Ferramentas Pessoais

Você está aqui: Página Inicial / Ciências Contábeis / Notícias / Contabilidade do 3º setor é complexa e pormenorizada, debate Encontro de Profissionais e Acadêmicos

Contabilidade do 3º setor é complexa e pormenorizada, debate Encontro de Profissionais e Acadêmicos

Segundo o presidente Sindicato dos Contabilistas, entidades sem fins lucrativos têm mesmas obrigações de empresa lucrativa

28/10/2016 17h50

Jair Araujo falou sobre entidades sociais e filantrópicas (Fotos Malu Marcoccia)

Mesmo representando nicho específico de atividade, pois não trabalha com impostos como IPI e ICMS, entidades sem fins lucrativos exigem seguir a bússola de referências que rege a contabilidade empresarial. O mapa contábil do chamado 3º setor não é menos complexo nem requer menos conhecimentos. Ao contrário, demanda leitura e interpretação tão aprofundadas quanto a contabilidade de uma megacorporação lucrativa. O 3º setor é obrigado a publicar balanço e ter até auditoria externa.

“Muitas vezes trabalha-se de forma voluntária em uma entidade filantrópica, mas temos as mesmas responsabilidades técnicas de um contador contratado”, definiu o presidente do Sindicato dos Contabilistas de São Paulo (Sindcont), Jair Gomes de Araujo, que abriu o 13º Encontro de Profissionais e Acadêmicos de Contabilidade (EPAC) do Estado, este ano realizado na Universidade Metodista de São Paulo, com palestra sobre “Principais Aspectos da Contabilidade das Entidades sem Fins Lucrativos”. O EPAC ocorreu dias 27 e 28 de outubro.

O 3º setor compreende, entre outros, fundações de direito privado, organizações sociais e religiosas, entidade sindical, partido político e associações sem fins lucrativos cujo patrimônio esteja a serviço da comunidade. Geralmente trabalham com as áreas de saúde, educação e assistência social. A essas entidades aplica-se a contabilidade das pequenas e médias empresas ou as normas completas IFRS (Normas e Padrões Internacionais de Contabilidade), apesar de serem isentas de impostos e contribuição para seguridade social, explicou Jair Araujo.

Nas demonstrações contábeis de organizações sem fins lucrativos os termos lucro e prejuízo devem ser substituídos por superávit e déficit. Registros de receitas e despesas, com ou sem gratuidade, devem ser feitos de forma segregada, bem como doações e subvenções recebidas para custeio ou investimento devem ser reconhecidas nos resultados.

“Até o trabalho voluntário praticado pelas pessoas que se dedicam a essas entidades deve ser reconhecido e mensurado com o equivalente no mercado para constar do balanço”, explicou o presidente do Sindcont à plateia formada na maioria pelos alunos de Ciências Contábeis da Metodista. Esse era o objetivo do EPAC, segundo a coordenadora do curso, professora Elizabeth Maurenza de Oliveira, ao citar que o encontro busca alinhar e promover a interação entre profissionais, empresas e estudantes da área. “Por isso no segundo dia promovemos oficinas para tira-dúvidas dos alunos”, apontou.

Boa parte das entidades sem fins lucrativos é classificada como mista, pois trabalha com as três áreas (educação, saúde e assistência social). Jair Gomes de Araujo esclareceu que cada área exige um relatório de atuação contemplando todas as normatizações estabelecidas pela CFC (Conselho Federal de Contabilidade) na ITG 2002 que rege o 3º setor. Isso significa não apenas lançar receitas, despesas, imobilizado e notas explicativas, mas também todas as isenções e imunidades usufruídas, auditoria externa e, em caso de grandes empresas, parecer do conselho fiscal da instituição.

CienciasContabeisEPAC2016AdrianoGilioli.jpg
Gilioli, do CRC, discorreu sobre a importância das entidades de classe
Crescimento profissional

A noite de abertura do 13º EPAC também contou com palestra de Adriano Gilioli, do Corecon (Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo – CRC-SP), que falou sobre “O Papel das Entidades Contábeis no Crescimento Profissional. Conforme definiu o conselheiro, é a entidade de classe que conecta o profissional com sua realidade de trabalho. Só o sindicato paulista dos contabilistas soma cerca de 100 atividades por mês entre cursos, workshops e encontros externos.

“Fiquem ligados porque a próxima palestra será sobre Normas Internacionais Adotadas no Brasil”, convidou Gilioli.

Ele discorreu sobre o perfil do contador, cuja faixa etária é prevalente entre 31 e 60 anos. São cerca de duas dezenas e meia de oportunidades de trabalho no mercado, de auditor externos a professor, de planejador tributário e oficial controller, o que mostra o leque de carreiras a seguir tanto na iniciativa privada quanto em órgãos públicos e beneficentes.

Também prestigiaram a abertura do Encontro de Profissionais e Acadêmicos de Contabilidade de 2016 o vice-presidente da Federação dos Contabilistas do Estado de São Paulo, Manoel de Oliveira Maia, além de Edmilson Farid, pelo Sindicato das Empresas Contábeis do Estado.  No dia 28, os professores, consultores e empresários de contabilidade Luciano Perrone e Arnóbio Durães coordenaram as oficinas “Demonstrações Contábeis” e “Planejamento da Melhor Modalidade de Tributação na Pessoa Física”. 

CienciasContabeisEPAC2016mesa.jpg
Coordenadora do curso na Metodista, professora Elisabeth recepcionou convidados na abertura de evento

 

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
Conheça Outras.

Comunicar erros


Leia mais notícias sobre: , , , , , ,

ELIZABETH DE OLIVEIRA - COORDENADORA
elizabeth.jpg
Veja o minicurrículo

 


Receba informações de oferecimento deste curso

 

ci├кncias-cont├бbeis.jpg

Receba informações de oferecimento sobre esse curso: