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Evolução biológica vai do arrepio desnecessário ao humano à seleção sexual para perpetuar espécie

Especialista em Ecologia e Evolução, professor fala sobre ‘Casos Interessantes da Evolução Biológica”

14/09/2016 21h14

Prof. Bagnariolli é especialista em Evolução e Ecologia

Sabe qual a origem do arrepio? Pode ser difícil responder porque, para os humanos, esse tremor é involuntário e não tem função. Para os animais, entretanto, pode ser a diferença entre viver e morrer, porque se trata de uma reação ao medo, o que aumenta a adrenalina para a defesa ou para fuga de algum predador.

E o nervo que se ergue no meio do nosso pulso quando juntamos as pontas do polegar e mindinho? Não serve para nada atualmente, mas foi de muita utilidade para os quadrúpedes, que se apoiavam nas mãos para cavar o chão ou subir em árvores.
Podem parecer prosaicas, mas são histórias como essas que explicam muito da evolução das espécies, do homem em particular. Um único indivíduo, por exemplo, deu origem a todas as raças de olhos azuis existentes na Terra. Em algum momento da linha da história, uma mutação afetou o gene OCA2 e alterou a produção de melanina nos olhos desse ser.

Narrativas como essas fizeram parte do “Café com Ciências” que o curso de Ciências Biológicas promoveu na noite de 2 de setembro com Fernando Bagnariolli de Oliveira, mestre pela Universidade Federal de São Paulo no Programa de Ecologia e Evolução. Fernando falou sobre “Casos Interessantes da Evolução Biológica” e deixou a plateia de alunos de olhos arregalados, sobretudo porque deixou claro que a Teoria da Evolução, que tem em Charles Darwin o maior expoente, explica a origem das espécies, não a origem da vida. “A origem da vida tem muitas lacunas e possibilidades. O criacionismo e a ciência não são excludentes”, apontou.

Tudo começa pelo ancestral – que é a origem da grande variedade dos seres vivos. Cachorros vêm dos lobos, brócolis e repolho tiveram a mostarda silvestre como ponto de partida. As mutações ao longo dos milênios ocorreram pela genética, por ação de domesticação de animais e plantas pelo homem, pela geografia e pela seleção natural defendida por Darwin (segundo quem, seres com características mais favoráveis venceram os menos capazes).

Seleção sexual

Mas outras variáveis entram nesse menu: há seres que promoveram automutação ao se camuflarem para sobreviver de predadores, como lagartas com rosto de cobra, e também a seleção sexual, pela qual um ser masculino domina outro passando seu gene para frente e eliminando a possibilidade de procriação do ser dominado. A aranha pavão e o pássaro moonwalk são exemplos de como os machos se colorem e “dançam” para fazer a corte às fêmeas.

“Os registros fósseis são abundantes em mostrar como a seleção natural não é aleatória”, afirmou professor Fernando Bagnariolli, cujo evento que conduziu celebrou o Dia do Biólogo, marcado em 3 de setembro. Outro exemplo de evolução biológica foi a ocorrida com os mongóis, japoneses e asiáticos do norte. A luz intensa das regiões geladas do hemisfério norte levou esses povos a desenvolver uma fenda no meio da testa e espichar os olhos para se protegerem do sol e evitar cegueira ou outras lesões na retina, apontou o palestrante.

Professor Bagnariolli tem experiência na área de Fisiologia Animal Corporativa, com ênfase em bioquímica comparativa. Atua principalmente nos temas de metabolismo energético, fisiologia hormonal, ecologia, evolução e herpetologia. É especialista em Fisiologia do Exercício.

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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