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Biólogo deve ser movido a curiosidade, diz dirigente da Sabina Parque-Escola

Bióloga Ana Paula Gonzaga diz que nunca se fechou a caminhos abertos na profissão

04/09/2018 19h20 - última modificação 04/09/2018 19h17

Ana Paula: do canil para a supervisão do zoológico da Escola-Parque

Curiosidade e fome de conhecimento renderam à bióloga Ana Paula Gonzaga subir vários degraus na carreira e em funções públicas. Mesmo tendo ingressado na Prefeitura de Santo André na área de ensino como professora de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e retornado para a área da saúde como agente sanitária na fiscalização de alimentos, foi na Sabina Escola-Parque do Conhecimento que se consolidou profissionalmente.

“Fui convidada a retornar para a saúde, mas não tinha ninguém com conhecimento agregado para estar à frente da Escola-Parque”, disse ela sobre o cargo máximo que ocupa hoje, de responsável técnica pelo espaço, graças ao interesse pelos estudos e novidades. A Sabina reúne várias atividades de ciências, tecnologia, espaço urbano e artes. Como responsável técnica, ela responde pelo zoológico.

Ana Paula falou para turmas de Ciências Biológicas da Universidade Metodista de São Paulo na noite de 3 de setembro último, em comemoração ao Dia do Biólogo, e discutiu a profissão a partir da temática “O papel do biólogo em território de ensino não-formal e centros de ciência”. Ela sublinhou que sempre foi muito observadora e curiosa, não fechando caminhos nem mesmo a oportunidades que não pareciam interessantes.

“Comecei na Sabina como auxiliar de Biologia, lavando canil. Depois alimentava, fazia manejo e cuidava do terrário de três jiboias idosas porque ninguém tinha coragem”, relatou.

Conhecimento diversificado

Nesse meio tempo, começou a dar formação em paleontologia para bolsistas e, na busca por pesquisas para montar disciplinas, também iniciou a fase de projetos para atuar com mesa de fósseis e de conchas, além de identificação de animais. Foi então promovida a responsável técnica da Sabina.

Antes disso, porém, Ana Paula passou por experiências diversas, desde trabalhar com répteis e botânica quando cursava a Escola de Ecologia até atuar no laboratório de anatomia da Faculdade de Medicina do ABC. Estagiou no Zoológico de São Paulo com ofídios, além de ter feito monitoria em geologia.

Num espaço de ciências e educação não-formal como a Sabina, as possibilidades de atuação profissional estão em educação ambiental, manejo de recintos, serviços de apoio veterinário, sistemas de suporte à vida, desenvolvimento de projetos e de aulas, pesquisa, adequação de linguagem para os diversos públicos visitantes – sobretudo escolas de Educação Básica -, além de renovação do acervo biológico. Há também parceria com o Instituto Argonauta para resgate de animais.

“Para quem quer atuar em espaço de ensino fora da educação formal é interessante fazer complementação em Pedagogia. Já para quem quiser trabalhar em centros de ciência é recomendável especializar-se em museologia, legislação, publicação de artigos e atualização tecnológica”, aconselhou.

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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