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Dia dos Namorados vai movimentar R$ 67 milhões no ABC paulista

Giro é semelhante ao de 2016. PIC revela que consumidor está disposto a pagar R$ 158 por presente

01/06/2017 15h40 - última modificação 01/06/2017 16h52

Foto pixabay.com

O  Dia dos Namorados  de 2017 deve girar aproximadamente R$ 67 milhões na economia do Grande ABC, ou 3,7% a mais do que no ano passado em termos nominais (sem considerar a inflação). Levando em conta a taxa inflacionária de 4,08% anualizada até abril, a expectativa é de que a movimentação comercial em torno da data será semelhante a 2016.

Isso pode ser explicado porque, apesar de haver intenção de pagar menos pelo presente individualmente, cresceu a disposição de gastar mais com mais lembranças. Segundo a Pesquisa de Intenção de Compra (PIC) da Universidade Metodista de São Paulo realizada no ABC paulista, em média os consumidores estão dispostos a pagar R$ 158 por presente. Na edição de 2016, a intenção era investir R$ 186. Portanto, houve redução nominal de aproximadamente 15%.

Mas o gasto médio calculado com presentes em geral será equivalente a R$ 197 – valor superior ao preço médio. Isso sugere que parte dos consumidores pretende comprar mais que um presente. Comparando com o gasto médio realizado no ano passado de R$ 190, constata-se aumento nominal de aproximadamente 3,7%.

“A inflação acumulada até abril deste ano está abaixo da meta estabelecida pelo Banco Central, contribuindo para aumentar o poder de compra do consumidor. Além disso, houve saldo positivo de geração de emprego em abril e uma projeção favorável do índice de potencial de consumo na região. Isso sugere que os comerciantes devem focar em ações de promoção e desconto para deixar o preço mais atrativo, pois há indícios de otimismo para as próximas compras”, cita o professor da Escola de Gestão e Direito da Metodista e pesquisador da PIC do Dia dos Namorados, Moisés Pais dos Santos.

Os principais presentes a serem adquiridos para a data são vestuários (38,2%), perfumes e cosméticos (18,9%), jantares/passeios (5,5%), cesta de café da manhã/doces (5%), flores (3,6%) e joias/bijuterias (4,2%).

Eles ganharão mais que elas

Quanto maior a renda familiar, maior tende a ser o preço a pagar pelo presente. Enquanto consumidores com renda entre 1 e 2 salários mínimos revelam disposição para pagar preço médio de R$ 102, aqueles com renda entre 15 e 20 salários mínimos pretendem gastar R$ 283 no presente. Os homens vão comprar presentes mais caros (média de R$ 189) do que as mulheres (R$ 178). Além disso, também estão dispostos a gastar mais dinheiro em suas compras (R$ 210 e 192, respectivamente).

A PIC também revela que 33,9% dos namorados serão presenteados. O índice é maior que o das mulheres: 22,4% das namoradas vão receber lembranças. Mas também os maridos serão contemplados (15,2% dos entrevistados vão presenteá-los), assim como as esposas (14,6%). Mulheres e namoradas deverão receber bijuterias e joias, flores e jantares. Namorados e maridos devem ganhar equipamentos de som e imagem, CDs e DVDs. O estabelecimento preferido para compra dos presentes são os shopping centers, com 44% das intenções.

Este é o sexto ano do levantamento feito pelo Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo nas sete cidades do Grande ABC em parceria com as Associações Comerciais e Industriais da região. A PIC procura detalhar o comportamento do consumidor, sua preferência por presentes e a expectativa de gastos em torno da data. Foram realizadas 620 entrevistas envolvendo 30 questões. A amostra é composta por 58% de mulheres e 42% de homens. A idade média dos entrevistados é de 32 anos. Cerca de 58% revelaram ter renda familiar até 5 salários mínimos, 66% possuem ensino superior, completo ou incompleto.

Consumidor seletivo

Com segmentação dos dados coletados, observa-se que 84% dos entrevistados pretendem gastar até R$ 200 por presente, sendo que um terço planeja desembolsar entre R$ 51 e R$ 100. Apenas 8,1% dos entrevistados investirão quantia superior a R$ 300, o que revela que a situação econômica difícil deixa o consumidor cada vez mais seletivo. “O ambiente econômico e político ainda é permeado de incertezas, há aumento na taxa de desemprego e queda da massa salarial”, enumera professor Moisés Pais dos Santos.

Conforme dados do Ministério do Trabalho e Emprego, o Brasil obteve saldo positivo de 59.856 vagas de emprego em abril de 2017. No Grande ABC, o saldo foi equivalente a 845 novas vagas de emprego. Apesar desse aspecto favorável, no acumulado do ano a diferença entre admitidos e desligados na região equivale a um saldo negativo de 1.979 vagas.

No ano passado, seguindo a tendência da conjuntura econômica enxuta, a PIC indicou que o preço médio que os consumidores do ABC paulista estavam dispostos a pagar por presente foi de R$ 186 e o gasto médio do ticket (com mais de uma lembrança), de R$ 190. Isso representou, em valores deflacionados, menos 17,15% e menos 32,64%, respectivamente, em relação a 2015. Em dinheiro, a data movimentou R$ 64,6 milhões, valor 26% inferior aos R$ 78,9 milhões de 2015, descontada a inflação de 10,05% do IPCA abril 2015/2016.

Veja a íntegra da PIC Dia dos Namorados 2017.

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