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Alunos de Serviço Social visitam sede do antigo Doi-Codi

Estudantes conheceram um dos maiores centros de tortura da época da ditadura

01/11/2019 19h30

Alunos do Curso de Serviço Social da Metodista

O Doi-Codi (Destacamento de Operações Informação – Centro de Operações de Defesa Interna) foi uma instituição de inteligência e repressão do governo brasileiro subordinada ao Exército. Inaugurado durante o regime militar, o órgão na capital paulista foi palco de 52 presos políticos, entre eles o jornalista Vladimir Herzog.  

No dia 18 de outubro, os alunos do segundo semestre do curso de Serviço Social da Universidade Metodista de São Paulo estiveram no Memorial da Resistência, que fica no antigo Doi-Codi. A visita foi a primeira atividade complementar dos estudantes.

Após o fim da ditadura, o prédio de dois andares teve diferentes finalidades. Já abrigou um laboratório de perícia criminal e depois tornou-se um depósito de materiais. Até hoje restam paletes de madeira recostados sobre as paredes de um dos ambientes.

Não há mais vestígios das torturas praticadas pelos agentes da repressão. Em vez de marcas de sangue, as paredes encardidas agora ostentam tomadas com fios expostos, rachaduras e pintura descascada. As janelas foram trocadas por outras, menos claustrofóbicas. O piso também foi desconfigurado, embora seja possível identificar, em buracos no chão, os vestígios dos antigos tacos que revestiam boa parte dos cômodos.

A visita ao local foi dirigida pelo ex preso político e diretor do Núcleo de Preservação da Memória Política de São Paulo, Maurice Politi.  Ele foi sequestrado em 20 março de 1970 aos 21 anos, torturado pelos agentes e, ao longo da visita, se emocionou ao lembrar dos maltratados pelos quais passou.

O coordenador do Núcleo de Formação Cidadã da Universidade Metodista de São Paulo e um dos diretores do Núcleo de Preservação da Memória Política, Oswaldo de Oliveira Santos Júnior, enfatizou a importância da sociedade civil retomar o espaço. “Talvez vocês não saibam, mas estão fazendo história. Desde o fim da ditadura, este espaço ficou fechado ao público. Vocês estão entre os primeiros que tiveram a oportunidade de visitar o Doi-codi”, afirma. Antes da visita mediada, somente outro grupo teve acesso ao local, no dia 5 de outubro.

O Núcleo de Preservação da Memória Política seguirá organizando visitas mediadas ao Doi-Codi nos próximos meses. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 2306-4801 ou pelo site www.nucleomemoria.com.br.

 

 

 

 

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