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Robô móvel em desenvolvimento na Metodista é fruto de tese de doutorado

24/11/2011

24/11/2011 14h15 - última modificação 24/11/2011 16h56

Mais compacto que a primeira versão, o robô Emmy II é capaz de se locomover desviando de obstáculos. Foto: reprodução Youtube

O uso de robôs não é novidade. Há vários anos eles vêm sendo utilizados no Japão e também em diversos países durante cirurgias. No entanto, um projeto que está sendo executado na Universidade Metodista de São Paulo pelo professor Cláudio Torres, em parceria com o professor Régis Reis, ambos da Faculdade de Exatas e Tecnologia, deve dar um passo adiante.

Fruto da tese de doutorado de Cláudio, eles estão construindo o Emmy III, um robô móvel que possui um sistema de controle diferenciado, cujo funcionamento utiliza a lógica paraconsistente anotada. O docente explica que “essa lógica nos permite construir robôs com sistemas de controle relativamente simples que alcancem resultados bastante interessantes. Se eu fosse usar técnicas tradicionais, se tornaria algo bastante complexo, o que não significa que não conseguiria fazer”. Em termos práticos, “será possível fornecer um destino ao robô e ele será capaz de reconhecer o ambiente, traçar a trajetória e chegar até o local informado”.

De acordo com o professor, já há uma versão física do Emmy III, mas ainda falta a parte da inteligência. Essa etapa deverá contar com o envolvimento dos alunos. “Nós estamos criando um ambiente na faculdade favorável para que os alunos trabalhem com pesquisa. Essa parte é complexa e a implementação, além de trabalhosa, leva bastante tempo. Queremos passar tarefas para o aluno, começando com um grau de dificuldade menor até concluir com uma série de ações que levem ao robô final.”

Cláudio ressalta a importância da participação dos estudantes: “Só estou nesse projeto porque um professor me deu uma oportunidade lá trás. Por isso acho importante convidar o aluno, é isso que leva a ciência para frente”.  

 

Versões anteriores do Emmy

A participação de Cláudio Torres na primeira versão do robô aconteceu quando ele ainda estava na graduação, no final da década de 90. Um de seus professores trabalhava com lógica paraconsistente anotada em que, ao contrário da lógica clássica, é possível trabalhar com contradições, com as opções de verdadeiro e falso ao mesmo tempo. Na época, seu professor fazia doutorado e propôs a construção de um robô móvel, o Emmy I, que ele ajudou a executar.

Foi no mestrado que o docente construiu a segunda versão do robô. “Além de se locomover em um ambiente sem bater em nenhum obstáculo, o Emmy II era mais compacto.”

Foi a partir da participação desde o início do projeto que permitiu a Cláudio estar no estágio atual. “A nossa previsão é de que o Emmy III esteja finalizado no final do próximo semestre.”

 

Aplicações na indústria de defesa

No mês passado, durante um evento realizado em São Bernardo do Campo (SP), o assessor especial do ministério da Defesa, José Genoíno, afirmou que a região do Grande ABC tem condições de se tornar um polo industrial de defesa, numa iniciativa que envolveria empresas nacionais, internacionais, centros de pesquisa e instituições de ensino superior.

Neste sentido, o professor Cláudio Torres afirma que são inúmeras as aplicações para o Emmy III. “Estamos falando de um robô, mas ele poderia voar ou ser utilizado como um submarino, por exemplo. Em missões de risco, por que não substituir os soldados, deixando de colocar vidas em risco?”

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