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Metodista lança Observatório Contábil Social de olho na eficiência dos gastos públicos

Espaço será coordenado pelo curso de Ciências Contábeis em parceria com o Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo

18/05/2016 20h15 - última modificação 13/07/2016 17h40

Graças às leis da transparência e do acesso à informação, o mundo das grandes licitações e despesas do poder público brasileiro pode nunca mais ser o mesmo. Uma onda de entidades passou a olhar com lupa os movimentos dos governantes e a Universidade Metodista de São Paulo acaba de aderir à iniciativa. Em parceria com o Conselho Regional de Contabilidade (CRC-São Paulo), vai instalar no campus Rudge Ramos um braço do Observatório Social do Brasil, uma ONG de controle social e educação fiscal que tem como missão cobrar eficiência no uso do dinheiro público.

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Vice-presidente do OSB em São Paulo, Thiago Ermano falou ao curso de Ciências Contábeis (Fotos Malu Marcoccia)

“Monitoramos as compras públicas desde o lançamento do edital até a entrega do material ou serviço. A ideia é ser como um radar, agindo preventivamente no controle social dos gastos, antes de o dinheiro sair dos cofres governamentais”, cita Thiago Ermano, vice-presidente em São Paulo do Observatório Social, que apresentou a organização na noite de 17 de maio aos professores e alunos do curso de Ciências Contábeis. “Precisamos de voluntários para trabalho braçal e também intelectual”, convidou.

 

A ONG está presente hoje em 105 cidades brasileiras e atua com 3 mil voluntários nos trabalhos de fiscalização, notificação dos agentes públicos em situação de irregularidade e acionamento do Ministério Público ou Tribunal de Contas quando os casos exigirem.

Na Metodista, a organização se chamará Observatório Contábil Social. Fará parte do Núcleo de Observatórios de Pesquisa vinculado à Agência Metodista de Consultoria. A Metodista é a primeira universidade na região a ter um Observatório Social vinculado ao Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo.

 

Economia de R$ 1,5 bilhão

Segundo Thiago Ermano, em três anos, a ONG conseguiu economizar R$ 1,5 bilhão nos orçamentos de apenas 50 cidades e recuperar entre 10% e 15% das compras municipais, tanto em prefeituras quanto em Câmaras de Vereadores. Ele citou como exemplo edital para compra de selantes em Lages (SC) cuja unidade avaliada em R$ 24 em 2014 seria adquirida por R$ 7 mil em 2015. Em Paranaguá (PR), sacos de lixo seriam comprados por R$ 7,4 milhões e papeis higiênicos exigiriam mais R$ 3 milhões. Alertadas, as prefeituras alegaram “erro de digitação” e os pregões foram cancelados.

Além de fiscalizar a movimentação do dinheiro público por meio de editais que governos são obrigados a publicar em sites e jornais, o Observatório Social do Brasil promove educação fiscal. Em Paranaguá, por exemplo, a partir da licitação irregular a organização ajudou a municipalidade a criar a Secretaria de Compras e Abastecimento e a capacitar servidores em controles internos.

“Estamos cobrindo somente entre 10% e 15% das licitações por falta de braços. Focamos principalmente as áreas de saúde e educação. Por isso precisamos de mais adesões”, pontuou Thiago, apontando que as 105 cidades onde o OSB está presente têm orçamento conjunto de R$ 69 bilhões (metade só para compras) e reúnem 30 milhões de brasileiros.

Provocar a cidadania   

“O Observatório Social vem ao encontro da missão Metodista de provocar a cidadania e promover a formação integral dos alunos”, justificou a coordenadora do curso de Ciências Contábeis, Elizabeth Castro Maurenza de Oliveira, responsável pela estruturação do novo espaço onde alunos e docentes participarão de grupos de estudo e troca de informações entre as diversas representações da área contábil e órgãos governamentais, como Receita Federal, Federação e Centro das Indústrias, prefeituras municipais, etc. 

O OSB tem entre mantenedores e apoiadores organismos como Tribunais de Contas, controladorias municipais, Instituto Ethos, Ministérios Públicos, SindiReceita e entidades empresariais e classistas diversas como o CRC-São Paulo, que foi representado no lançamento do Observatório Social da Metodista pelo conselheiro Adriano Gilioli. Há reuniões abertas ao público em geral toda última quarta-feira de cada mês às 17h. Conheça aqui mais informações.

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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