Ferramentas Pessoais

Você está aqui: Página Inicial / Ciências Econômicas / Notícias / EconomiABC: Pró-ferramentaria pode aliviar três anos de espera para indústria retomar nível de 2014

EconomiABC: Pró-ferramentaria pode aliviar três anos de espera para indústria retomar nível de 2014

20º Boletim EconomiABC, da Metodista, mostra preocupação com lenta recuperação do Brasil

13/12/2019 18h20 - última modificação 13/12/2019 18h48

Foto pixabay.com

A recente iniciativa do governo paulista autorizando as automobilísticas a utilizar créditos acumulados de ICMS para pagar por ferramentais usados na produção e feitos por empresas instaladas no Estado poderá ampliar a atratividade de investimentos no setor e recompor parte da capacidade produtiva no Grande ABC.

“Esta ação atende à necessidade de uma política que torne viável o desenvolvimento produtivo e a ampliação de sua competitividade. É esse o raciocínio seguido pelas economias que hoje estão entre as mais desenvolvidas do mundo, incluindo países asiáticos de industrialização recente”, afirma o economista e professor Sandro Maskio sobre o Pró-Ferramentaria, que prevê que o setor automotivo deverá adquirir de fornecedores de São Paulo 90% dos bens, mercadorias e mão-de-obra para usufruir da monetização.

Incentivos como esse podem ser o contraponto à perda de protagonismo que a indústria registra ao longo dos anos para comércio e serviços e, no caso do ABC, para as exportações devido à dependência da região da indústria automobilística e, desta, da relação com a Argentina em crise. O 20º Boletim EconomiABC elaborado pela Universidade Metodista de São Paulo confirma a preocupação com a lenta recuperação da economia brasileira, em torno de 1% este ano, contra 3,7% previstos para o crescimento mundial.

“A principal questão é que, se o PIB brasileiro fechar 2019 com 1%, no agregado a economia estará retomando o patamar de produção de 2016, quando o Brasil retraiu pouco mais de 3%. Se considerarmos que em 2015 houve refluxo de aproximadamente 3,5%, para retomarmos o volume de produção de 2014 demorará mais três anos, pelo menos, se prosseguirmos nesse ritmo”, analisa o docente.

Nos últimos 12 meses encerrados em setembro, a alta de 1% do PIB foi puxada pelo desempenho positivo de 2% e 1,1% dos setores agropecuário e de serviços, respectivamente. A indústria permanece estagnada. No ABC, opera com 40% de ociosidade. A atividade econômica como um todo, segundo consenso, dependerá basicamente da retomada da demanda, já que as reformas estruturais do País (previdência, tributária e administrativa) impactarão a longo prazo no caixa do governo.

Investimentos e exportações

“Ao mesmo tempo em que a retomada da demanda é importante, preocupa na lenta recuperação econômica brasileira o baixo grau de investimentos, de 16,3% do PIB, e a queda na produtividade”, reforça o estudo. O Observatório da Produtividade da Fundação Getúlio Vargas apontou baixa de 0,7% na produtividade brasileira só no último trimestre

Outra frente de preocupação é a balança comercial do Grande ABC, que de janeiro a novembro deste ano registrou US$ 148 milhões de déficit, ante superávit de US$ 426 milhões em igual período de 2018. Houve retração de 31,9% dos valores exportados e de 22,3% do montante importado, resultando em uma redução de 27,3% da corrente de comércio exterior da região até novembro de 2019.

O principal determinante desta redução foi a retração econômica do principal parceiro comercial, a Argentina. Até novembro, o fluxo comercial com a Argentina reduziu-se em aproximadamente 48%.

“Cabe ressaltar que pouco mais de 80% das exportações da região são compostas por veículos, caminhões e suas partes. Com isso, se a desvalorização do real frente ao dólar tende a reduzir o preço dos produtos nacionais exportados, ao mesmo tempo encarece as importações. Isso é um complicador porque a indústria regional se tornou importadora de insumos industriais e ampliou a dependência de compras externas de bens de capital”, alerta Sandro Maskio sobre o recente pico de R$ 4,25 do dólar.

Veja a íntegra do 20º EconomiABC.

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
Conheça Outras.

Comunicar erros


Leia mais notícias sobre: , , , , ,

SILVIA OKABAYASHI - COORDENADORA

Veja o minicurrículo

 

Receba informações de oferecimento sobre esse curso!:

X