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Versatilidade do biomédico é destacada na Jornada Acadêmica de 2016

São 35 habilitações possíveis, o que permite transitar entre várias atividades profissionais

23/08/2016 21h35 - última modificação 25/08/2016 14h03

Wilson Siqueira, do CRBM

Farmacêuticos já não dominam mais farmácias de manipulação nem médicos são senhores absolutos dos laboratórios clínicos. A diversidade de habilitações, com pelo menos 35 já listadas, abre uma larga avenida à atuação do biomédico, hoje no comando de atividades que vão das tradicionais análises clínicas e radiologia até demandas modernas como estética, genética e meio ambiente.


 “Transitar entre diversas áreas é um grande benefício da profissão. Mas temos que nos destacar pela competência, pelo que entregamos ao cliente, para não competir com outras carreiras como a de tecnólogos”, aconselhou o coordenador da Escola de Ciências Médicas e da Saúde da Universidade Metodista de São Paulo, professor Rogério Bellot, na abertura da 16ª Jornada Acadêmica de Biomedicina na noite de 22 de agosto. Ele orientou os biomédicos a jamais colocar um ponto final na carreira somente com a graduação, já que podem aproveitar as várias oportunidades que a profissão possibilita especializando-se sempre.


“Médico patologista e farmacêutico bioquímico já existem. Os biomédicos não querem roubar o trabalho de ninguém, mas ampliar o mercado das ciências da saúde”, reforçou  o vice-diretor do Conselho Regional de Biomedicina, Wilson de Almeida Siqueira, outro palestrante da noite. Ao lado do professor Bellot, que falou sobre “História da Biomedicina Metodista”, Wilson Siqueira expôs sobre “Biomedicina-Habilitações”. Disse que a luta mais recente do CRBM é colocar o profissional biomédico nas Forças Armadas do Brasil e em todos os concursos públicos onde sua atuação é prevista.

Fiscalização para desvios

Conforme o representante do Conselho Regional, as habilitações são conferidas pelo órgão de classe após estágio mínimo de 500 horas em cada área. Pós-graduação e cursos de extensão também validam novas especialidades. "Apesar da grande versatilidade profissional, é preciso atuar na área habilitada. Temos um departamento de fiscalização ativo nas ruas para apurar desvio de função”, advertiu Wilson Siqueira, ao dizer que más condutas podem comprometer os 50 anos de existência da profissão, cujo primeiro curso surgiu em 1966 na Escola Paulista de Medicina-Unifesp. A regulamentação ocorreu em 1979, após muitos embates junto ao governo para mostrar que a biomedicina poderia ir além do objetivo inicial de formar professores e pesquisadores, conquistando novos caminhos.

“Temos alunos na França, Rússia, Portugal, Japão e em toda a América do Sul. Dos 20 cursos iniciais, somos mais de 200 hoje”, discorreu o representante do CRBM sobre a qualidade da formação no Brasil.

Prof. Bellot também falou das várias habilitações profissionais

Desafios também pontuaram a história do curso de Biomedicina da Metodista, criado em 1999 e cuja primeira turma data de 2000. O primeiro coordenador é justamente professor Bellot, que hoje dirige a Escola de Ciências Médicas e da Saúde da universidade. É na trajetória pessoal que Rogério Bellot vê a importância da graduação, que superou na direção da escola áreas mais tradicionais como Psicologia (45 anos) e Odontologia (40 anos).

Professor Bellot lembrou do início do curso com uma única classe no Edifício Lamba, no Rudge Ramos, e a mudança para o Planalto em local quase inóspito. “Tínhamos um guichê embaixo da escada para comprar refrigerante e pão de queijo”, brincou. Ele citou o vanguardismo de introduzir período integral no curso e as conquistas com a criação de vários laboratórios para a prática biomédica. Hoje o curso tem 4 estrelas no Guia do Estudante e nota 4 do MEC, entre escalas de 1 a 5, e contabiliza mais de 1,1 mil formados.

 

Agenda ampla

A 16ª edição da Jornada Acadêmica de Biomedicina contou com várias palestras técnicas e científicas, conduzidas por especialistas nas áreas. Na abertura, falaram também Livia Cisotto de Lima, sobre “Pesquisa Clínica”, e Talita Cardoso Del Padre, sobre “Atuação do Biomédico em Banco de Sangue”.

Em 23 de agosto os temas detalharam “Biomedicina Estética”, a cargo de Lúcia Helena de Souza Lopes, “Reprodução Humana”, com Itatiana Ferreira Rodart, e “Saúde Pública e Projetos de Extensão”, com professor Victor Hugo Bigoli. No encerramento, os palestrantes foram Sarah de Souza Eller, que discorreu sobre “Toxicologia Clínica e Forense”, Caio Martins, sobre “Circulação Extracorpórea”, e Jeam Haroldo Barbosa, “Diagnóstico por Imagem”. Sorteios de brindes e confraternização finalizaram o evento.

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