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15º Boletim EconomiABC mostra que pode haver outra década perdida

15º edição do estudo mostra que há sinais sutis de recuperação, mas que não sustentam retomada sólida da economia

04/09/2017 15h20 - última modificação 13/09/2017 19h52

Foto pixabay.com

Os sinais tímidos de recuperação econômica indicam que se está chegando ao fim do ciclo recessivo que perdura há três anos, porém pouco garantem a retomada sustentada do crescimento. O ambiente político instável e a condição fiscal deficitária crescente do governo não animam investimentos públicos nem privados e não fazem girar o ambiente de negócios, conclui o Boletim EconomiABC, um recorte regional do panorama nacional realizado a cada trimestre pelo Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo.

A 15ª edição do trabalho, divulgada neste 4 de setembro, mostra que o ABC paulista ainda perde empregos formais (foram 4.578 no primeiro semestre), impactando por exemplo nas operações de crédito, que caíram 25,5% no período, e na poupança, cujo volume desceu 3%, de R$ 15,3 bilhões para saldo de R$ 15 bilhões em junho último.

Alguns indicadores positivos -- como o superávit no comércio exterior de US$ 746,45 milhões ou 7% maior no primeiro semestre puxado pelos manufaturados – são comemorados timidamente. Os financiamentos imobiliários mantiveram-se estáveis (leva alta de 0,6%) e a cesta básica desceu ligeiramente em julho, para R$ 591,48 em julho, contra R$ 608,50 em maio último.

“O desajuste das contas públicas se mostra como um dos principais fatores a obstruir a retomada da atividade econômica, pois ao mesmo tempo em que impõe a redução dos investimentos públicos, pressiona a elevação da dívida pública e consequentemente das taxas reais de juros. Certamente este é um dos principais desafios do cenário econômico atual e que parece estar longe de ser resolvido. Estamos ingressando em mais uma década perdida”, expõe o coordenador do Observatório Econômico da Metodista, professor Sandro Maskio.

O desemprego medido pela Fundação SEADE caiu nos sete municípios do Grande ABC para 15,4% da PEA (População Economicamente Ativa) em junho deste ano, abaixo dos 19,2% em março. Ainda assim, a taxa é uma das maiores dos últimos 10 anos. Segundo o coordenador de Estudos do Observatório Econômico, a recuperação dos mais de 50 mil empregos formais perdidos só na indústria regional nos últimos anos não se dará apenas com a recente reforma trabalhista (que desregulamentou o setor). Dependerá da retomada da dinâmica da economia como um todo, adverte Sandro Maskio, citando que houve 14,3 mil empregos cortados em 2.014 na região, outros 43,6 mil em 2.015 e mais 31,3 mil no ano passado.

Leia aqui a íntegra do 15º Boletim EconomiABC.

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