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Déficit na Balança Comercial do Grande ABC: taxa de câmbio e competitividade

Ao que tudo indica, o Grande ABC poderá fechar o ano de 2013 com um déficit na deficit.jpgBalança Comercial. No primeiro semestre o déficit acumulado foi de US$ 335,9 milhões (FOB), sendo o pior desempenho dos últimos anos. Desde 1999 o Grande ABC não apresenta déficits na Balança Comercial. Naquele momento, o resultado fora causado pela política de valorização do Real para ancorar o processo de estabilização dos preços entre 1994 e 1999.

Neste momento, o leitor deve estar se perguntando: em que isso implica? Os impactos não são irrelevantes, especialmente em um cenário de intensificação das relações econômicas entre os países.

Há muitos séculos as nações têm se lançado a ampliar as relações entre os países, com vistas a aumentar as oportunidades de negociação e estimular a geração de riqueza no país. Esta ocorre na medida em que amplia-se o mercado para a produção do país, estimulando a demanda e o ciclo produtivo.

Entretanto, conseguir este feito não é tão simples. Para atuar no mercado internacional é necessário que os produtos a serem ofertados sejam competitivos frente aos concorrentes externos. Ao mesmo tempo, se os produtos estrangeiros forem mais competitivos, além de perdermos espaço no mercado internacional, corremos o risco dos produtos importados ganharem espaço no mercado interno, o que leva muitos países a adotarem mecanismos de proteção em diversos momentos.

O déficit externo na Balança Comercial do Grande ABC acumulado neste ano não advém de uma queda nas exportações, mas de uma aceleração mais acentuada na importação. Este resultado está concentrado em bens intermediários, cujo déficit ultrapassou US$ 600 milhões no primeiro semestre, enquanto as transações com bens de capital e bens de consumo estão superavitárias. Esta composição denota o comportamento de substituição de fornecedores nacionais por fornecedores estrangeiros na cadeia produtiva da região.

Com isso, diminui-se o nível de atividade econômica neste segmento, impactando negativamente sobre a produção, a geração de empregos e a arrecadação tributária. Não há dúvidas que a trajetória da taxa de câmbio nos últimos meses, em torno de R$ 2 por US$ 1, tornou as importações mais competitivas, ao mesmo tempo em que prejudicou as exportações.

As recentes alterações cambiais, diante da valorização do dólar na economia mundial, tenderão a alterar esta relação, tornando nossas exportações mais competitivas.   Entretanto, seus efeitos só se farão sentir quando os agentes econômicos que realizam negociações internacionais tiverem clareza sobre o novo patamar da taxa de câmbio, quando então passarão a rever suas estratégias e decisões sobre exportações e importações. Por isso, os efeitos cambiais levam algum tempo para serem observados no saldo da Balança Comercial.

O lento ritmo de crescimento do fluxo de comércio mundial também é outra variável que tem afetado negativamente o resultado da balança comercial da economia brasileira, que apresentou um déficit de cerca de US$ 5 bilhões e, também, do Grande ABC.

Isso não exclui a necessidade que temos de repensar a competitividade da produção brasileira, e da região do Grande ABC, se quisermos nos tornar menos vulneráveis às oscilações da economia mundial. Na prática, isso demanda investimento em desenvolvimento tecnológico, passando pela qualificação da mão de obra, estímulo às ações de Pesquisa de Desenvolvimento, além da melhoria da infraestrutura e do modelo tributário brasileiro.

Sandro Renato Maskio. Professor de Economia e Coordenador de Estudos do Observatório Econômico da Faculdade de Administração e Economia da Universidade Metodista de São Paulo.

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