conseguimos obter diretamente junto ao governo. Informações sobre bancos, saúde e educação formal temos junto ao Banco Central, Ministério da Saúde e MEC”, exemplificou Marcos Barros.

Governo, empresas e públicos específicos são providos pelas pesquisas do IBGE, que no caso da PAC, PIA, PAIC e PAS fornecem valor agregado, número de empregados, salários e investimentos. Os mapeamentos são anuais e resultam em dados em nível de Brasil e de Estados com seus setores de atividades. Há ajustes e limitações: na região Norte só as Capitais são pesquisadas, por exemplo, e não há dados por município, já que a pesquisa é feita por unidades da Federação. “Mas conseguimos dados básicos de negócios nas indústrias ao levantar onde estão localizadas suas filiais”, pontuou Marcos Barros, tecnologista de informações estatísticas da Supervisão Estadual da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC).

Raio-x de panoramas

Os panoramas setoriais de indústria, comércio, serviços e construção civil permitem ter um raio-x por classificação, nível de produção/atividades, quantidade vendida, receita realizada, participação no contexto do PIB etc. Serviços, por exemplo, subiram de 70,8¨% pata 76,2% na composição do PIB entre 2010 e 2014. Já a indústria desceu de 27% para 22% do PIB no período.

Além de coletores de dados e intérpretes de informações, o IBGE dispõe de uma equipe que se encarrega da disseminação das pesquisas que produz. O site da instituição é a porta por onde qualquer cidadão pode solicitar ou acessar o que precisa, como explicou o professor Jefferson Mariano, analista socioeconômico do IBGE. Há abas que se abrem par desde como pesquisar dados e traduzi-los até como navegar nos vários indicadores setor ou região, por exemplo. As pesquisas também são disponibilizadas na íntegra para serem baixadas em pdf, informou Jefferson Mariano.

A palestra do curso de Ciências Econômicas foi promovida em comemoração ao Dia do Economista, transcorrido em 13 de agosto, e teve como tema "Regionalização das informações e ferramentas de busca e de pesquisas no IBGE".

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